Tribunal da ONU condena ex-presidente liberiano Charles Taylor a 50 anos de prisão

Corte sentenciou ex-líder por planejamento, auxílio e cumplicidade em crimes de guerra e contra a humanidade cometidos em Serra Leoa nos anos 1990. Ele tem 14 dias para recorrer.

A Corte Especial de Serra Leoa (SCSL) sentenciou hoje (30/05) o ex-presidente liberiano Charles Taylor a 50 anos de prisão por planejamento, auxílio e cumplicidade em crimes cometidos por forças rebeldes de Serra Leoa durante a guerra civil no país na década de 1990. Ele tem 14 dias para recorrer.

A SCSL decidiu em abril, por unanimidade, pena única para todas as 11 acusações de crimes que Charles Taylor foi considerado culpado. Estes atos incluem terrorismo, assassinato, estupro, escravidão sexual, ultrajes à dignidade pessoal, tratamento cruel, recrutamento ou alistamento de crianças-soldado e pilhagem relacionados com a guerra civil.

A Corte constatou que Charles Taylor utilizou-se de sua posição de Presidente da Libéria e membro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental para ajudar e estimular a prática de crimes em Serra Leoa. A extraterritorialidade dos atos do ex-presidente liberiano e exploração financeira do conflito foram consideradas como agravantes para a sentença.

Em audiência anterior, Taylor disse que ficou triste com as atrocidades e os crimes cometidos em Serra Leoa e negou ter colaborado com os abusos.