‘Temos de restabelecer regime de proteção internacional’, diz chefe da ONU no Dia Mundial do Refugiado

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

A maioria dos deslocados à força veio de apenas alguns países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Nos últimos 18 meses, outros milhões fugiram da Venezuela.

“Eu quero reconhecer a humanidade dos países que abrigam refugiados, mesmo quando eles enfrentem seus próprios desafios econômicos e preocupações de segurança. Devemos combinar sua hospitalidade com desenvolvimento e investimento. É lamentável que o exemplo deles não seja seguido por todos. Temos de restabelecer a integridade do regime de proteção internacional”, acrescentou.

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

A maioria dos deslocados à força veio de apenas alguns países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Nos últimos 18 meses, outros milhões fugiram da Venezuela.

“Eu quero reconhecer a humanidade dos países que abrigam refugiados, mesmo quando eles enfrentem seus próprios desafios econômicos e preocupações de segurança. Devemos combinar sua hospitalidade com desenvolvimento e investimento. É lamentável que o exemplo deles não seja seguido por todos. Temos de restabelecer a integridade do regime de proteção internacional”, acrescentou.

Número de pessoas deslocadas no mundo chega a 70,8 milhões, diz ACNUR

“Devemos ter esperança”, diz chefe do ACNUR

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, prometeu fazer tudo o que puder para ajudar milhões de pessoas deslocadas à força “não apenas para sobreviver, mas também para prosperar”.

Em um vídeo para marcar o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), Grandi disse que ficou “profundamente comovido” e “inspirado” pelos refugiados que conheceu durante sua carreira de 35 anos, elogiando sua coragem e determinação.

No entanto, ele observou que, enquanto o ACNUR – a Agência da ONU para Refugiados – trabalha duro para mobilizar o apoio do mundo, o financiamento é baixo e os locais de reassentamento são muito poucos.

Esta semana, o ACNUR divulgou seu relatório anual mostrando que o número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo aumentou para mais de 70 milhões no final de 2018, o maior número na história da organização.

“Alguns países estão introduzindo restrições que estão prejudicando seu acesso ao asilo. Barcos são impedidos de resgatar refugiados que se afogam. As negociações de paz demoram a dar frutos”, alertou Grandi.

“No entanto, muitos países e comunidades generosos ainda são lugares de boas-vindas. E novos parceiros do desenvolvimento e do setor privado estão oferecendo investimento e expertise. Pessoas comuns estão doando e se voluntariando. Vozes da humanidade estão persistindo”, acrescentou.

Grandi disse que espera que o mundo aproveite esses exemplos positivos e redobre sua solidariedade aos refugiados. “Neste Dia Mundial do Refugiado, devemos ter esperança.”

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