UNESCO lembra importância do conhecimento científico para a conservação dos oceanos

Para atingir o objetivo de conservar e usar de forma sustentável os oceanos, será necessário mobilizar e aproveitar melhor o conhecimento científico. A afirmação foi feita pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, para a ocasião do Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho).

“Oceanos saudáveis exigem um conhecimento global consistente na área da oceanografia. Não somos capazes de administrar o que não podemos mensurar, e nenhum país consegue mensurar a multiplicidade de mudanças que ocorrem nos oceanos”, disse Bokova em comunicado.

Ilhas Rabi, Fiji. A elevação do nível dos oceanos e as mudanças climáticas são ameaças à existência das ilhas do Pacífico. Foto: OCHA/Danielle Parry

Ilhas Rabi, Fiji. A elevação do nível dos oceanos e as mudanças climáticas são ameaças à existência das ilhas do Pacífico. Foto: OCHA/Danielle Parry

O Dia Mundial dos Oceanos, lembrado na quinta-feira (8), é uma oportunidade de a humanidade tomar consciência sobre o tamanho dos desafios do desenvolvimento sustentável, assim como vislumbrar os oceanos que deseja e precisa para o futuro. A declaração foi feita pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, em comunicado.

Este ano, a ONU celebra o Dia Mundial dos Oceanos com a primeira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. O evento reúne até sexta-feira (9) chefes de Estado e autoridades de todo o mundo, com o objetivo de construir parcerias e fortalecer os compromissos necessários para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 14 — conservação e uso sustentável dos oceanos.

Segundo Bokova, para atingir tal objetivo, será necessário alimentar, mobilizar e aproveitar melhor o conhecimento científico. “Oceanos saudáveis exigem um conhecimento global consistente na área da oceanografia. Não somos capazes de administrar o que não podemos mensurar, e nenhum país consegue mensurar a multiplicidade de mudanças que ocorrem nos oceanos. Das Ilhas Fiji até a Suécia, da Namíbia até o Ártico, todos os governos e parceiros devem compartilhar conhecimento para desenvolver políticas comuns com base na ciência”, disse a diretora-geral da UNESCO.

Esse é o objetivo do “Relatório Mundial sobre as Ciências Oceânicas” (“Global Ocean Science Report”), lançado pela UNESCO na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. A publicação registra pela primeira vez onde e como as competências da oceanografia empoderam a sociedade, sustentam o meio ambiente e produzem conhecimento para conservar os recursos dos oceanos para todos.

“A nossa mensagem é clara — muito tem sido realizado para promover e financiar a oceanografia, mas muito mais é necessário para preencher as lacunas das competências”, disse Bokova.

De acordo com ela, uma abordagem tradicional de negócios não é suficiente para realizar o futuro que desejamos até 2030. Dessa forma, o alcance do ODS 14 exige novas soluções com base científica e sua transformação em políticas e decisões conscientes.

“É por isso que a UNESCO e seus parceiros desejam que o período de 2021 a 2030 se torne a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de oferecer a governos, comunidade científica, sociedade civil e todos os outros atores um marco de ação para coordenar e consolidar as observações e as pesquisas necessárias para se alcançar o ODS 14.”