Terrorismo do ISIL deve ser combatido com vontade política, diz ONU

Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse ao Conselho de Segurança que, ao mesmo tempo em que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, também conhecido como Da’esh) e seus afiliados continuam enfrentando contratempos militares e políticos, os combatentes do grupo continuam representando uma ameaça significativa e diversificada.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. Foto: ONU / Rick Bajornas

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. Foto: ONU / Rick Bajornas

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, disse ao Conselho de Segurança na semana passada (13) que, ao mesmo tempo em que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, também conhecido como Da’esh) e seus afiliados continuam enfrentando contratempos militares e políticos, os combatentes do grupo continuam representando uma ameaça significativa e diversificada.

“Ataques cada vez mais complexos e quase simultâneos em diferentes países – realizados em operações de grande escala e por combatentes isolados ou grupos pequenos, dirigidos ou inspirados pelo ISIL – têm um impacto significativo e apresentam problemas específicos aos Estados-membros da ONU em termos de resposta de segurança”, disse Jeffrey Feltman a membros do Conselho de Segurança.

“Além disso, o ISIL também continua se afirmando na internet, utilizando as instâncias fechadas; sistemas de mensagens criptografados; e se comunicando através da chamada ‘deep web’ para recrutar e distribuir sua propaganda”, acrescentou.

Detalhando os impactos do ISIL em várias partes do mundo, Feltman informou ao órgão da ONU sobre as atividades do grupo no sudeste da Ásia, África Oriental e no Iêmen, e notou uma energia renovada nas redes terroristas preexistentes ao grupo, bem como uma maior motivação dos indivíduos de viajar para zonas de conflito como combatentes terroristas estrangeiros.

Ele observou que vários Estados-membros estão encarando a ameaça potencial representada por esses combatentes estrangeiros através de uma abordagem judicial, administrativa e por meio de medidas de reabilitação e reintegração, bem como através de uma estratégia preventiva.

No entanto, acrescentou que os países continuam enfrentando desafios nesse contexto, incluindo a geração e conversão de informações de inteligência em evidência admissível.

O subsecretário-geral pediu cooperação internacional abrangente e proposital para prevenir o extremismo violento e o contraterrorismo.

“Apesar dos esforços da comunidade internacional, a cooperação internacional contra o terrorismo ainda não está à altura do nível do perigo representado”, disse.

“Se pretendemos antecipar novas ameaças terroristas e abordar de forma dinâmica a natureza evolutiva do ISIL, medidas legais, militares e de segurança precisam ser complementadas com ações preventivas”, concluiu.