Terremoto no Haiti, 4 anos depois: Secretário-geral da ONU pede que país não seja esquecido

“145 mil pessoas continuam morando em acampamentos improvisados​​. O país está exposto a crises alimentares e ainda tem o menor nível de cobertura de água e saneamento nas Américas”, lembrou Ban.

Operários haitianos trabalham em iniciativa de reconstrução da ONU, que inclui programas de treinamento. Foto: Logan Abassi/MINUSTAH

Neste domingo (12), dia em que se completaram quatro anos do terremoto que destruiu o Haiti e matou milhares de pessoas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, voltou a pedir à comunidade internacional que continue apoiando a reconstrução do país caribenho, lembrando que a situação “permanece extremamente vulnerável”.

Ban aproveitou para fazer o balanço dos quatro anos passados desde o terremoto que em 2010 assolou o país:  “145 mil pessoas continuam morando em acampamentos improvisados​​. O país está estruturalmente exposto a crises alimentares recorrentes. O Haiti ainda tem o menor nível de cobertura de água e saneamento nas Américas. Volto a pedir à comunidade internacional para ficar ao lado do Haiti neste momento de extrema necessidade. Temos que intensificar nossos esforços para ajudar o país a construir um futuro mais estável e próspero para todos seus habitantes. Renovemos hoje nosso compromisso de continuar o sonho de nossos colegas que morreram, o sonho de uma vida digna para todas as pessoas do Haiti “.

Em cerimônia para lembrar a data, a representante especial do secretário-geral para o Haiti,  Sandra Honoré, também afirmou que “as Nações Unidas continuam apoiando as autoridades nacionais e locais em seu trabalho de recuperação e reconstrução do país para o benefício do povo haitiano”, ressaltando que progressos em várias áreas foram registrados.

O Haiti foi atingido por um terremoto de 7,3 graus na escala Richter em 12 de janeiro de 2010. Estima-se que 220 mil pessoas morreram, incluindo 102 funcionários das Nações Unidas – a maior perda já registrada em missão. Dentre as 21 vítimas brasileiras, o vice-representante especial do secretário-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa. O tremor também provocou o deslocamento de cerca de 1,5 milhão de pessoas. Para saber mais sobre as atividades dos trabalhadores das forças de paz, clique aqui.