UNESCO condena assassinato de jornalistas no Brasil e no Iraque

A Diretora Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou nesta segunda-feira (18/04) os recentes assassinatos de jornalistas no Brasil e no Iraque, afirmando que estes crimes não devem ficar impunes.

A Diretora Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, condenou nesta segunda-feira (18/04) os recentes assassinatos de jornalistas no Brasil e no Iraque, afirmando que estes crimes não devem ficar impunes. “Os jornalistas devem ser livres para trabalhar sem medo. O debate público no qual eles contribuem está no centro da governança democrática”, afirmou.

Conhecido pela cobertura crítica das ações de autoridades locais e de grupos criminosos, o jornalista brasileiro, Luciano Leitão Pedrosa, era frequentemente alvo de ameaças. O apresentador do programa Ação e Cidadania, da TV Vitória, e também repórter da Rádio Metropolitana foi morto em um restaurante no dia 10 de abril, no norte do estado de Pernambuco. A Diretora Geral da UNESCO disse que o assassinato de Pedrosa é um ataque direto contra o debate público e contra o direito humano básico da liberdade de expressão.

Bokova também lamentou a morte do chefe da TV al-Massar, o iraquiano Taha Hameed, e pediu por melhorias na segurança para jornalistas no país. Hameed levou um tiro na cabeça enquanto dirigia em companhia do ativista de direitos humanos, Abed Farhan Thiyab, ao Sul de Bagdá, em 8 de abril. De acordo com o Instituto Internacional de Imprensa, Hameed é o quinto jornalista assassinado no Iraque este ano.

“Ao informar o público, ao promover o diálogo e o debate, ao dar voz aos cidadãos do Iraque, a imprensa desempenha um papel importante na reconstrução do país”, disse Bokova. “Ela deve estar apta a trabalhar em condições de segurança e sabendo que os crimes cometidos contra eles não ficarão impunes”, concluiu.


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