Ucrânia: número de deslocados chega a 1,1 milhão e refugiados somam 700 mil, diz ONU

“As condições de vida, especialmente daqueles com casas atingidas pelos bombardeios ou abrigadas em bunkers e porões sob os escombros de suas casas e prédios, têm piorado com o frio”, disse o porta-voz da ACNUR.

Família recebe mantimentos da ONU na Ucrânia. Foto: ACNUR/A. McConnell

Família recebe mantimentos da ONU na Ucrânia. Foto: ACNUR/A. McConnell

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) declarou, nesta terça-feira (10), estar extremamente preocupado com a deterioração da situação humanitária no leste da Ucrânia, particularmente, em áreas controladas pelas forças antigoverno.

“As condições de vida, especialmente daqueles com casas atingidas pelos bombardeios ou abrigadas em bunkers e porões sob os escombros de suas casas e prédios, têm piorado com o frio e as baixas temperaturas”, disse o porta-voz da ACNUR, William Spindler. De acordo com Spindler, o nordeste de Donetsk e Luhansk são os locais mais afetados, onde o fornecimento de água e eletricidade é constantemente interrompido por bombardeios. Os ataques aéreos continuam a vitimar civis, principalmente no entorno da cidade de Debaltseve.

“O combate torna a chegada da ajuda humanitária para os civis presos no conflito extremamente difícil. A escassez de suprimentos básicos, incluindo comida, remédios e combustível, tem provocado uma alta nos preços destes itens.”

Apesar dos riscos de segurança, o ACNUR e seus parceiros têm conseguido entregar a ajuda não alimentar aos civis mais necessitados, incluindo nas localidades que estão sob frequentes bombardeios. O número de pessoas deslocadas pelo conflito na Ucrânia alcançou agora a marca de 1,1 milhão enquanto o número total de refugiados chega a 674 mil, incluindo os 542 mil que fugiram para a Rússia e os 80 mil que foram para a Belarus.


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