Tribunal Especial para o Líbano pede a prisão de acusados pelo assassinato do ex-Primeiro Ministro

O ex-Primeiro Ministro libanês, Rafiq Hariri, e outras 22 pessoas morreram quando um carro-bomba explodiu em 14 de fevereiro de 2005.

Tribunal Especial para o LíbanoO tribunal apoiado pelas Nações Unidas para julgar os supostos responsáveis pelo assassinato em 2005 do ex-Primeiro Ministro libanês, Rafiq Hariri, apresentou nesta quinta-feira (30/06) às autoridades do país uma acusação lacrada e mandados de prisão para um número desconhecido de suspeitos.

O Tribunal Especial para Líbano (STL) afirmou que a opção pelo sigilo sobre os nomes irá facilitar a prisão. O Tribunal também salientou o fato de que o procedimento ocorre em pré-julgamento e, portanto, apesar do juiz responsável por esta etapa considerar que haja número suficiente de evidências para a continuidade do processo, “isso não significa veredicto de culpado”.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse desconhecer o conteúdo das acusações e garantiu que o material não foi compartilhado com as Nações Unidas. O STL é uma corte independente criada a pedido do Governo libanês e sob mandato do Conselho de Segurança.

Hariri e outras 22 pessoas morreram quando um carro-bomba explodiu em 14 de fevereiro de 2005, quando sua comitiva passava pelo centro de Beirute. Investigações iniciais revelaram que a Síria foi o principal país responsável pelas tensões políticas que precederam o ataque.

Pelas regras do Tribunal, as autoridades libanesas têm 30 dias para comunicar as medidas tomadas na tentativa de realizar as prisões.