UNESCO discute implicações de bioética e direitos humanos durante a pandemia

A UNESCO no Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioética e a Cátedra UNESCO de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara realizou na quarta-feira (15) o webinar “Perspectivas de bioética e direitos humanos no Brasil” para discutir as implicações da pandemia da COVID-19 no tema.

O Brasil atingiu a marca de 75 mil vítimas da doença e enfrenta inúmeros desafios em consequência da crise, como o aumento de casos de violência doméstica, o combate à desinformação e às fake news e as dificuldades de se garantir acesso à educação e à cultura para todos.

Evento da UNESCO discute bioética e direitos humanos na pandemia de COVID-19 - Foto: UNESCO

Evento da UNESCO discute bioética e direitos humanos na pandemia de COVID-19 – Foto: UNESCO

A UNESCO no Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Bioética e a Cátedra UNESCO de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara realizou na quarta-feira (15) o webinar “Perspectivas de bioética e direitos humanos no Brasil” para discutir as implicações da pandemia da COVID-19 no tema.

O Brasil atingiu a marca de 75 mil vítimas da doença e enfrenta inúmeros desafios em consequência da crise, como o aumento de casos de violência doméstica, o combate à desinformação e às fake news e as dificuldades de se garantir acesso à educação e à cultura para todos.

Participaram do encontro o coordenador de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, Fábio Eon (moderador); o médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, professor Dirceu Greco; e o coordenador da Cátedra Dom Helder Câmara, professor Manoel Severino Moraes de Almeida.

Para Dirceu Greco, a pandemia de COVID-19 evidenciou ainda mais as desigualdades sociais enfrentadas pelo país. “A pandemia está escancarando as deficiências sociais, políticas e sanitárias, além de expor a relação desarmoniosa entre o homem e o meio ambiente”, argumentou.

O debate também abordou a situação delicada enfrentada pelos grupos mais vulneráveis, como as populações indígenas e os refugiados, além da necessidade de se fortalecer e aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS). Manoel de Almeida afirmou que garantir o acesso à saúde para esses grupos é um dever do Estado. “Temos vários desafios com relação às comunidades indígenas, como a falta de assistência e a falta de políticas de Estado”, lembrou.

Ao final do encontro, Fábio Eon avaliou como será o mundo pós-pandemia: “A pandemia nos deixará como legado a importância de repensarmos nossa noção de humanidade e de solidariedade e provavelmente reforçará o papel da cooperação multilateral no enfrentamento de problemas globais”.

O evento foi transmitido pela Câmara Municipal e pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas e contou com a participação ativa dos internautas. A íntegra está disponível no canal da UNESCO no Youtube – clique aqui.