UNESCO alerta para aplicação imprudente de modificação genética

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Em nota sobre os relatos que alegam o nascimento dos primeiros bebês geneticamente modificados, a UNESCO pede cautela em experimentos do tipo e defendeu a “necessidade absoluta” de respeitar acordos internacionais sobre ciências e direitos humanos. O organismo internacional faz um alerta contra a “aplicação imprudente” da modificação genética.

UNESCO pediu cautela em experimentos que visam a intervenções em embriões humanos. Foto: Pixabay

UNESCO pediu cautela em experimentos que visam a intervenções em embriões humanos. Foto: Pixabay

Em nota sobre os relatos que alegam o nascimento dos primeiros bebês geneticamente modificados, a UNESCO pede cautela em experimentos do tipo e defendeu a “necessidade absoluta” de respeitar acordos internacionais sobre ciências e direitos humanos. O organismo internacional faz um alerta contra a “aplicação imprudente” da modificação genética.

“Embora os desenvolvimentos nas técnicas de modificação de genoma representem um promissor avanço científico, com benefício potencial para a humanidade, a UNESCO é compelida a lembrar os governos e a comunidade científica dos princípios éticos da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos (1997)”, diz o comunicado.

A agência da ONU afirma ainda que “é necessário ter cautela quando se trata de modificações genéticas que serão transmitidas a gerações futuras, como terapia germinativa e intervenções em embriões humanos”. Na visão do organismo das Nações Unidas, a dignidade e os direitos humanos devem ser “a principal preocupação de qualquer pesquisa médica e intervenção em seres humanos”.

Em outubro de 2015, o Comitê Internacional de Bioética da UNESCO pediu a países que concordassem com uma moratória para proibir práticas de engenharia de genoma da linha germinativa humana —pelo menos enquanto a segurança e a eficácia dos procedimentos permanecessem não comprovadas.

“Em consonância com essas recomendações, a UNESCO deseja lembrar aos pesquisadores, instituições e governos que respeitem princípios e procedimentos universalmente acordados em pesquisa e chama os governos a cooperarem no estabelecimento de medidas para assegurar a pesquisa eticamente sólida e a aplicação de técnicas de modificação do genoma que respeitem a dignidade e os direitos humanos”, acrescenta o pronunciamento.

“A UNESCO continuará a monitorar e refletir sobre questões éticas emergentes relacionadas à modificação do genoma e outros desenvolvimentos nas ciências naturais. A Organização apela para um diálogo internacional contínuo sobre as implicações éticas da modificação do genoma para o indivíduo, a sociedade e a humanidade como um todo”, conclui a agência.


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