UNESCO denuncia assassinato de repórter fotográfico no Egito

Ahmed Assem el-Senousy, de 26 anos, levou um tiro quando cobria a manifestação de 8 de julho para o jornal Al-Horreya-Wal-Adalah (Liberdade e Justiça). Organização pede para que todas as partes respeitem o direito dos jornalistas de trabalhar em segurança.

Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. Foto: UNESCO/Danica Bijeljac

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) denunciou nesta quarta-feira (17) a morte do repórter fotográfico Ahmed Assem el-Senousy no Egito e pediu que todas as partes respeitem o direito dos jornalistas de desempenhar suas funções em segurança.

Condeno o assassinato de Ahmed Assem el-Senousy”, afirmou a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “A sociedade como um todo depende da liberdade e independência da mídia para fazer escolhas informadas.”

O repórter fotográfico de 26 anos trabalhava para o jornal Al-Horreya-Wal-Adalah (Liberdade e Justiça). Assem el-Senousy  levou um tiro quando cobria a manifestação de 8 de julho.

Mais de 80 pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas nos protestos recentes no Egito, quando os militares depuseram o presidente Mohamed Morsi e suspenderam a Constituição no começo deste mês. Os simpatizantes e adversários de Morsi continuam a se enfrentar nas ruas e as forças de segurança atuam de forma a aprofundar o caos.

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU promove um debate aberto em Nova YorK, Estados Unidos, sobre a proteção de civis em conflitos armados, particularmente jornalistas. Entre outros temas, a sessão destacará que os responsáveis por esses atos de violência devem ser levados a julgamento e que todos os Estados têm responsabilidade de combater a impunidade.