UNESCO pede maior participação das mulheres na inovação digital global

No Dia Internacional das Mulheres deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) celebra as contribuições das mulheres para a sociedade – em particular, no espaço digital – e reflete sobre como podemos assegurar que elas exerçam totalmente seus direitos.

Em mensagem para a data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que as tecnologias digitais têm afetado as formas como trabalhamos, aprendemos, ensinamos e vivemos juntos.

“Contudo, infelizmente, as mulheres não estão se beneficiando de forma plena dessa revolução tecnológica”, declarou.

As mulheres do mundo não estão se beneficiando de forma plena da revolução tecnológica, de acordo com a UNESCO. Foto: OIT/Marcel Crozet

As mulheres do mundo não estão se beneficiando de forma plena da revolução tecnológica, de acordo com a UNESCO. Foto: OIT/Marcel Crozet

No Dia Internacional das Mulheres deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) celebra as contribuições das mulheres para a sociedade – em particular, no espaço digital – e reflete sobre como podemos assegurar que elas exerçam totalmente seus direitos.

Em mensagem para a data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que as tecnologias digitais têm afetado as formas como trabalhamos, aprendemos, ensinamos e vivemos juntos.

“Contudo, infelizmente, as mulheres não estão se beneficiando de forma plena dessa revolução tecnológica”, declarou.

Um relatório recente da Broadband Commission, em coautoria com a UNESCO, concluiu que a exclusão digital de mulheres está aumentando atualmente: em 2016, havia mais de 250 milhões de mulheres online a menos do que homens.

As mulheres não estão apenas menos conectadas, mas se beneficiam menos da alfabetização digital e da formação em habilidades, assim como têm menor probabilidade de serem contratadas por empresas de tecnologia, e muitas vezes ganham menos do que seus colegas homens.

Mesmo em alguns dos campos científicos mais avançados (tecnologias digitais e inteligência artificial), as mulheres estão em desvantagem. Por exemplo, apenas 22% dos profissionais de inteligência artificial são mulheres.

“Este ano, a UNESCO busca compensar esse desequilíbrio, no momento em que celebramos as pioneiras que ampliaram os limites do nosso conhecimento em campos como computação quântica, inovação digital e inteligência artificial”, disse.

“Ao destacar os sucessos dessas mulheres, esperamos encorajar uma nova geração de jovens mulheres nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), nos quais elas continuam a ser sub-representadas.”

“Por exemplo, nós trabalhamos para estimular meninas e mulheres a ocupar os campos de STEM e, em especial, desenvolver habilidades digitais, por meio do recém-lançado projeto Girls Can Code (As Meninas Sabem Programar).”

Na área cultural, a UNESCO também apoia o acesso das mulheres à criação digital e promove a igualdade de gênero nas indústrias criativas por meio da iniciativa You Are Next (Você é a Próxima).

Em parceria com Sabrina Ho, a UNESCO fornece a centenas de jovens mulheres no México, na Palestina, no Senegal, no Afeganistão e no Tajiquistão as habilidades artísticas, digitais e empreendedoras necessárias para que tenham sucesso no ambiente digital.

Apesar de tais iniciativas e dos muitos modelos de mulheres na esfera digital, elas estão cada vez mais se retirando das plataformas online para se proteger de ataques cibernéticos e perseguição.

Uma em cada dez mulheres da União Europeia declarou ter sofrido perseguição cibernética desde os 15 anos, em particular entre as jovens de 18 a 29 anos.

A UNESCO – como a agência das Nações Unidas dedicada à informação e à comunicação – está na frente da luta contra a discriminação de gênero, desconstruindo os estereótipos que se espalham pelos meios de comunicação, bem como combatendo a perseguição online.

“Para contribuir com a luta contra os estereótipos, eu convido todos e todas a se juntar ao movimento coletivo mundial #Wiki4Women. Atualmente, nas páginas da Wikipédia, apenas uma em seis biografias é dedicada a uma mulher”, disse a diretora-geral da UNESCO.

“Ao criar e complementar biografias de mulheres extraordinárias nas áreas de cultura, educação e ciências na Wikipédia, a UNESCO tem como objetivo dar a elas a existência digital que merecem.”

Tomando como base a bem-sucedida “maratona editorial” realizada no ano passado em sua sede, a UNESCO colabora com a Wikimedia Foundation, com a organização de oficinas de “maratona editorial” no Cairo, em Nova Deli, em Bangkok, em Lima, em Almaty, assim como em Paris.

“A UNESCO está comprometida em realizar uma contribuição positiva e duradoura para o empoderamento das mulheres e para a igualdade de gênero.”

“Cada um e cada uma de nós pode fazer a diferença, rejeitando o preconceito e a discriminação, garantindo que os espaços online sejam seguros para todos e todas, celebrando as conquistas femininas e promovendo a contribuição das mulheres na esfera digital – e em todas as esferas da vida.”


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