UNAIDS faz homenagem póstuma a ativista sueco da área de saúde e instituições religiosas

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) prestou uma homenagem a Calle Almedal, assessor sênior do organismo para parcerias com a sociedade civil e organizações religiosas. O especialista sueco ocupou o cargo de 1997 a 2007. Nascido em 1945, o ex-funcionário da ONU faleceu em 7 de junho, após longa batalha contra um câncer.

Calle Almedal trabalhou para o UNAIDS de 1997 a 2007, na área de parcerias com a sociedade civil e instituições religiosas. Foto: Skeivt Arkiv

Calle Almedal trabalhou para o UNAIDS de 1997 a 2007, na área de parcerias com a sociedade civil e instituições religiosas. Foto: Skeivt Arkiv

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) prestou uma homenagem a Calle Almedal, assessor sênior do organismo para parcerias com a sociedade civil e organizações religiosas. O especialista sueco ocupou o cargo de 1997 a 2007. Nascido em 1945, o ex-funcionário da ONU faleceu em 7 de junho, após longa batalha contra um câncer.

“Calle Almedal era um excelente profissional, um ativista apaixonado, além de um amigo pessoal e colega. Seu legado vive tanto na vida das pessoas de fé quanto daquelas sem crença em todos os cantos do mundo,” disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Almedal foi pioneiro no trabalho do UNAIDS com uma ampla gama de grupos da sociedade civil. Seu trabalho ficou mais conhecido entre comunidades religiosas, onde promoveu o conceito de igrejas qualificadas para lidar com a AIDS. O especialista foi um defensor apaixonado dos direitos humanos e da justiça para as pessoas que vivem com HIV. Almedal também defendeu os direitos dos indivíduos excluídos da sociedade, particularmente os que eram abandonados pelas comunidades religiosas.

O ex-funcionário das Nações Unidas mediou uma parceria entre a Federação das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) e a Rede Global de Pessoas Vivendo com o HIV. Como resultado, os escritórios da IFRC passaram a oferecer espaço para redes nacionais recém-formadas de indivíduos vivendo com o vírus.

Como uma pessoa de fé, Almedal desafiou outros devotos e religiosos a enfrentar, dentro de suas próprias comunidades, problemas que colocam as pessoas sob risco de contrair HIV. Sem esse trabalho de busca interna, ele explicava, as igrejas perderiam sua credibilidade. O ativista deu o mesmo desafio ao UNAIDS.

Segundo o UNAIDS, o especialista sueco era conhecido por sua perspicácia, senso de humor aguçado e visão crítica afiada — uma combinação de qualidades que, junto com sua dedicação, paixão e determinação, tornaram seu trabalho muito bem-sucedido na área de parcerias.

Almedal estudou enfermagem, saúde pública e teologia. Antes de ingressar no UNAIDS, trabalhou com a Cruz Vermelha Norueguesa no Líbano, no Laos, em Moçambique, na Tailândia e no Iêmen.


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