UNESCO lembra importância do conhecimento sobre a história do tráfico de escravos no mundo

Lembrando a demanda universal por liberdade que levou à insurreição de 1791 de escravos no que é agora o Haiti, a chefe da agência de cultura e educação da ONU enfatizou a importância do ensino dessa história aos mais jovens. A declaração foi feita no Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição, lembrado nesta quarta-feira (23).

“Todos precisam saber a escala do crime do tráfico de escravos, as milhões de vidas prejudicadas e o impacto disso no destino dos continentes até hoje. Todos precisam ser totalmente informados da luta que levou à abolição, para que juntos possamos construir sociedades mais justas e, portanto, mais livres”, disse Irina Bokova, diretora-executiva da UNESCO, em mensagem para o dia.

Correntes que prendiam escravos. Foto: ONU/Mark Garten

Correntes que prendiam escravos. Foto: ONU/Mark Garten

Lembrando a demanda universal por liberdade que levou à insurreição de 1791 de escravos no que é agora o Haiti, a chefe da agência de cultura e educação da ONU enfatizou a importância do ensino dessa história aos mais jovens. A declaração foi feita no Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição, lembrado nesta quarta-feira (23).

“Contamos com o ensino dessa história para colocar os cidadãos do futuro no caminho da paz e da dignidade”, disse Irina Bokova, diretora-executiva da UNESCO, em mensagem para o dia.

A UNESCO teve papel de liderança no Sistema da ONU em impulsionar o entendimento e o reconhecimento da história do tráfico de escravos.

“Todos precisam saber a escala do crime do tráfico de escravos, as milhões de vidas prejudicadas e o impacto disso no destino dos continentes até hoje. Todos precisam ser totalmente informados da luta que levou à abolição, para que juntos possamos construir sociedades mais justas e, portanto, mais livres”, declarou Bokova.

Ela citou a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, assim como as injustiças sociais existentes, o racismo e a discriminação racial, e disse que o legado da insurreição de 1791 oferece esperança para a erradicação desses flagelos.

“A liberdade de direitos, obtida pela força, precisa ser traduzida em uma liberdade real por meio de políticas públicas que garantam às pessoas afrodescendentes o total exercício da igualdade econômica, social e política, e a total e igual participação na sociedade”, declarou Bokova.


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