Turismo internacional bate recorde com 845 milhões de pessoas em todo o mundo, afirma ONU

Chefe da agência da ONU para o tema afirma que o turismo internacional continua crescendo acima das expectativas, apoiando crescimento econômico em países desenvolvidos e emergentes.

Foto: OMT

Foto: OMT

A ONU afirmou nesta quinta-feira (12) que o turismo internacional cresceu 5% nos primeiros nove meses de 2013 e atingiu um recorde de 845 milhões turistas em todo o mundo.

A atualização mais recente da Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas (OMT) mostra que um adicional de 41 milhões pessoas viajaram entre janeiro e setembro deste ano do que no mesmo período em 2012.

“O turismo internacional continua crescendo acima das expectativas, apoiando o crescimento econômico em países desenvolvidos e emergentes, trazendo o apoio necessário para a criação de empregos, do PIB e da balança de pagamentos de muitos destinos”, disse o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai.

Os russos e chineses são os que mais viajaram para o exterior neste ano, com um aumento em 29% e 22%, respectivamente. Enquanto os turistas canadenses aumentaram em 3%, os americanos, ingleses e franceses aumentaram em apenas 2%. A Alemanha registrou crescimento zero, enquanto a Austrália, Itália e Japão registraram diminuição nos números.

Os destinos mais procurados permanecem na Europa, apresentando um crescimento no turismo de 6%, sobretudo no leste europeu, Mediterrâneo e na Europa Central e do Sul. Segundo a OMT, este crescimento supera a previsão inicial para 2013 e é o dobro da taxa média de crescimento do turismo internacional na Europa desde 2000.

O turismo para a Ásia e o Pacífico continuam apresentando bons resultados, sustentados pelos visitantes do sudeste asiático, que registrou um aumento de 12%. Já as Américas apresentaram resultados relativamente fracos, com um aumento de 3%, com um impulso um pouco melhor para a América do Norte, especificamente nos Estados Unidos.

A África Central aumentou seu turismo em 5%, em parte por causa da recuperação no norte do continente, enquanto o Oriente Médio registrou um aumento de apenas 0,3%.