UNESCO pede rápida investigação de assassinato de jornalista mexicano

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UNESCO pede que autoridades locais investiguem rapidamente o assassinato do jornalista Javier Arturo Cárdenas, assassinado no México nesta semana. Premiado pelo Comitê Internacional de Proteção de Jornalistas, ele cobria tráfico de drogas no país.

"Parem de assassinar jornalistas". Foto: UNESCO

“Parem de assassinar jornalistas”. Foto: UNESCO

A diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu que as autoridades locais investiguem rapidamente o assassinato do jornalista mexicano Javier Arturo Cárdenas, para que os criminosos não fiquem impunes.

O vencedor do Prêmio Internacional de Liberdade de Limprensa, Cárdenas foi baleado no último dia 15 na cidade de Culiacán, no estado de Sinaloa, México. “Este crime é outro duro lembrete das condições perigosas em que muitos jornalistas corajosos exercem sua profissão”, afirmou em um comunicado condenando o assassinato.

Irina enfatizou que os ataques contra jornalistas “comprometem o direito fundamental de liberdade de expressão assim como de liberdade de informação”.

Cárdenas fez extensa cobertura sobre o tráfico de drogas no México e, em 2011, recebeu o Prêmio Liberdade de Imprensa do Comitê Internacional de Proteção de Jornalistas. De acordo com a UNESCO, ele foi baleado perto da redação de Riodoce, semanário fundado e editado por ele . Cárdenas também era correspondentes de outros veículos, como o jornal diário Jornada e a agência de notícias France Press.

O comunicado da UNESCO informa que Irina Bokova denunciou os assassinatos de outros três jornalistas mexicanos neste ano. Desde 1997 a UNESCO já emitiu cerca de 80 notas sobre assassinatos de jornalistas no México.


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