UNESCO e parceiros divulgam vencedoras do programa ‘Para Mulheres na Ciência’ 2019

Procurar soluções para doenças que afetam a produção de laranja no Brasil, investigar por que as estrelas param de ser produzidas em algumas galáxias e estimular a comercialização de plantas alimentícias são alguns objetivos dos trabalhos vencedores da 14ª edição do Programa “Para Mulheres na Ciência” dedicado a jovens cientistas brasileiras.

Desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o programa tem o objetivo de transformar o cenário científico nacional, contribuindo para o equilíbrio de gêneros na área.

Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas nas ciências exatas. Foto: ONU Mulheres Vietnã

Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas nas ciências exatas. Foto: ONU Mulheres Vietnã

Procurar soluções para doenças que afetam a produção de laranja no Brasil, investigar por que as estrelas param de ser produzidas em algumas galáxias e estimular a comercialização de plantas alimentícias são alguns objetivos dos trabalhos vencedores da 14ª edição do Programa “Para Mulheres na Ciência” dedicado a jovens cientistas brasileiras.

Desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o programa tem o objetivo de transformar o cenário científico nacional, contribuindo para o equilíbrio de gêneros na área.

Todo ano, sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de 50 mil reais, cada, para darem prosseguimento aos seus estudos.

É o caso da fisioterapeuta Aline Miranda, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que pesquisa as consequências em longo prazo do traumatismo cranioencefálico. “Minha intenção com meu trabalho é fazer com que políticas de saúde sejam revistas, aumentando o período de acompanhamento dos pacientes com trauma”, explica a pesquisadora.

Também da categoria Ciências da Vida, a biomédica Adriana Folador, da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi reconhecida pelo programa por sua pesquisa sobre a genética da resistência a antibióticos em pacientes e no meio ambiente da Amazônia.

Já a neurocientista Josiane Budni, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, foi escolhida pelo seu estudo sobre as relações entre a doença de Alzheimer e os distúrbios do sono. Também da região Sul, a outra contemplada é a astrofísica Marina Trevisan, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que investiga a evolução das galáxias e, em particular, como e por que elas param de produzir estrelas.

Ganhadora na categoria Matemática, Jaqueline Mesquita, da Universidade de Brasília (UnB), luta para vencer os estereótipos que cercam sua profissão e deseja incentivar jovens a buscar a carreira na área. “As meninas nunca são estimuladas a ir para as áreas exatas. Quando uma menina diz que quer estudar matemática, todo mundo acha estranho. Eu ouvi: ‘você não parece matemática, você nem usa óculos’. Na minha turma da graduação, éramos 36 alunos, mas apenas sete mulheres”, conta ela, que estuda problemas que envolvem equações diferenciais funcionais em medida e equações dinâmicas funcionais em escalas temporais.

A cada ano, o júri formado por renomados cientistas da Academia Brasileira de Ciências escolhe trabalhos com potencial de encontrar soluções para importantes questões ambientais, econômicas e de saúde, como é o caso do trabalho da química Taícia Fill, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que procura soluções para doenças que afetam a produção de laranjas no Brasil e que acabam gerando um prejuízo de cerca de 1,5 bilhão de reais. Por fim, ainda no campo alimentício, uma pesquisa que também ganhou destaque nesta edição do programa foi a da etnobotânica Patrícia de Medeiros, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que se dedica ao uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) na alimentação humana.

Há 14 anos, o “Para Mulheres na Ciência” premia cientistas de diversos lugares do Brasil. Nesse período, o programa já reconheceu e incentivou cerca de 90 pesquisadoras, premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição de aproximadamente 4 milhões de reais em bolsas-auxílio.

Vencedoras do L’Oréal-UNESCO-ABC “Para Mulheres na Ciência” 2019

Ciências da Vida:

Adriana Folador
Aline Miranda
Josiane Budni
Patrícia de Medeiros

Química:

Taícia Fill

Matemática:

Jaqueline Mesquita

Física:

Marina Trevisan

Saiba mais sobre o programa

Facebook: www.facebook.com.br/paramulheresnaciencia

Twitter: @mulhernaciencia

Site oficial: www.paramulheresnaciencia.com.br