‘Trabalhar na ONU é sentir que você está fazendo algo para a humanidade’, diz brasileiro há 30 anos na Organização

O brasileiro Péricles Gasparini trabalha para as Nações Unidas há 30 anos. Desde 2017, é chefe de escritório na Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, a MINUSCA. A serviço da Organização, o profissional trabalhou em Berberati, uma cidade de 105 mil habitantes, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Hoje, está alocado no município de Bouar.

Saiba mais na matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O brasileiro Péricles Gasparini trabalha para as Nações Unidas há 30 anos. Desde 2017, é chefe de escritório na Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, a MINUSCA. A serviço da Organização, o profissional trabalhou em Berberati, uma cidade de 105 mil habitantes, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Hoje, está alocado no município de Bouar.

Para Gasparini, as operações de paz têm o papel fundamental de auxiliar as comunidades em momentos de crise e levar esperança para quem vive em situações de conflito armado. Em seu posto, o profissional trabalha com o governo para proteger os civis e os funcionários internacionais, além de promover os direitos humanos e facilitar a chegada de ajuda humanitária.

“Trabalhar na ONU é sentir que você está fazendo algo que é maior que você, é algo para a humanidade”, ressalta o brasileiro.

Quando jovem, Gasparini sonhava em cursar Relações Internacionais. Prestou vestibular para a Universidade de Brasília (UnB), onde morava, mas não foi aprovado. Como falava inglês, decidiu ir para os Estados Unidos e estudar na University of Southern California. Durante a graduação, trabalhou para financiar os estudos. Após concluir a faculdade, foi para Genebra, na Suíça, onde fez seu mestrado e doutorado.

Seu primeiro trabalho na ONU foi como assistente de pesquisa no Instituo das Nações Unidas para a Pesquisa em Desarmamento (UNIDIR), onde trabalhou entre 1989 e 1998. “Eu entrei para ficar três meses. Depois mais três meses, depois mais um ano. E estou aí até hoje”, conta, com orgulho.

Após quase uma década, Péricles foi para Lima, no Peru, para atuar como diretor regional pela Paz, Desarmamento e Desenvolvimento na América Latina e Caribe. O brasileiro permaneceu nessa função até 2009.

Posteriormente, o especialista assumiu a vice-chefia da Divisão de Armas Convencionais, no Escritório das Nações Unidas para Assuntos sobre Desarmamento (UNODA), em Nova Iorque, onde trabalhou até 2014. Na sequência, tornou-se chefe de escritório do UNODA em Viena, na Áustria.

Mas foi apenas há dois anos que o brasileiro realizou o sonho de trabalhar em campo, com a oportunidade de ir para Berberati, na República Centro-Africana. “Eu trabalho no centro, no coração da África. Quando me perguntaram para onde eu queria ir, eu escolhi ir aonde ninguém queria ir. Eu queria sentir onde doía mais nas pessoas”, completa Gasparini.

“Para muitos postos da ONU, é indispensável ter uma atitude positiva”, disse o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano.

“Se a pessoa não conseguir trabalhar em situações de conflito onde acontecem massacres e outras atrocidades e mesmo assim conseguir desconectar, jantar com os amigos e dormir bem, é bem difícil trabalhar nesses contextos.  Mas se trata de uma capacidade que se pode desenvolver”, declarou.

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