UNESCO confirma saque de museu no Egito; cerca de 600 artefatos sumiram

Após tumultos no mês de agosto, a agência da ONU relata que construções não foram tão danificadas, mas 600 dos 1.080 artefatos da coleção do Museu Nacional de Mallawi sumiram.

Um display quebrado no Museu Nacional de Mallawi, em Minya, no Alto Egito. Foto: UNESCO/P.A. Laublaude

Um display quebrado no Museu Nacional de Malauí, em Minya, no Alto Egito. Foto: UNESCO/P.A. Laublaude

Especialistas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) confirmaram que quase todas as coleções do Museu Nacional do Malauí, no Alto Egito, foram saqueadas após os tumultos em agosto deste ano.

“As construções não foram muito danificadas, mas 600 dos 1.080 artefatos da coleção do Museu não estavam mais lá”, disse a UNESCO em comunicado após a visita de um dos seus especialistas ao local.

A missão foi organizada com o Ministério de Antiguidades do Egito e as autoridades locais após a declaração feita em 18 de agosto sobre os saques do museu pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. A destruição constitui “danos irreversíveis para a história e a identidade do povo egípcio”, disse ela.

Bokova se comprometeu a dar apoio técnico e mobilizar as organizações parceiras da Convenção contra o Tráfico Ilícito de Bens Culturais, – adotada em 1970 – a Organização Internacional de Polícia Criminal e a Organização Mundial das Aduanas.

Outros museus e locais de importante valor cultural foram visitados pelo especialista e consultor internacional da UNESCO, o arquiteto Pierre-André Lablaude, e um perito da UNESCO a pedido dos ministérios egípcios de Antiguidades e da Cultura.