UNESCO condena morte de jornalista no Barein

Agência da ONU pede investigação sobre morte do repórter cinematográfico bareinita Ahmed Ismael Hassan AlSamadi, morto quando filmava protesto na capital do país.

Protestantes em Barein (ONU)A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu sexta-feira (06/04) que seja investigada a morte do jornalista Ahmed Ismael Hassan AlSamadi, de 22 anos. O profissionalbareinita foi morto em 31 de março, enquanto filmava a repressão das forças de segurança na capital de seu país, Manama, durante um protesto civil na vila de Salmadab. O Ministério do Interior do Barein confirmou sua morte algumas horas depois de chegar ao hospital.

“O direito humano básico de liberdade de expressão e de liberdade jornalística são essenciais para qualquer sociedade que deseja assegurar os princípios da democracia e do Estado de Direito”, disse Bokova. “Saúdo relatos de que autoridades pretendem abrir inquérito sobre este sério acontecimento e acredito que os culpados serão levados a julgamento.”

Em março, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou preocupação com o uso excessivo de força contra protestantes no país.