UNESCO deplora morte de jornalista que foi atingido por explosão no Iêmen

Almigdad Mojalli era iemenita e trabalhava para o portal The Voice of America, para a agência humanitária internacional de notícias IRIN e para outros meios de comunicação.

Almigdad Mojalli estava a trabalho na capital do Iêmen, quando foi atingido por fragmentos de uma explosão. Foto: Twitter de Almigdad Mojalli

Almigdad Mojalli estava a trabalho na capital do Iêmen, quando foi atingido por fragmentos de uma explosão. Foto: Twitter de Almigdad Mojalli

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) deplorou, nesta quarta-feira (20), a morte do jornalista iemenita Almigdad Mojalli, que foi atingido no domingo (17) por estilhaços resultantes de um ataque aéreo na capital do Iêmen, Sana’a. A agência da ONU solicitou às partes do conflito no país que garantam a segurança de todos os jornalistas.

Mojalli trabalhava como freelance para o portal The Voice of America, para a agência humanitária internacional de notícias IRIN e para outros meios de comunicação. O jornalista estava a trabalho em Jaref, no sul de Sana’a.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova lembrou que as partes do conflito iemenita devem garantir que jornalistas sejam capazes de realizar seu trabalho nas condições mais seguras possíveis, em acordo com as Convenções de Genebra e a resolução 2222 do Conselho de Segurança. Essa medida do organismo da ONU foi adotada ano passado para melhor a segurança de jornalistas em situações de confronto. A resolução condena todos os abusos cometidos contra esses profissionais e deplora a impunidade por tais atos.

A UNESCO é a agência da ONU responsável por defender a liberdade de imprensa e, desde 1997, é encarregada de emitir pronunciamentos a respeito da morte de profissionais de mídia.