Treinamento para combater corrupção no setor privado reúne mais de 80 empresas e organizações no Paraná

Workshop sobre avaliação de riscos de corrupção foi promovido pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas. Encontro reuniu especialistas em legislação anticorrupção e representantes de empresas do Sul do país.

Workshop sobre combate à corrupção reuniu representantes do setor privado e especialistas em Curitiba. Foto: CIFAL

Workshop sobre combate à corrupção reuniu representantes do setor privado e especialistas em Curitiba. Foto: CIFAL

Mais de 80 representantes de empresas e organizações do Sul do Brasil participaram de um workshop sobre combate à corrupção promovido em abril (11) pelo Pacto Global. Encontro de especialistas e setor privado aconteceu em Curitiba e teve o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e do Centro Internacional de Formação de Atores Locais para América Latina (CIFAL).

Tendo como tema central a avaliação de riscos que podem favorecer a prática de atividades criminosas, o treinamento abordou aspectos da Lei Anticorrupção do Brasil e de outros mecanismos jurídicos. “Este treinamento é um incentivo a criação de sistemas anticorrupção nas empresas, pois é possível fazer negócios limpos”, disse o coordenador do grupo de trabalho Anticorrupção do Pacto Global no Brasil, Reynaldo Goto.

O workshop incluiu a apresentação de uma metodologia de avaliação de riscos e foi conduzido pela sócia-líder do Centro de Governança Corporativa da Deloitte, Camila Araújo. “Compliance (termo em inglês que dá nome a departamentos internos encarregados do monitoramento de atividades empresariais) significa atuar em conformidade (com a lei). Para que o trabalho seja efetivo nesta área, precisa atuar de forma independente, e toda ação deve partir da análise de risco”, afirmou a executiva.

O evento ainda contou com a participação do professor de Direito da Faculdade da Indústria, Rafael Guedes de Castro, que apresentou a Lei da Empresa Limpa. “A Lei não prevê responsabilidade criminal, mas busca uma mudança efetiva na cultura empresarial”, destacou.