Tribunal Especial para o Líbano torna pública acusação de assassinos de ex-Primeiro-Ministro

Texto conta detalhes do ataque de 14 de fevereiro de 2005. A história completa e definitiva, no entanto, só será conhecida após o veredicto.

Ex-Primeiro-Ministro, Rafiq Hariri.O Tribunal criado para julgar os responsáveis pelo assassinato do ex-Primeiro-Ministro do Líbano, Rafiq Hariri, tornou público nesta quarta-feira (17/08) a acusação contra os quatro homens suspeitos do crime. O texto conta detalhes do ataque de 14 de fevereiro de 2005. Partes da decisão do juiz e trechos do processo, no entanto, permanecem confidenciais para proteção das testemunhas.

Em sua decisão, o juiz Daniel Fransen, responsável pela etapa que antecede o julgamento do Tribunal Especial para o Líbano (STL), considera que existem provas suficientes para prosseguir o processo. Os promotores terão agora de provar a culpa dos acusados.

Segundo o texto da acusação, na manhã de sua morte, Hariri deixou a residência em Beirute para assistir a uma sessão no Parlamento do Líbano, enquanto era monitorado pelos assassinos. Ao retornar, um homem suicida detonou os explosivos armados em uma van. Pouco depois, dois entre os acusados teriam convocado a imprensa para informar sobre uma fita de vídeo. O plano era despistar a investigação sobre os verdadeiros criminosos.

Os nomes dos acusados pela explosão foram divulgados no final de julho: Salim Jamil Ayyash, Mustafa Amine Badreddine, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra. Badreddine, o mais velho, foi o controlador geral do ataque; Ayyash teria coordenado a equipe; enquanto os mais novos, Oneissi e Sabra, convocaram a imprensa.

O Tribunal Especial para o Líbano (STL) é uma corte independente criada a pedido do Governo libanês, com um mandato conferido pelo Conselho de Segurança. A sua sede fica em Haia, na Holanda.