UNAIDS, governo e sociedade civil preparam relatório sobre avanços do Brasil na luta contra o HIV

Documento vai fornecer informações sobre o Brasil para a avaliação global que é realizada anualmente pelo UNAIDS com o objetivo de analisar o progresso da resposta global à Aids. Agência da ONU e representantes do Ministério da Saúde se reuniram com especialistas e organizações da sociedade civil na semana passada.

Encontro para debater a atual situação do combate ao HIV no Brasil reuniu representantes do UNAIDS, do governo brasileiro e de diferentes organizações da sociedade civil. Foto: UNAIDS

Encontro para debater a atual situação do combate ao HIV no Brasil reuniu representantes do UNAIDS, do governo brasileiro e de diferentes organizações da sociedade civil. Foto: UNAIDS

Na semana passada (17), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e o Ministério da Saúde do Brasil se reuniram com membros da sociedade civil e pesquisadores para preparar um relatório que avalia os avanços do país no combate à epidemia.

O documento é a contribuição brasileira ao relatório anual do organismo da ONU que analisa a implementação da Resposta Global à Aids através de informações disponibilizadas por 180 dos 193 Estados-membros.

A realização dessas avaliações foi instituída pela última Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, organizada há cinco anos.

Em 2016, um novo encontro da Assembleia está previsto para ocorrer dos dias 8 a 10 de junho. O evento vai reunir delegações dos países para que novos compromissos e estratégias globais sejam elaborados com o intuito de garantir o fim da epidemia até 2030.

Durante a reunião da semana passada, especialistas, representantes das Nações Unidas, de associações e do governo apresentaram e discutiram os indicadores atuais de HIV no Brasil. Os progressos e obstáculos do país na luta contra o vírus entre 2015 e 2016 também foram debatidos.

“Este é um processo muito importante em nível global: é a partir dele que os países relatam os seus desafios e êxitos”, destacou a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.

“Apesar de bastante extenso e complexo, dedicamos especial atenção e carinho a essa consulta com a participação de atores não governamentais, porque ela é a medida global da epidemia, hoje”.

Outros temas incluíram o histórico de 30 anos do Brasil no combate ao HIV e à Aids, os avanços da Resposta Global e a importância da Declaração Política que deve ser concebida ao final da próxima Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS.

Essas Declarações são consideradas fundamentais, pois têm sido, historicamente, a principal base para programas mundiais de resposta à epidemia, capazes de promover conquistas significativas, como a já alcançada meta 15 por 15, que previa a disponibilização de tratamento para 15 milhões de pessoas até 2015.

Entre os presentes no encontro, estavam técnicos do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde brasileiro, representantes do Centro de Controle de Doenças (Center for Disease Control – CDC) do governo norte-americano e organizações da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS) e a Rede Brasileira de Redução de Danos (REDUC), entre outras.