UNESCO: ‘Foram necessários bilhões de anos para que se criasse nossa biosfera’

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Marcando o Dia Internacional da Diversidade Biológica (22 de maio), agência da ONU pediu esforços para cumprir a Agenda 2030 da ONU e para descobrirmos formas de usar os recursos do planeta de forma sustentável.

O pantanal é uma das seis Reservas da Biosfera localizadas no Brasil. Foto: Flickr/Denis Gustavo

O pantanal é uma das seis Reservas da Biosfera localizadas no Brasil. Foto: Flickr/Denis Gustavo

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, marcou a 16º edição do Dia Internacional da Diversidade Biológica – comemorado todo 22 de maio – pedindo esforços para o cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas neste tema. O Dia é dedicado, em 2016, ao tema “Integração da biodiversidade e apoio às pessoas e a seus meios de subsistência”.

“Isso repercute de forma poderosa a visão estabelecida na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e Acordo de Paris sobre Mudança Climática”, destacou Bokova, lembrando que a realização dos 17 objetivos globais da ONU exigirão um esforço mundial “sem precedentes” de atenuação e adaptação à mudança climática, para reduzir seu impacto nas pessoas e em seus meios de subsistência, e para se descobrir formas de usar os recursos do planeta de forma sustentável.

A UNESCO lidera a iniciativa de elaborar soluções eficazes e inclusivas. Por meio da Convenção do Patrimônio Mundial e da Rede Mundial de Reservas da Biosfera, bem como do Programa Mundial sobre Geoparques, a agência da ONU contribui para a conservação de sítios com valor universal excepcional, incluindo sua rica biodiversidade.

Os 197 sítios do Patrimônio Mundial natural e as 669 Reservas da Biosfera da UNESCO são plataformas de aprendizagem para soluções locais de desenvolvimento sustentável, e abrangem todos os principais ecossistemas. Os 120 Geoparques Mundiais, em 33 países, exercem um importante papel na proteção e na educação sobre patrimônio geológico, de modo a contribuir para a conservação da biodiversidade.

“Esses sítios mostram como os serviços do ecossistema beneficiam diretamente as comunidades locais, com a preservação da natureza caminhando de mãos dadas com o desenvolvimento local, oferecendo exemplos significativos de desenvolvimento sustentável, nos quais novos valores econômicos, sociais e culturais interagem de forma harmônica”, disse Bokova.

“Esses sítios refletem a importância de parcerias em todos os níveis, estimulando a emergência de sociedades verdes que são mais justas na divisão de benefícios, mais sábias no uso de recursos e mais sustentáveis na criação de meios de subsistência.”

Ao combinar o nosso trabalho através das ciências sociais e naturais, incluindo o conhecimento local e autóctone, a UNESCO apoia as comunidades locais, por meio da promoção da educação para o desenvolvimento sustentável, da capacitação para a gestão sustentável, do compartilhamento de boas práticas e da criação de novas redes para proteger a biodiversidade.

“Foram necessários bilhões de anos para que se criasse a biosfera de que nós desfrutamos, com sua incrivelmente rica diversidade de plantas e animais – é nosso dever e responsabilidade agir agora para preservá-la para as gerações futuras”, concluiu a chefe da UNESCO.


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