Turquia registrará refugiados sírios em áreas urbanas

Agência da ONU para refugiados elogia programa “inovador” e contribuirá com assistência técnica, identificando os refugiados mais vulneráveis e com necessidades especiais.

Alto Comissário António Guterres (à esquerda) se reúne com uma família de refugiados da Síria durante sua visita ao campo de Nizip, na Turquia. Foto: ACNUR.

Alto Comissário António Guterres (à esquerda) se reúne com uma família de refugiados da Síria durante sua visita ao campo de Nizip, na Turquia. Foto: ACNUR.

O chefe da agência de refugiados das Nações Unidas comemorou nesta segunda-feira (11) o lançamento de um programa para registrar milhares de sírios deslocados em áreas urbanas da Turquia, ressaltando que a ação é fundamental para sua proteção.

Durante a sua visita de três dias à Turquia, o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse que seu escritório – o ACNUR – contribuirá com assistência técnica ao Governo, identificando os refugiados mais vulneráveis e com necessidades especiais.

“O registro é essencial para a proteção dos refugiados”, disse ele, chamando o novo sistema de registro de “inovador e um exemplo de boas práticas”.

Anteriormente, números oficiais turcos incluíam apenas os 186 mil refugiados hospedados em 17 campos administrados pelo Governo. Com o crescente número de sírios que procuram assistência em cidades, a Turquia decidiu recentemente incluir refugiados urbanos.

Sob a nova política, cerca de 40 mil refugiados em áreas urbanas foram registrados até o momento, com aproximadamente 30 mil ainda em espera.

Guterres assinou um acordo de cooperação com a agência turca de alívio de desastre para financiar mais 10 centros de registo, bem como um acordo com o Crescente Vermelho turco sobre a cooperação na área de logística, de emergência e apoio de contingência para as operações do ACNUR em todo o mundo.

A agência da ONU informou ainda que está financiando a produção de um adicional de 18.500 tendas por meio do Crescente Vermelho.

A crise síria já deixou 70 mil pessoas mortas, 1 milhão de refugiados para países vizinhos, 2 milhões deslocados dentro da própria Síria e, até o final do ano, o número total de refugiados pode chegar a 3 milhões de pessoas.