UNESCO: Destruição de patrimônio histórico no Iraque não é só uma tragédia cultural, mas uma questão de segurança

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A chefe da UNESCO condenou o ataque deliberado contra peças milenares da cultura iraquiana por extremistas no Museu de Mossul.

O patrimônio histórico da UNESCO em Hatra, no Iraque. Foto: UNESCO/Véronique Dauge

O patrimônio histórico da UNESCO em Hatra, no Iraque. Foto: UNESCO/Véronique Dauge

Com o mandato de proteger o patrimônio histórico, a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou nesta quinta-feira (26) o ataque terrorista ao Museu da Mossul. A chefe da agência das Nações Unidas, Irina Bokova, afirmou estar “profundamente chocada” com as imagens que mostram a destruição de estátuas e outros artefatos no Iraque.

A diretora-geral da UNESCO condenou o “ataque deliberado contra a história e cultura milenar do Iraque” e afirmou que o ato representa uma apologia inflamatória da violência e ódio.

“O ataque é muito mais do que uma tragédia cultural. Também é um assunto de segurança que alimenta o sectarismo, o extremismo violento e o conflito no Iraque”, disse Bokova.

Ela enfatizou que o ataque e uma violação direta à mais recente resolução do Conselho de Segurança (2199) que condena a destruição do patrimônio cultural e adota medidas legais para conter o tráfico ilícito de antiguidades e objetos culturais do Iraque e Síria. Nesta linha, ela pediu ao presidente do Conselho para convocar uma reunião de emergência com o intuito de discutir a proteção do patrimônio cultural do país.

Grandes estátuas do patrimônio cultural da UNESCO na localidade de Hatra e artefatos arqueológicos da província de Ninewah foram destruídos ou deformados no Museu de Mossul, bem como outras peças do arcevo da instituição.

“A destruição sistemática de elementos icônicos do rico e diverso patrimônio do Iraque que nós temos testemunhado nos últimos meses é intolerável e deve ser parado imediatamente”, exigiu a diretora-geral.


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