UNESCO: Destruição de Palmira é uma tentativa ‘perversa’ de negar ao povo sírio seu patrimônio

Chefe da Organização condenou últimos ataques ao sítio arqueológico e cobrou da comunidade internacional união para interromper o tráfico de bens culturais.

O sítio arqueológico de Palmira, na Síria. Foto: UNESCO / F. Bandarin

O sítio arqueológico de Palmira, na Síria. Foto: UNESCO / F. Bandarin

Condenando a destruição de tesouros arqueológicos da antiga cidade síria de Palmira como “uma perversa nova tentativa de romper os laços entre as pessoas e sua história”, a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) convocou a comunidade internacional, incluindo o mercado de arte, a unir forças e parar o tráfico de bens culturais.

Irina Bokova declarou nesta segunda-feira (06) que “a destruição permanente de artefatos culturais de Palmira reflete a brutalidade e ignorância dos grupos extremistas e sua desconsideração com as comunidades locais e o povo sírio”. E condenou veementemente este novo assalto ao Patrimônio Mundial de Palmira, particularmente os bustos funerários e da famosa estátua Leão de Atenas na entrada do museu do sítio.

“A destruição de bustos funerários de Palmira em uma praça pública, na frente de uma multidão de crianças levadas para testemunhar o saque de sua herança é especialmente perversa”, continuou Bokova, explicando que os bustos incorporam os valores da empatia humana, inteligência e honra aos mortos. “Sua destruição é uma nova tentativa de romper os laços entre as pessoas e sua história, a privá-las de suas raízes culturais, a fim de melhor escravizá-las”.

Ela também pediu veementemente a todos os Estados-Membros das Nações Unidas, ao mercado de arte e a especialistas que unam forças para reduzir o tráfico ilícito de bens culturais.