UNESCO e Wikipédia se unem para contar histórias de mulheres notáveis em dia mundial

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Atualmente, apenas uma em cada seis biografias publicadas na Wikipédia é sobre uma mulher. Para reverter esse desequilíbrio e chamar atenção para as desigualdades de gênero no universo digital, a UNESCO se uniu à plataforma de conhecimento e promoveu em sua sede, em Paris, uma maratona de edição de conteúdo.

Organizada para o Dia Internacional das Mulheres, lembrado neste 8 de março, a iniciativa busca levar para o portal mais histórias de mulheres cujas realizações nas áreas de cultura, educação e ciência são inegáveis.

Maratona digital na sede da UNESCO levou para a Wikipédia mais biografias de mulheres notáveis. Foto: UNESCO

Maratona digital na sede da UNESCO levou para a Wikipédia mais biografias de mulheres notáveis. Foto: UNESCO

Atualmente, apenas uma em cada seis biografias publicadas na Wikipédia é sobre uma mulher. Para reverter esse desequilíbrio e chamar atenção para as desigualdades de gênero no universo digital, a UNESCO se uniu à plataforma de conhecimento e promoveu em sua sede, em Paris, uma maratona de edição de conteúdo. Organizada para o Dia Internacional das Mulheres, lembrado neste 8 de março, a iniciativa busca levar para o portal mais histórias de mulheres notáveis.

Segundo a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, um número cada vez maior de pessoas, espalhadas por todo o mundo, tem acesso às tecnologias de comunicação e informação. Mas a popularização das mídias digitais esconde “a diferença crescente entre a quantidade de homens e mulheres com presença online”, aponta a chefe da agência das Nações Unidas.

“Em 2016, havia 250 milhões de homens a mais do que mulheres no ambiente online.”

Outro problema é que as mulheres “são em geral menos treinadas em tecnologias digitais”. “Elas têm menor probabilidade de encontrar emprego no setor de alta tecnologia, e quando encontram, elas têm salários menores do que seus colegas homens”, ressaltou Audrey.

“Além disso, jornalistas, blogueiras, autoras, artistas e outras figuras públicas mulheres muitas vezes enfrentam diferentes formas de violência na internet e nas mídias sociais, tais como insultos, ameaças e assédio. Com isso, muitas mulheres preferem se retirar do ciberespaço a se expor a essa violência inaceitável”, acrescentou a dirigente.

Em parceria com o governo da Suécia e a Wikipédia, a UNESCO resolveu organizar uma maratona digital para dar mais visibilidade às mulheres nas páginas da plataforma, onde elas são sub-representadas.

Voluntários foram à agência da ONU, na capital francesa, para redigir e publicar biografias de mulheres cujas realizações nas áreas de cultura, educação e ciência são inegáveis, mas que ainda não constam na enciclopédia online. A atividade foi acompanhada por especialistas da Wikipédia.

Audrey afirmou que a ação “tem como objetivo combater a violência simbólica que circula no mundo digital e nos meios de comunicação”.

Outros projetos da UNESCO vão na mesma direção. É o caso da iniciativa Mulheres Fazem as Notícias (Women Make the News), um encontro anual que começa nesta quinta-feira e reunirá, até 8 de abril, editores-chefes, jornalistas, blogueiros e o público para fazer um “check-up de igualdade de gênero”. A proposta é testar o grau de conscientização dos participantes sobre temas relacionados à igualdade entre homens e mulheres.

Outra iniciativa apoiada pela agência da ONU é a YouthMobile, que busca formar jovens em programação de aplicativos de smartphones, a fim de buscar soluções de desenvolvimento sustentável. O programa tem como público-alvo as meninas, que são sub-representadas nesse campo tecnológico de atividade.

“A UNESCO encoraja todas as partes interessadas em meios de comunicação e informação a tomar essas iniciativas como inspiração, a propor novas iniciativas e a se mobilizar para promover o respeito a uma verdadeira igualdade entre homens e mulheres nos meios de comunicação”, concluiu Audrey.


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