UNAIDS Brasil apresenta na sede da ONU formas de engajar jovens no combate ao preconceito

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) Brasil participou de debate na sede das Nações Unidas em Nova York sobre os impactos de mostrar em uma série on-line da TV Globo um casal sorodiferente — quando um dos parceiros vive com HIV e o outro não. O roteirista da série “Eu Só Quero Amar”, Gabriel Estrela, explicou à Rádio ONU como a iniciativa ajudou a quebrar o estigma e educar adolescentes sobre prevenção e fim do preconceito.

A série é fruto de uma parceria entre o UNAIDS e a Globo. Foto: Reprodução da vinheta de 'Eu Só Quero Amar'/Gshow

A série é fruto de uma parceria entre o UNAIDS e a Globo. Foto: Reprodução da vinheta de ‘Eu Só Quero Amar’/Gshow

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids no Brasil (UNAIDS) apresentou na quinta-feira (9), na sede das Nações Unidas, em Nova York, novas maneiras de engajar os jovens no combate ao preconceito contra pessoas que vivem com HIV.

O foco do debate foi a série “Eu Só Quero Amar”, uma parceria do UNAIDS Brasil com a TV Globo. A trama, apresentada no canal online Gshow, apresenta a história de um casal sorodiferente: Henrique, que tem HIV, e a namorada Camila, que não tem o vírus.

Os personagens foram primeiramente criados para a novela “Malhação — Seu Lugar no Mundo” para abordar o tema da Aids. A parceria da TV Globo com o UNAIDS Brasil resultou na produção de uma série de cinco capítulos para a Internet, focando na história do casal.

Coautor de “Eu Só Quero Amar”, Gabriel Estrela participou do debate em Nova York. Em entrevista à Rádio ONU, ele comemorou a diminuição do preconceito do público, algo que segundo ele, aconteceu aos poucos.

“A gente teve no começo uma polêmica muito grande com a ‘Malhação’, na primeira vez que eles abordaram o tema. E foi muito legal ver essa resposta negativa aos poucos se transformando em algo muito positivo”, disse Estrela.

“(Isso aconteceu) Até a gente chegar à série ‘Eu Só Quero Amar’, em que as respostas foram 100% positivas. O pessoal ficou muito encantado, porque não é só uma história sobre HIV, não é só uma história sobre juventude, é uma história de amor, é fofinho, a gente torce pelo casal.”

Segundo Estrela, falar sobre HIV e Aids com adolescentes, mostrando na TV um casal sorodiferente que se relaciona de forma afetiva foi algo “inédito”.

Ouça aqui a entrevista de Estrela à Rádio ONU. 

Gabriel Estrela é coautor da série “Eu Só Quero Amar”, do núcleo da Malhação, da Rede Globo. Foto: Rádio ONU

Gabriel Estrela é coautor da série “Eu Só Quero Amar”, do núcleo da Malhação, da Rede Globo. Foto: Rádio ONU

A diretora de responsabilidade social da TV Globo, Beatriz Azeredo, destacou que a série on-line foi a terceira mais vista no site Gshow, com 800 mil pessoas acompanhando, além do público de 20 milhões de pessoas que assistem à Malhação.

Beatriz explicou que contar uma história de amor que cause empatia nas pessoas é uma maneira fácil de acabar com o estigma sobre a Aids.

“A Globo faz o que ela sabe fazer, que é comunicação em larga escala. E o UNAIDS traz toda a experiência, conhecimento técnico e principalmente formas de lidar com esse tema tão complexo com a juventude”, disse.

O debate promovido pelo UNAIDS Brasil na ONU fez parte da reunião de alto nível sobre o fim da Aids, conferência de três dias que terminou na sexta-feira (10).