Tribunal criado pela ONU começa julgamento dos acusados de matar ex-primeiro-ministro libanês

Juízes apresentam o caso no Tribunal Especial para o Líbano. Foto: REUTERS/Toussaint Kluiters/United Photos/POOL(NETHERLANDS)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou o início, nesta quinta-feira (16), em Haia, Países Baixos, do julgamento dos responsáveis pelo atentado terrorista que matou o ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, e outras 22 pessoas, há quase nove anos.  Além de agradecer o apoio contínuo do governo libanês, e de outros Estados-membros, para o trabalho do Tribunal Especial para o Líbano (STL), o secretário-geral destacou “a vital importância de combater a impunidade para a estabilidade, e a segurança em longo prazo” do país.

Quatro cidadãos libaneses – Salim Jamil Ayyash, Mustafa Amine Badreddine, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra – foram indiciados pelo atentado de fevereiro de 2005. Eles serão julgados in absentia após o Tribunal ter  informado, em 2013, que todas as tentativas possíveis para informar os quatro homens das acusações que enfrentavam, e trazê-los ao tribunal, foram feitas .

Localizado nos arredores de Haia, na Holanda, o Tribunal é uma corte independente criada a pedido do Governo libanês, com um mandato conferido pelo Conselho de Segurança da ONU.

No mesmo dia do começo do julgamento, o coordenador especial das Nações Unidas para o Líbano, Derek Plumby, condenou o ataque com carro-bomba no nordeste do país, em Hermel, que matou e feriu diversas pessoas.  Plumby disse estar “perturbado” pela recorrência de atos indiscriminados de violência no Líbano durante os últimos meses e que espera que os responsáveis por este, e outros atos de terrorismo, sejam levados à justiça o mais rápido possível.

O coordenador especial pediu a todos os libaneses que exercitem contenção, apesar de estar consciente da dor e da raiva gerada por esse tipo de violência. “O apoio das instituições estatais, incluindo o Exército e as forças de segurança, é a melhor maneira de garantir a segurança e a estabilidade do país”, afirmou.