Tufão nas Filipinas deixa quase 220 mil desabrigados

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Nas Filipinas, agências das Nações Unidas mobilizam equipes para dar assistência às vítimas do tufão Mangkhut, que provocou pelo menos 74 mortes, segundo informações divulgadas hoje (18) pela imprensa internacional. O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou na segunda-feira (17) que mais de 590 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pela tempestade. Destruição deixou quase 220 mil filipinos sem casa.

Na cidade de Baggao, no norte das Filipinas, Jessica Gonzales carrega seu filho de apenas um ano enquanto observa com o marido o que restou de sua casa, destruída pelo tufão Mangkhut. Foto: UNICEF/Maitem

Na cidade de Baggao, no norte das Filipinas, Jessica Gonzales carrega seu filho de apenas um ano enquanto observa com o marido o que restou de sua casa, destruída pelo tufão Mangkhut. Foto: UNICEF/Maitem

Nas Filipinas, agências das Nações Unidas mobilizam equipes para dar assistência às vítimas do tufão Mangkhut, que provocou pelo menos 74 mortes, segundo informações divulgadas hoje (18) pela imprensa internacional. O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou na segunda-feira (17) que mais de 590 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pela tempestade. Destruição deixou quase 220 mil filipinos sem casa.

Avaliado como o tufão mais violento do mundo em 2018, o fenômeno climático atingiu o país no sábado (15), provocando inundações, deslizamentos de terra e danos severos a moradias e infraestrutura no norte do território. Mais de 192 mil pessoas estão abrigadas em centros de evacuação, estima o OCHA. Outras 22 mil foram acolhidas por famílias filipinas.

Meios de comunicação preveem que o número de mortos seja bem mais alto do que o já calculado pelas autoridades. Buscas estão sendo realizadas em diferentes regiões soterradas pela chuva, lama e também por instalações derrubadas durante a tempestade. Cinquenta e cinco pessoas são consideradas desaparecidas.

Em nota divulgada por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou tristeza pelas mortes e pela destruição provocadas pelo Mangkhut. “O sistema das Nações Unidas no país já está trabalhando para apoiar os esforços liderados pelo governo e permanece a postos para ampliar a assistência, conforme solicitado”, disse.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) conduzem operações nas Filipinas para entregar água e alimentos às famílias afetadas.

O Fundo de População da ONU (UNFPA) estima que pelo menos 17 mil gestantes precisam de apoio emergencial. Desse grupo, cerca de 6 mil devem dar à luz nos próximos três meses. Ao longo do último semestre, mais de 11 mil mulheres tiveram filho e precisam agora de serviços de saúde neonatal e pós-parto, além de ajuda para manter padrões adequados de higiene e alimentação.

Embora tenha abandonado terras filipinas já no sábado, o tufão Mangkhut deixou um rastro de devastação e de problemas duradouros para o país. Um levantamento da organização Save the Children alerta que 1 milhão de estudantes estão sem aula por causa da tempestade.

Segundo o Departamento de Educação, mais de 4,3 mil escolas suspenderam atividades por causa de danos a suas instalações ou porque estão sendo utilizadas como locais de residência temporária. Pelo menos 170 centros de ensino foram inundados, com quase 2 mil salas de aula destruídas total ou parcialmente.


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