UNESCO apela para que envolvidos no conflito da Síria parem de destruir patrimônios mundiais

Agência tem experiência em coordenar ações de preservação de patrimônio em tempos de conflito. Na Síria, já treinou profissionais que atuam na preservação de propriedades e coleções. Também compartilha dados para alertar serviços aduaneiros e negociadores de arte sobre patrimônios roubados.

Cidade antiga de Aleppo, Síria. Foto: UNESCO/Ron Van Oers

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu nesta quinta-feira (29) que todos os envolvidos no conflito da Síria salvaguardem o patrimônio cultural do país e tomem todas as medidas possíveis para evitar mais destruições.

“A UNESCO está determinada a usar sua experiência e redes para ajudar o povo sírio a preservar seu patrimônio cultural excepecional”, disse Bokova. “Proteger o patrimônio é inseparável da proteção de populações porque o patrimônio consagra os valores e as identidades do povo”, acrescentou, após reunião em Paris, França, sobre ações para evitar novas perdas e reparar danos onde e quando for possível.

Para o representante especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, “o passado da Síria está ameaçado tanto quanto o presente e o futuro”.

A Síria tem seis locais classificados como Patrimônio Mundial, sítios arqueológicos importantes, além de patrimônios móveis, incluindo museus e outras coleções.

A UNESCO tem experiência em coordenar ações de preservação de patrimônio em tempos de conflito. Recentemente, atuou no Iraque, na Líbia e no Mali. Na Síria, a agência já treinou profissionais em patrimônios regionais e nacionais num esforço de preservar propriedades e coleções de destruição, saque e tráfico ilegal.

A agência também compartilhou informações sobre danos a todos os tipos de patrimônio para alertar serviços aduaneiros e negociadores de arte sobre patrimônio roubado e ajudá-los a respeitar a proibição internacional sobre comércio de bens saqueados.