UNAIDS apoia pesquisa sobre saúde de homens que fazem sexo com homens

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A Rede Ibero-Americana de estudos HSH (homens que fazem sexo com homens) prepara a primeira pesquisa comunitária online sobre saúde sexual dessa população na América Latina. O estudo busca levantar informações sobre o universo dos homens gays, bissexuais e outros homens (incluindo homens trans) que fazem sexo com homens. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais.

Seu conteúdo inclui questões sobre discriminação, satisfação sexual, acesso a serviços de saúde, comportamento sexual, entre outros temas. A pesquisa é apoiada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

A Rede Ibero-Americana de estudos HSH (homens que fazem sexo com homens) prepara a primeira pesquisa comunitária online sobre saúde sexual de HSH na América Latina, conhecido pela sigla em inglês LAMIS 2018 (Latin America MSM Internet Survey). O estudo busca levantar informações sobre o universo dos homens gays, bissexuais e outros homens (incluindo homens trans) que fazem sexo com homens. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais. A pesquisa ficará aberta até abril de 2018.

Trata-se da versão latino-americana do EMIS (European MSM Internet Survey), uma pesquisa semelhante que ocorre nos países europeus desde 2010. Seu conteúdo inclui questões sobre discriminação, satisfação sexual, acesso a serviços de saúde, comportamento sexual, entre outros temas. O estudo é apoiado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Em muitos países da América Latina, discriminação e ausência de dados são fatores que influenciam a falta de políticas públicas e de saúde preparadas para atender as necessidades dos homens que fazem sexo com homens (HSH). “Além disso, na América Latina, algumas infecções sexualmente transmissíveis se apresentam em altas taxas nessa população, como o HIV”, explicam os organizadores do LAMIS 2018.

“Apesar das disparidades entre os países, desde alguns com leis discriminatórias até outros com políticas inclusivas mais estabelecidas, é necessário que se tenha dados sobre diversos aspectos de saúde dessa população para que sejam elaborados projetos e políticas que impactem positivamente a vida dessas pessoas a partir de suas próprias necessidades reportadas.”

O estudo conta com a colaboração de instituições em 18 países da América Latina. No Brasil, a pesquisa tem parceria com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e conta com o apoio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde; do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo; do Programa de Educação Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); da rede social gay Hornet e de outras instituições que trabalham com população LGBT e com o tema HIV/AIDS.

O LAMIS 2018 fornecerá uma imagem detalhada de problemas relativos à saúde sexual entre os HSH na América Latina. No Brasil, o estudo vai gerar dados para contribuir com a compreensão das necessidades dos programas de prevenção. No plano internacional, será possível comparar e ter conhecimento sobre padrões de políticas, programas, serviços e seu impacto na disseminação e controle da epidemia.

No Brasil, a Rede Ibero Americana de Estudos HSH é representada por Maria Amelia Veras, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde da População LGBT – NUDHES.

Clique aqui para participar da pesquisa.


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