Vírus zika e condições associadas

Especial ONU Brasil

Confira todas as informações da ONU sobre a doença do vírus zika; o que a Organização Mundial da Saúde e a ONU Brasil estão fazendo sobre o tema; e as investigações sobre a possível relação da zika com a microcefalia e outras condições neurológicas.

 

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Acesse aqui a Sala de Situação – Infecção pelo vírus Zika

Criada em 15 de fevereiro de 2016, a Sala de Situação de Saúde sobre vírus Zika da OPAS/OMS no Brasil foi concebida como um instrumento para centralizar, articular e sistematizar informações sobre a infecção pelo vírus Zika e suas consequências no Brasil e a nível internacional. O objetivo primordial desta iniciativa consiste em qualificar informações para subsidiar decisões aos níveis federal, estadual e municipal, assim como a outros departamentos da OPAS/OMS, Sistemas das Nações Unidas e outras instituições interessadas.

 

Atualização epidemiológica sobre o vírus zika

Até o momento, 38 países e territórios confirmaram a transmissão local vetorial do vírus zika na Região das Américas desde 2015. Alguns países na Região das Américas continuam a registrar uma tendência decrescente nos novos casos da doença do vírus zika (suspeitos e confirmados). Acesse a última atualização epidemiológica da OPAS/OMS, de 12 de maio de 2016, clicando aqui.

Abaixo, confira todas as notícias.

Aedes aegypti é principal transmissor do zika, da dengue e da chikungunya. Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Microcefalia associada ao zika terá custos de até US$ 10 bi para o Brasil

Os custos da microcefalia associada ao vírus zika podem chegar a 10 bilhões de dólares no Brasil, impondo um ônus imediato sobre os sistemas de saúde e bem-estar social. É o que revela um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre a epidemia na América Latina e Caribe. Documento faz análise específica do caso brasileiro. Pesquisa foi lançada nacionalmente na terça-feira (15), em Brasília, com o Ministério da Saúde.

Mãe alimenta o filho com microcefalia em Pernambuco. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

UNICEF realiza seminário na BA sobre direitos de crianças com síndrome congênita do zika

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realizou nesta semana em Salvador (BA) o “Seminário Internacional Infância em Tempos de Zika”, que tratou de questões de prevenção, cuidado e garantia de direitos de crianças, mulheres e famílias afetadas pelo vírus.

O evento reuniu mães de crianças acometidas pela síndrome congênita do zika e outras deficiências, além de gestores públicos, profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais. Foram realizados painéis e debates, além de oficinas de estímulo para crianças com alterações de desenvolvimento.

No Brasil, vírus zika já circula por 18 estados. Foto: FotosPúblicas / Rafael Neddermeyer

Agências da ONU discutem consequências da epidemia de zika para as mulheres brasileiras

Em Salvador, agências da ONU participaram na segunda-feira (7) do 6º encontro da Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres no contexto da epidemia de zika. Reunião contou com a participação de especialistas da Fundação Oswaldo Cruz e de representantes da sociedade civil. Encontro aconteceu na véspera da Feira de Soluções para a Saúde — Zika, evento que teve início nesta terça-feira, também na capital baiana.

No Brasil, diretor de agência da ONU impulsiona cooperação em temas de juventude

Em sua primeira visita ao Brasil, o diretor regional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para a América Latina e o Caribe, Esteban Caballero, foi recebido na semana passada por representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, bem como por organizações da sociedade civil em Brasília e no Rio de Janeiro.

Ele avaliou que existe potencial para mais intercâmbio entre o Brasil e os países da região em temas como juventude e formação de capital humano, população e desenvolvimento, produção e uso de dados estatísticos — temas que são prioridade regional ao lado da saúde sexual e reprodutiva, foco central do mandato da agência.

Estudos estabeleceram relação entre microcefalia e zika. Foto: EBC

Feira apoiada por agências da ONU em Salvador apresenta soluções de combate ao zika

Centenas de expositores apresentarão um conjunto de soluções de combate a doenças transmitidas por mosquitos na Feira de Soluções para a Saúde — Zika, que ocorre em Salvador (BA) de 8 a 10 de agosto. Os interessados podem cadastrar suas soluções até 14 de julho no site www.feirazika.unb.br.

Reunindo parceiros nacionais e internacionais, a feira é apoiada por Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONU Mulheres e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), sendo patrocinada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres foi estabelecida em março de 2016, em resposta da ONU e da sociedade civil à crise sanitária. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Agências da ONU lembram 1 ano de sala de situação para combate ao zika no Brasil

Após um ano de existência, a Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres — criada por ONU Mulheres, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) — como resposta à crise sanitária do vírus zika, consolidou-se como um canal aberto para as organizações feministas e de mulheres, para a análise de pesquisas e informações sobre saúde e para ações de parceria entre a sociedade civil e as Nações Unidas.

Aedes aegypti é principal transmissor do zika, da dengue e da chikungunya. Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Custo socioeconômico do zika deve chegar a até US$18 bi na América Latina e no Caribe

O custo socioeconômico do zika na América Latina e no Caribe ficará entre 7 bilhões e 18 bilhões de dólares entre 2015 e 2017, de acordo com estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O zika afeta desproporcionalmente os países mais pobres da região, bem como os grupos mais vulneráveis de cada país. Economias maiores como o Brasil devem ter a maior parcela do custo absoluto, mas os impactos mais severos serão sentidos em países mais pobres.

Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Zika expôs ‘falências’ e desafios na garantia dos direitos das mulheres no Brasil, diz ONU

Em encontro com a sociedade civil no Rio de Janeiro, o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Jaime Nadal, alertou para falhas nos serviços de saúde sexual e reprodutiva do Brasil, que protegeram a população do zika de ‘forma parcial’.

Para a ONU Mulheres, resposta à doença deve incluir iniciativas a longo prazo, que prestem assistência contínua às crianças que nasceram com a síndrome congênita provocada.

Falta de saneamento contribui para disseminação de doenças. Foto: EBC

Dengue é doença do século e está sendo negligenciada, alerta especialista da OMS

A dengue é a doença do século devido à sua ampla distribuição e, mesmo assim, está sendo negligenciada, alertou na terça-feira (14) o coordenador de gestão e ecologia do vetor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Raman Velayudhan, durante o 1º Workshop Internacional Asiático-Latino-Americano sobre Diagnóstico, Manejo Clínico e Vigilância da Dengue, que acontece em Brasília até quinta-feira (16).

“Essencialmente, é a doença do século, com uma distribuição muito incerta. À medida que a malária está diminuindo, a dengue está crescendo. Um mosquito substituiu o outro”, alertou o especialista.

OMS libera US$ 340 mil para 17 novas pesquisas sobre zika; sete são do Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibilizará 20 mil dólares para cada uma das 17 pesquisas sobre zika selecionadas pela agência da ONU e seu escritório regional nas Américas. Sete são de instituições acadêmicas e organismos não governamentais do Brasil, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Gonçalo Cruz, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde.

Imagem: Cartoon Network

Cartoon Network e agências da ONU lançam nova fase de campanha que ensina crianças a combater o zika

O canal de desenhos animados Cartoon Network, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram nesta quinta-feira (16) a nova fase da campanha que ensina crianças da América Latina e Caribe a combater o zika. Iniciativa convoca público infanto-juvenil a se envolver na prevenção do vírus, eliminando criadouros do Aedes aegypti e orientando conhecidos a se proteger do mosquito.

OMS avalia se serviços para poliomielite podem ser usados no monitoramento do zika

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipótese de aproveitar os serviços de pólio vem do fato de que o zika pode desencadear a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), um problema de saúde que causa, assim como a poliomielite, paralisia flácida aguda.

Casos desse tipo de paralisia são rotineiramente relatados à Iniciativa Global de Erradicação da Pólio e podem alertar precocemente países de baixa renda sobre surtos de zika.

Zika é desafio de longo prazo para saúde pública, diz OPAS

Há um ano, surto do vírus e aumento de transtornos neurológicos e malformações congênitas levaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde pública internacional. Atualmente, o zika deixou de ser uma emergência, mas traz desafios a longo prazo para a rede pública de atendimento. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) continua ajudando Estados-membros a desenvolver novos métodos de controle de vetores e vacinas.

Mosquito Aedes aegypti é principal vetor do vírus da dengue, zika e chikungunya. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Agência da ONU apoia evento em PE sobre políticas públicas de combate ao zika

A Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão do estado de Pernambuco realizará uma audiência pública em Recife na semana que vem (10) para tratar do surto do vírus zika no país. A atividade tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O encontro “Políticas Públicas e Epidemia do Vírus Zika: Informação, Controle e Assistência aos Cidadãos” tem como objetivo fomentar o debate acerca de direitos reprodutivos, direito à informação, controle vetorial e assistência às pessoas afetadas pelo zika.

Maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste do país. Foto: EBC

OMS faz balanço de um ano da declaração de emergência internacional sobre zika

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, fez nesta quarta-feira (1) um balanço do que foi feito e descoberto um ano após declaração de emergência internacional sobre o zika e suas consequências associadas.

Chan anunciou que a organização está criando um mecanismo com outras entidades para fornecer orientações continuadas a intervenções eficazes e apoio às famílias, comunidades e países com circulação do vírus zika.

Estudos estabeleceram relação entre microcefalia e zika. Foto: EBC

ONU e Fiocruz debatem nova pesquisa sobre impacto socioeconômico da epidemia de zika

Em Recife, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Pernambuco promoveu em sua sede, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, o workshop “Impactos Sociais e Zika”. Segundo o instituto de pesquisa, 70% dos casos de microcefalia diagnosticados no contexto da epidemia de zika foram registrados entre gestantes vivendo na extrema pobreza. Com a participação da ONU Mulheres, encontro debateu os aspectos de uma nova pesquisa que abordará o custo humano da epidemia.

Maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste do país. Foto: EBC

UNICEF distribui kits em Recife para estimular crianças afetadas pelo zika

Em Recife, o projeto Redes de Inclusão — do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceiros — distribuiu na terça-feira (29) kits para estimular o desenvolvimento de crianças com a síndrome congênita do zika. A ação é uma das diversas iniciativas promovidas pela agência da ONU para levar atenção humanizada a gestantes, famílias e cuidadores de crianças que foram afetadas neurologicamente pelo vírus.

Bebês que nascem com microcefalia requerem atendimento específico e continuado. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Agências da ONU lançam campanha ‘Mais Direitos, Menos Zika’

Um ano depois do início do surto de vírus zika no Brasil, é lançada nesta quarta-feira (16) a campanha nacional “Mais Direitos, Menos Zika”, que coloca as pessoas no centro da resposta ao vírus, com um enfoque de direitos humanos.

A campanha é uma iniciativa do Fundo de População da ONU (UNFPA), em parceria com Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, entre outros apoiadores.

Foto: Agência Brasil / Marcello Casal

OPAS completa um ano de assistência ao Brasil na resposta a surto de microcefalia

Em outubro de 2015, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recebeu notificações do governo brasileiro sobre o aumento expressivo de casos de microcefalia entre recém-nascidos. Um ano depois, 2.001 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso já foram confirmados como sugestivos de infecção congênita. Organismo regional da ONU se uniu às autoridades para desenvolver políticas de assistência a profissionais de saúde e famílias afetadas.