Transição para economia verde é mais fácil nos Países Menos Desenvolvidos, aponta relatório da ONU

Durante a Quarta Conferência da ONU sobre Países Menos Desenvolvidos (PMD), que acontece desde segunda-feira (09/05) na Turquia, a Organização lançou um relatório que aponta novas oportunidades oferecidas pela economia verde que podem ajudar os PMD a alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Intitulado “Porque a Economia Verde é importante para os Países Menos Desenvolvidos”, o documento foi elaborado em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e pelo Escritório do Alto Representante dos Países Menos Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento Sem Litoral e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (UN-OHRLLS).

No relatório, as agências afirmam que os países menos desenvolvidos têm melhores condições de desenvolver uma economia sustentável do que países mais industrializados, por serem menos dependentes dos combustíveis fósseis e por poderem expandir as atividades de economia sustentável já existentes, como trabalho intensivo de agricultura e o manejo florestal comunitário.

“A mudança para uma economia verde global pode colocar os PMDs em uma posição vantajosa se as políticas corretas forem colocadas em prática nacional e internacionalmente. Políticas que acelerem seu desenvolvimento ao invés de restringi-lo, que valorizem o investimento e o reinvesti mento nos recursos naturais e nas indústrias com baixa emissão de gás carbônico, juntamente com o bem-estar e com a igualdade social”, afirmou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

De acordo com o Conselho Executivo da ONU, os próprios PMDs já apontaram algumas áreas em que mais necessitam ajuda. Dentre elas estão: a garantia do acesso universal a serviços essenciais; o avanço das questões dos direitos humanos e do estado de direito; garantia da segurança alimentar; redução das disparidades e promoção da igualdade; e melhoria da capacidade de lidar com as consequências das mudanças climáticas.