UNAIDS participa de encontro em Londres para debater futuro das políticas contra o HIV após 2015

Relatório com recomendações será publicado no fim do ano. Líderes políticos e especialistas concordaram sobre necessidade de expansão do conhecimento obtido na luta contra a aids para responder também a doenças não transmissíveis.

Laço vermelho, símbolo da campanha pela redução do número de novos casos de aids. Foto: UNAIDSRepresentantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e da “Comissão Lancet: derrotando a aids e avançando a saúde global” encontraram-se em Londres, Inglaterra, na quinta-feira (13) para debater o futuro da aids e da saúde mundial após 2015, ano em que uma nova agenda de desenvolvimento global será implementada.

A Comissão, que foi estabelecida em 2013, reúne mais de 40 chefes de Estado e líderes políticos, especialistas em HIV e em saúde, jovens, ativistas, cientistas e representantes do setor privado para garantir que as lições aprendidas com as respostas contra a aids sejam aplicadas, transformando a forma como países e parceiros lidam com questões relacionadas à saúde e ao desenvolvimento.

“Nós devemos continuar sem deixar ninguém para trás. Nós temos que aplicar as conquistas da resposta à aids a outras áreas da saúde”, observou a primeira-dama do Japão, Akie Abe.

“Nós conseguimos proporcionar tratamento a pessoas vivendo com HIV, mas agora muitos também enfrentam outras doenças não transmissíveis”, afirmou a primeira-dama de Ruanda, Jeannette Kagame. “A natureza mutável da doença mostra o quão difícil é encontrar uma cura ou vacina. Portanto, nós precisamos ser adaptáveis e sensíveis. A África deve estar pronta. O pior já passou. Agora, nós sabemos como prevenir, tratar e cuidar. Temos que construir de onde começamos e temos que fazê-lo já”, acrescentou.

Em todo o mundo, debates sobre a melhora nas respostas à aids e a outras áreas da saúde estão sendo realizados para, por meio do compartilhamento de experiências, ajudar a Comissão a estabelecer novas recomendações para além de 2015. Essas sugestões serão publicadas em um relatório até o fim deste ano.