UNAIDS: Nova edição de curso forma 50 jovens lideranças da área de saúde contra discriminação

Estudantes e profissionais da área da saúde que participaram do curso posam com a borboleta #ZeroDiscriminação. Foto: Jessyca Zaniboni/UNAIDS Brasil

O Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado globalmente todo 1º de março, ganhou um reforço importante este ano no Brasil: mais um time de 50 jovens estudantes e profissionais da área da saúde que puderam mostrar seu engajamento e compromisso com o fim do estigma e do preconceito em nossa sociedade.

Reunidos em Brasília durante cinco dias – de 23 a 27 de fevereiro – para o 3º Curso de Formação de Jovens Lideranças, eles se somam aos outros 100 jovens que participaram das edições anteriores, realizada em 2015.

“O curso possibilita uma sensibilização enquanto agentes sociais, profissionais ou estudantes de saúde em todas essas questões que se referem ao preconceito, além de uma reflexão interna: como eu posso contribuir e o que eu posso fazer para a construção de uma sociedade com zero discriminação?”, resumiu o estudante de medicina da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Vinícius Santos, um dos jovens formados pelo curso em 2015 e que desta vez participou como facilitador de algumas oficinas.

Tamillys Lírio, 25 anos, é psicóloga no Rio de Janeiro e também já havia passado pela edição anterior do curso. Desta vez, assim como Vinícius, foi como uma das facilitadoras do curso. Para ela, a formação desempenha um papel fundamental na mobilização da juventude em prol da criação de um mundo de zero discriminação.

“Acredito que as vulnerabilidades são praticamente extintas quando fortalecemos a juventude e colocamos os jovens em um lugar de protagonismo. O que o curso faz é isso. Ele mostra pra você que sua voz é muito importante”, explica a jovem psicóloga.

Dia Mundial de Zero Discriminação

As oficinas e debates ocorridos durante o Curso estavam em linha com o tema central do Dia Mundial de Zero Discriminação deste ano: a importância do fim do estigma, do preconceito e da discriminação nos serviços de saúde.

O 1º de março é uma oportunidade para a união de todas as pessoas pelo fim do preconceito e da discriminação e é também um momento de celebração do direito que todo mundo tem a uma vida plena, produtiva e digna.

A iniciativa liderada pelo UNAIDS prega que fatores como sexo, nacionalidade, idade, deficiência, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, religião, idioma ou qualquer outro fator nunca devem ser motivo de discriminação.

Jovens visitam a Casa da ONU após participar de palestra sobre gênero, identidade de gênero e sexualidade. Foto: Jessyca Zaniboni/UNAIDS Brasil

O Dia Mundial de #ZeroDiscriminação abre oportunidades para que as comunidades, os jovens e a sociedade como um todo se una, renovando os esforços para a construção de uma sociedade mais justa.

A borboleta, símbolo da iniciativa, representa a transformação que queremos ser e ver em nossa sociedade. Acesse os canais de comunicação do UNAIDS (clique aqui) para conferir como o dia 1º de março de 2016 foi celebrado no Brasil e no mundo.

Veja abaixo as mensagens dos embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS, Mateus Solano, Wanessa Camargo e David Luiz, para celebrar o Dia Mundial de #ZeroDiscriminação 2016:

Curso de Formação de Jovens Lideranças

Em parceria com a sociedade civil, o Curso de Formação de Jovens Lideranças: Ativismo e Mobilização Social para Resposta e Controle do HIV/AIDS é uma iniciativa do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) e conjunto com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde e outros três organismos da ONU – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O objetivo é capacitar jovens para a resposta ao HIV e à Aids. Entre mais de mil inscritos de todo o Brasil, foram contemplados 150 jovens ativistas, entre 18 e 26 anos, incluindo profissionais da saúde ou estudantes da área.

A maioria faz parte de populações-chave na resposta ao HIV/Aids: gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis, transexuais e profissionais do sexo. Algumas destas jovens lideranças também trabalham com pessoas que usam drogas e com redução e danos; outras integram duas populações também consideradas vulneráveis ao HIV, como negros e indígenas.

Saiba mais sobre o curso clicando aqui e aqui.