UNESCO chama de ‘atrocidade’ assassinato e estupro de jornalista búlgara

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A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou na terça-feira (9) o assassinato “brutal” da repórter investigativa búlgara Victoria Marinova. O corpo da jovem foi encontrado na cidade de Ruse, com indícios de sufocamento e abuso sexual.

“Ataques a jornalistas erodem o direito humano fundamental de liberdade de expressão e seus corolários: a liberdade de imprensa e o livre acesso à informação”, declarou Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO. “Além disso, o abuso sexual e físico para silenciar uma jornalista é um ultraje contra a dignidade e os direitos básicos de toda a mulher”.

Foto: Domínio Público

Foto: Domínio Público

A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou na terça-feira (9) o assassinato “brutal” da repórter investigativa búlgara Victoria Marinova. O corpo da jovem foi encontrado na cidade de Ruse, com indícios de sufocamento e abuso sexual.

“Ataques a jornalistas erodem o direito humano fundamental de liberdade de expressão e seus corolários: a liberdade de imprensa e o livre acesso à informação”, declarou Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO. “Além disso, o abuso sexual e físico para silenciar uma jornalista é um ultraje contra a dignidade e os direitos básicos de toda a mulher”.

Marinova, que tinha 30 anos, era apresentadora de um programa sobre atualidades chamado “Detector”, transmitido pela rede de televisão local privada TVN. De acordo com a mídia búlgara, ainda não está claro se a morte está diretamente relacionada a seu trabalho jornalístico. Autoridades nacionais estão trabalhando com a linha investigativa de assassinato.

Esta é a terceira jornalista investigativa morta na União Europeia nos últimos 12 meses. Daphne Caruana Galizia foi morta em uma explosão de um carro em Malta, em outubro de 2017, e Jan Kuciak foi assassinado na Eslováquia em fevereiro desse ano.

A chefe da UNESCO pediu para que as autoridades “conduzam uma profunda investigação sobre o crime e levem os criminosos para a Justiça”, destacando que “isso é essencial para defender a liberdade de expressão e a liberdade de informação na Bulgária e, não menos importante, para garantir a segurança, dignidade e liberdade das mulheres”.

A UNESCO tem o dever de monitorar e defender a proteção de uma imprensa livre em todo o mundo por meio do Plano de Ação da ONU para a Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade. Em 2017, a agência registrou um total de sete jornalistas mortos na Europa, dos quais quatro eram mulheres. Esse é o maior número de repórteres mortos em um único ano desde 2006.

A porcentagem de mulheres profissionais de mídia mortas no mundo aumentou de 4% em 2012 para 14% em 2017.


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