Troca de cartas renova esperança de diálogo israelo-palestino, afirma Subsecretário-Geral da ONU

O Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Políticos, B. Lynn Pascoe, demonstrou  hoje (23/04) otimismo diante da recente troca de cartas entre os líderes palestinos e israelenses e da possibilidade da troca de correspondências servir para uma abertura maior do diálogo, com benefícios para o processo de paz no Oriente Médio. “Embora o ambiente ainda seja frágil, qualquer oportunidade de chegar a um diálogo rumo à retomada de negociações significativas deve ser encorajado e ajudado”, informou Pascoe em um relatório para o Conselho de Segurança.

Israelenses e palestinos ainda têm de retomar as negociações diretas interrompidas desde  setembro de 2010, após Israel se recusar a prolongar o congelamento da atividade de assentamento no território palestino ocupado. Negociadores de ambos os lados iniciaram conversas preparatórias no início de janeiro em Amman, sob a mediação do rei Abdullah II da Jordânia, com perspectiva de uma retomada das negociações diretas.

Pascoe informou que negociadores voltaram a se encontrar em abril em Amman e concordaram com a troca de cartas delineando suas posições. Tanto o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, manifestaram desejo em retomar as negociações. “Para a ONU a paz entre palestinos e israelenses é uma prioridade inalterada”.

“O despejo forçado de refugiados palestinos e a demolição de casas palestinas e outras estruturas civis em territórios ocupados da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, [são] contrárias ao direito internacional”, disse o Diretor do escritório na Cisjordânia da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA), Felipe Sanchez.

“Apelamos para que as autoridades israelenses encontrem uma solução imediata para capacitar a população palestina da Cisjordânia ocupada a levar uma vida normal, na plena realização de seus direitos”, Sanchez acrescentou em um comunicado conjunto com o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). O chefe da OCHA no território palestino ocupado, Ramesh Rajasingham, afirmou que mais de 1.500 palestinos perderam suas casas como resultado das demolições do início deste ano.