UNESCO pede inclusão dos jovens na construção de políticas educacionais

Em mensagem para o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, pediu a inclusão dos jovens nos processos de concepção de políticas educacionais.

A dirigente defendeu a participação de mulheres, indígenas, jovens com deficiência, migrantes e membros da comunidade LGBTQ+ em debates sobre o ensino formal.

Deme Hatimi, de 21 anos, dá aula numa escola franco-árabe em Burkina Faso. Foto: Parceria Global para a Educação/Kelley Linch

Deme Hatimi, de 21 anos, dá aula numa escola franco-árabe em Burkina Faso. Foto: Parceria Global para a Educação/Kelley Linch

Em mensagem para o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, pediu a inclusão dos jovens nos processos de concepção de políticas educacionais. A dirigente defendeu a participação de mulheres, indígenas, jovens com deficiência, migrantes e membros da comunidade LGBTQ+ em debates sobre o ensino formal.

“A educação não consiste apenas em obter um diploma, mas também em aprender, em construir sistemas que permitam que mulheres e homens jovens adquiram novas habilidades e qualificações e contribuam significativamente para o avanço das sociedades”, afirmou a chefe da agência da ONU.

“A UNESCO reforça sua reivindicação por uma educação mais inclusiva e acessível para todos os jovens, em todos os cantos do mundo. Devemos, assim, minimizar as barreiras à aprendizagem e garantir a inclusão de todos os alunos na educação. A juventude deve participar plenamente da reformulação de uma educação que é para eles e pertence a eles.”

Audrey enfatizou que a educação é o principal eixo de atuação da UNESCO — que almeja um mundo onde o ensino de qualidade esteja disponível para todos. De acordo com a dirigente, a agência da ONU trabalha com os jovens como colaboradores proativos e não apenas como beneficiários em seus projetos.

“Se não incluirmos as opiniões das mulheres e homens jovens, dos membros da comunidade LGBTQ+, dos jovens indígenas, com deficiências ou migrantes na construção de nossos sistemas educacionais, todos perderemos algo valioso: a riqueza de entender diferentes culturas e mentes, o tesouro que é aprender um com o outro”, ressaltou a chefe da UNESCO.

“Vamos reviver nosso compromisso coletivo de garantir que os sistemas de educação em todo o mundo não apenas eliminem todas as formas de discriminação, mas também permitam que os jovens sejam agentes de mudança, de modo que, como disse (o poeta persa) Rumi, ‘eles não sejam uma gota no oceano, mas oceano inteiro em uma gota’.”


Comente

comentários