UNESCO pede investigação sobre assassinato de jornalista no México

A chefe da agência das Nações Unidas responsável por defender a liberdade de imprensa pediu investigação sobre o assassinato da jornalista Zamira Esther Bautista em Ciudad Victoria, capital do estado mexicano de Tamaulipas.

“No interesse do Estado de Direito, e para garantir que o crime não seja autorizado a silenciar a voz de meios de comunicação independentes, exorto as autoridades a investigar o caso e levar seus autores a julgamento”, disse Irina Bokova, em comunicado.

"Parem de assassinar jornalistas". Foto: UNESCO

“Parem de assassinar jornalistas”. Foto: UNESCO

A chefe da agência das Nações Unidas responsável por defender a liberdade de imprensa pediu nesta segunda-feira (27) uma investigação sobre o assassinato da jornalista Zamira Esther Bautista em Ciudad Victoria, capital do estado mexicano de Tamaulipas.

“Condeno o assassinato de Zamira Esther Bautista”, disse Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em comunicado.

“No interesse do Estado de Direito, e para garantir que o crime não seja autorizado a silenciar a voz de meios de comunicação independentes, exorto as autoridades a investigar o caso e levar seus autores a julgamento”, acrescentou Bokova.

Bautista, ex-correspondente dos jornais locais La Verdad e El Mercurio, era jornalista freelance e professor. Ela foi morta com um tiro na manhã de 20 de junho.

A chefe da UNESCO regularmente emite comunicados sobre a morte de trabalhadores da imprensa, em linha com a resolução número 29 adotada pelos Estados-membros da agência da ONU em 1997, intitulado “Condenação da Violência contra Jornalistas”.

Esther Bautista é a oitava jornalista assassinada no México desde o início de 2016, de acordo com agências internacionais. Ela foi morta um dia depois do assassinato do jornalista Elidio Ramos Zárate no estado de Oaxaca.