Transmissão de ebola na África Ocidental volta a subir, destaca OMS

Foram 31 casos de ebola confirmados na semana que terminou em 7 de junho, tornando-se o segundo aumento semanal consecutivo na incidência de casos.

UNICEF e parceiros entregam alimentos e produtos não alimentares essenciais às famílias em quarentena, em Serra Leoa. Foto: UNICEF Serra Leoa / Mason

UNICEF e parceiros entregam alimentos e produtos não alimentares essenciais às famílias em quarentena, em Serra Leoa. Foto: UNICEF Serra Leoa / Mason

O número de casos de ebola na África Ocidental aumentou pela segunda semana consecutiva e o fato de muitos surgiram a partir de fontes desconhecidas de infecção destaca os desafios ainda enfrentados na busca e eliminação de cada cadeia de transmissão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS ). A Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER) informou nesta quinta-feira (11) que cinco novos casos foram confirmados em Serra Leoa em 8 de junho, o maior número em um único dia, após muitas muitas semanas”.

A missão da ONU também chamou a atenção para o último relatório de progresso na resposta ao surto de ebola que chega aos 210 dias desde a criação da UNMEER. O documento adverte que “o surto não acabou e os esforços de resposta devem ser mantidos até chegarmos a zero casos em toda a região e sermos capazes de permanecer em zero durante vários meses”.

Na atualização mais recente do ebola, a OMS relatou que “nas últimas semanas, o declínio na incidência de casos e a contração da área geográfica afetada pela transmissão do vírus do ebola que foi evidente ao longo de abril e início de maio estagnou”. Segundo a atualização, 31 casos de ebola confirmados foram notificados na semana que terminou em 7 de junho: 16 casos na Guiné e 15 em Serra Leoa, tornando-se “o segundo aumento semanal consecutivo na incidência de casos, e o maior número semanal total de casos notificados de Serra Leoa desde o final de março”.

Até agora, o surto de ebola afetou mais de 25 mil pessoas, a maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com mais de 11 mil mortes.