Turistas brasileiros gastaram 22 bilhões de dólares no exterior em 2012, estima ONU

Brasil passou de 29° para 12° no ranking sobre os gastos de turistas mundialmente. China foi a primeira colocada, com 102 bilhões de dólares consumidos.

Turistas na Grande Muralha da China. Foto: OMT

Turistas na Grande Muralha da China. Foto: OMT

Os gastos de turistas brasileiros no exterior cresceram significativamente nos últimos oito anos, levando o país da 29a posição, em 2005, para a 12a posição em 2012, em relação ao ranking sobre o consumo de turistas mundialmente, afirmou na quinta-feira (4) a Organização Mundial do Turismo (OMT).

No ano passado, os viajantes brasileiros gastaram ao todo 22 bilhões de dólares.

A primeira do ranking é a China. Os turistas do país asiático gastaram 102 bilhões de dólares em 2012. Segundo a OMT, o volume de viagens internacionais por chineses cresceu de 10 milhões em 2000 para 83 milhões em 2012. Suas despesas no exterior também aumentaram rapidamente, crescimento de 40% entre 2011 e 2012.

Além da urbanização e aumento da renda, outros fatores como o relaxamento das restrições sobre as viagens ao exterior e a apreciação da moeda chinesa têm contribuído para o crescimento.

Outros mercados emergentes também tiveram aumento em seus gastos no turismo mundial durante a última década. A Rússia obteve um crescimento de 32% em 2012, gastando 43 bilhões de dólares, o que a levou da sétima para a quinta posição no ranking.

“As economias emergentes continuam a liderar o crescimento da procura turística”, disse o Secretário-Geral da OMT, Taleb Rifai. “O crescimento impressionante das despesas de turismo da China e da Rússia reflete a entrada no mercado de turismo de uma crescente classe média desses países, o que certamente irá continuar a mudar o mapa do turismo mundial”, completou.

Países que tradicionalmente são classificados como elevados nas despesas com turismo também obtiveram um crescimento, embora a um ritmo mais lento do que as economias emergentes. Os gastos com viagens ao exterior na Alemanha e nos EUA cresceram 6% cada, enquanto os gastos do Reino Unido cresceram 4%, o que o manteve no quarto lugar no ranking.