UNAIDS alerta para falta de preservativos na África Subsaariana

Imagem: UNAIDS

O uso de preservativos, quando realizado de forma consistente e correta, é um dos métodos mais eficazes e baratos para impedir a transmissão sexual do HIV. Mas em muitas partes do mundo, a camisinha não está disponível para todos. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alerta que, na África Subsaariana, estimava-se em 2015 que 6 bilhões de preservativos masculinos eram necessários, mas somente 2,7 bilhões foram distribuídos na região.

A camisinha também protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis e permite evitar gestações indesejadas.

Em países como Serra Leoa, a quantidade de preservativos distribuídos para os cidadãos beira o zero. Em outras nações subsaarianas, como a África do Sul e Lesoto, o número chega perto dos 50, mas continua abaixo da necessidade estimada.

Em todo o mundo, mais de 200 milhões de mulheres não têm as suas demandas por métodos contraceptivos atendidas — o que causa cerca de 80 milhões de gestações não desejadas. A disponibilidade das camisinhas também é um componente crucial das políticas de HIV e AIDS, sobretudo para garantir o cumprimento da meta de reduzir para menos de 500 mil as novas infecções por HIV.

Reconhecendo a importância desses produtos de saúde para o fim da epidemia, países concordaram — na Declaração Política sobre HIV e AIDS de 2016 — em aumentar a disponibilidade de preservativos para 20 bilhões de camisinhas por ano até 2020. Desse volume, 7 bilhões iriam para a África Subsaariana. Homens em países da região com alta taxa de HIV receberiam de 30 a 50 preservativos anualmente.