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Campanha da ONU Brasil pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Acesse: nacoesunidas.org/vidasnegras.

Debate sobre assédio sexual reuniu estudantes de escola pública em março na Pinacoteca, em São Paulo. Essa foi a primeira atividade da Agenda O Mundo que Queremos. Foto: Governo do Estado de São Paulo

Pacto Global lembra importância dos direitos humanos em série de eventos em São Paulo

O programa “O Mundo que Queremos”, da Rede Brasil do Pacto Global, foi encerrado este mês (10), dia de comemoração dos 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos.

Sua agenda de atividades incluiu ao longo do ano discussões temáticas realizadas em São Paulo sobre racismo, diversidade LGBTI+ e comunidades indígenas, com o objetivo de incentivar a criação de políticas públicas e privadas nessas áreas. Saiba mais sobre os eventos realizados este ano.

A ONU Brasil, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos e a Prefeitura de Recife, realizou o primeiro seminário “Vidas Negras: diálogos sobre ações governamentais de enfrentamento à violência contra as juventudes”. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Gestores públicos, ONU e sociedade civil discutem em Recife violência contra juventude negra

Uma pessoa negra entre 15 e 19 anos tem hoje três vezes mais chance de ser assassinada do que uma pessoa branca na mesma faixa etária no país. Pesquisas recentes mostram que este fenômeno também se distribui de forma desigual pelos municípios brasileiros. Em 2015, 111 municípios — ou seja, 2% do total — responderam por metade dos homicídios.

Os dados demonstram que o enfrentamento à violência no Brasil merece atenção de gestoras e gestores públicos. Pensando nisso, a ONU Brasil, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos e a Prefeitura de Recife, realizou esta semana na capital pernambucana o primeiro seminário “Vidas Negras: diálogos sobre ações governamentais de enfrentamento à violência contra as juventudes”.

Anna Cunha, oficial de programa do UNFPA no Brasil. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

Seminário em Brasília chama a atenção para pessoas em situação de rua

A autonomia e a transformação social de pessoas que vivem em situação de rua foram tema de seminário realizado esta semana, em Brasília (DF). Promovido por Revista Traços, Universidade de Brasília (UnB) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o evento contou com o apoio e participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

No evento, o UNFPA levou para o debate a campanha da ONU Brasil Vidas Negras, que defende o fim da violência contra a juventude negra no país e lembra a importância do enfrentamento ao racismo.

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Articulado pelo UNICEF, comitê de prevenção a homicídios de jovens será lançado em Salvador

Será lançado em Salvador (BA) nesta quarta-feira (21) o Comitê de Prevenção de Homicídios de Crianças, Adolescentes e Jovens.

Articulado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o comitê será instituído formalmente pelo Ministério Público do Estado da Bahia e será liderado por um grupo gestor composto por 13 instituições.

Somente na capital baiana, 260 meninos e meninas com idades entre 10 e 19 anos foram assassinados em 2016. Desse total, 237 eram negros, representando 91% do total de adolescentes assassinados.

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Pacto Global discute racismo na sociedade e no mercado de trabalho brasileiros

Seminário “Abolição: 130 anos depois”, promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU e pelo governo do estado de São Paulo, discutiu os efeitos do racismo ainda presente na sociedade brasileira.

O evento debateu ainda o papel do setor privado nesse contexto. Segundo estudo de ONU Mulheres, Instituto Ethos e Organização Internacional do Trabalho (OIT), menos de 5% dos executivos de empresas brasileiras são afrodescendentes e, destes, apenas 0,4% são mulheres negras.

ONU promove diálogo com gestores municipais sobre enfrentamento à violência contra juventude negra

A ONU Brasil, a Frente Nacional de Prefeitos e a Prefeitura Municipal de Recife promovem nos dias 21 e 22 de novembro na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) o seminário “Vidas Negras: diálogos sobre ações governamentais de enfrentamento à violência contra as juventudes”.

O objetivo do seminário é criar uma plataforma de diálogo, inaugurando um fórum no qual administradores e administradoras públicas, observatórios de políticas e programas, institutos de pesquisa e sociedade civil, possam trocar informações sobre boas práticas, adaptando-as aos seus respectivos contextos locais.

Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas (ANJF) realizaram reunião de articulação no início de outubro (6) em Ceilândia (DF). Foto: ANJF

Fundo de População da ONU apoia evento de jovens negras feministas no DF

Mulheres jovens negras da região Centro-Oeste e participantes da Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas (ANJF) realizaram reunião de articulação no início do mês (6), em Ceilândia (DF). A atividade é parte do projeto “Ampliando Capacidades para a Defesa dos Direitos Humanos, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos de Adolescentes, Jovens e Mulheres Negras” e foi apoiada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA).

O objetivo foi promover a troca de saberes entre as jovens, além de dialogar sobre temas relacionados a governança, participação política juvenil, direitos humanos, direitos sexuais e direitos reprodutivos com vistas à promoção da igualdade racial e de gênero.

A ativista Maria Dalva da Silva, da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, apoia familiares de jovens assassinados a reconhecer seus direitos e exigir que sejam respeitados. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

Campanha Vidas Negras promove cine debate sobre filme ‘Auto de Resistência’

O documentário “Auto de Resistência” conta histórias de violência policial contra jovens negros no Rio de Janeiro, assim como da busca de familiares por Justiça.

Debate ocorrido na Casa da ONU, em Brasília (DF), nesta semana (2), discutiu a obra com a presença de uma das diretoras, Natasha Neri, e da ativista Maria Dalva da Silva, da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência.

“Auto de Resistência” dá rosto aos números da violência. As estatísticas indicam que, no Brasil, um jovem negro tem o triplo de chances de ser assassinado na comparação com um jovem branco. O filme também apresenta quem são as “vítimas ocultas” — mulheres negras, pobres, com pouco acesso à Justiça, muitas vezes em meio ao choque de um evento que mudará suas vidas para sempre.

No #DiaLaranja pelo fim da violência contra as mulheres, ONU destaca Marielle Franco

No #DiaLaranja, que acontece todo dia 25, as Nações Unidas destacam nas redes sociais pessoas, cidades, escolas, universidades, empresas e outras instituições com atuação relevante para a prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas no Brasil. Além da atuação parlamentar contra a violência de gênero, vereadora Marielle Franco é caso de violência política contra as mulheres no Brasil.

ONU Mulheres lança websérie documental sobre participação política das mulheres no Brasil

Websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres, revela opiniões de especialistas, ativistas e parlamentares sobre democracia paritária, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos e do eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política.

O empoderamento político das mulheres é uma das condições para o aumento de sua liderança e participação política. Para ativistas e especialistas de gênero, para além da filiação de mulheres nos partidos políticos, é preciso incentivo às candidaturas durante o período de campanha eleitoral.

Artigo 4 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas". Foto: Acervo Otávio Roth

UNESCO lembra necessidade de refletir sobre legado da história da escravidão

Para a ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e de sua Abolição, 23 de agosto, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, falou sobre a necessidade de se aprofundar a reflexão sobre a história da escravidão no mundo de forma a combater preconceitos raciais e o racismo cotidiano contra pessoas de origem africana.

Mulheres negras usam tecnologia para enfrentar racismo

A campanha Vidas Negras da ONU Brasil conversou com três mulheres negras que enfrentam as desigualdades raciais usando ciência e tecnologia.

Lana de Souza trabalha numa plataforma que recebe vídeos registrando abusos de agentes do Estado. Juliana Marques, da Rede Umunna, participa de uma iniciativa criada para difundir informação quantitativa e qualitativa sobre a presença de mulheres negras em espaços de tomada de decisão. Silvana Bahia lidera um projeto cujo objetivo é estimular a entrada de mais mulheres negras nas diferentes áreas de tecnologia.

Equipe do curta "Alma Crespa". Foto: Alma Crespa

‘Alma Crespa’ e quatro curtas brasileiros vencem prêmio em parceria com UNESCO

O programa de cooperação intergovernamental IberCultura Viva divulgou no início de junho (8) os dez vencedores do concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, que teve mais de 130 inscritos.

Entre os vencedores, está o curta “Alma Crespa”, de Rebecca Joviano e Paulo China, que conta a história de Iza, uma jovem carioca cujo sonho é ser reconhecida por sua alma, e não por sua cor. Leia entrevista que os realizadores concederam ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Criado nos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000, o passinho foi reconhecido oficialmente, no último dia 20, como patrimônio cultural do Rio. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Passinho é reconhecido como patrimônio cultural do Rio de Janeiro

Criado nos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000, o passinho foi reconhecido oficialmente, no último dia 20, como patrimônio cultural do Rio. A decisão da Câmara Municipal veio com a aprovação do projeto de lei Nº 390/2017, da vereadora Verônica Costa (MDB). A medida estabelece que o órgão de preservação do patrimônio da cidade passa a zelar pelo passinho e que o Poder Executivo local agora tem o dever de apoiar iniciativas de valorização e divulgação da dança.

O Dream Team do Passinho é um dos apoiadores da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra, da ONU Brasil. A campanha apoia todas as iniciativas dedicadas a valorizar as vidas dos jovens negros brasileiros, que têm hoje quase três vezes mais chances de serem assassinados em comparação com os brancos na mesma faixa etária.

Índice de homicídios no Brasil é o sétimo maior das Américas, de acordo com a OMS. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Atlas da Violência aposta nos objetivos globais para prevenir violência contra jovens e negros no Brasil

Produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Atlas da Violência 2018 apontou a desigualdade na distribuição dos assassinatos entre negros e brancos. Enquanto a taxa de homicídios entre os primeiros é de 40,2 por 100 mil habitantes, no segundo grupo ela fica em 16 por 100 mil. De todas as vítimas do crime a cada ano no país, 71,5% são negras.

Uma das novidades da edição 2018 do documento é um capítulo dedicado a chamar atenção para o potencial dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas metas nas estratégias de redução da violência letal. Em geral, os ODS estabelecem diretrizes a serem alcançadas pelos países nos próximos 12 anos, daí o título de Agenda 2030. O plano de ação internacional oferece parâmetros que permitem inclusive ao Brasil verificar se está ou não conseguindo superar desafios em várias áreas como, por exemplo, a de segurança pública.

ONU Mulheres foi uma das entidades apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, em 2015. À direita, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

ONU e UnB promovem ‘Diálogos Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50’

Os 30 anos da articulação política do movimento de mulheres negras, celebrados ao longo de 2018, são o fio condutor da atividade acadêmica “Diálogos Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver” que acontecerá na próxima quarta-feira (20/6), das 14h às 19h, em Brasília, informou a ONU Mulheres.

Para participar do encontro, é necessário fazer inscrição pela Internet até terça-feira (19). Também haverá transmissão online.

Museu Afro Brasil, em São Paulo. Foto: Agência Brasil

Pacto Global e governo de SP lembram 130 anos de lei que aboliu escravidão no Brasil

A Rede Brasil do Pacto Global foi uma das realizadoras do seminário “Abolição 130 anos depois: A Lei e o exercício da lei” que ocorreu no início de maio (10) no Museu Afro Brasil, em São Paulo.

O evento promoveu um um bate-papo com estudantes da rede pública e demais inscritos sobre negritude, políticas afirmativas, racismo e violência contra a população negra.

O encontro fez parte da agenda “O Mundo que Queremos”, em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Hoje, a historiadora Heliana Hemetério, que também é especialista em gênero e raça, compõe a vice-presidência da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Foto: Alexander Hugo

Dia Laranja: historiadora Heliana Hemérito é símbolo do combate a violência, racismo e LGBTIfobia

Aos 65 anos, Heliana Hemetério tem muitas histórias para contar. Mulher negra e lésbica, iniciou sua vida na militância social em 1986, quando se engajou politicamente com o movimento negro. Percebeu posteriormente que uma pauta importante não estava sendo abordada naquele espaço — o gênero. Naquele momento, transitou para o movimento de mulheres negras e, em seguida, para o movimento feminista. No início da década de 1990, começou a frequentar espaços de discussões relacionadas à população LGBTI.

Heliana Hemérito deu entrevista à Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como parte da ação digital “Destaque-Laranja”, uma iniciativa que diversas agências do Sistema ONU no Brasil farão, ao longo do ano, em reconhecimento a pessoas, cidades, escolas, universidades, empresas e outras instituições com atuação relevante para a prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas no país.

Capoeira, 1835. Desenho de Johann Moritz Rugendas

ESPECIAL: Entre o Brasil e a África houve uma troca forte e poderosa, diz Alberto da Costa e Silva

Durante mais de 350 anos de tráfico transatlântico, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de africanos escravizados.

Entre os séculos 16 e 19, este brutal comércio fez prisioneiros de diferentes partes da África. Cerca de 12 milhões de pessoas foram retiradas de seus lares e, nesta travessia, mais de 2 milhões de africanos perderam suas vidas.

O Brasil foi o maior receptor desse fluxo forçado, o que deu ao país o título de segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, na África.

Neste especial sobre o Dia da África, criado em 25 de maio de 1963 e marcado anualmente pela comunidade internacional, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) entrevista Alberto da Costa e Silva – ex-embaixador em países africanos e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) – sobre a importância do continente africano para a formação do Brasil e sobre o cruel tráfico transatlântico.

Confira o vídeo especial.

Jovens grafiteiros do DF criam um painel com o tema Juventude Negra e a Paz, em comemoração ao Dia Internacional da Juventude, nos muros do Complexo Sergio Vieira de Mello, na Casa da ONU. Foto: EBC/José Cruz

Brasil sobe duas posições e passa a ter 7ª maior taxa de homicídios das Américas, diz OMS

O Brasil subiu duas posições entre 2015 e 2016 e passou a ter a sétima maior taxa de homicídio da região das Américas, com um indicador de 31,3 mortes para cada 100 mil habitantes, de acordo com relatório publicado nesta sexta-feira (18) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a publicação “World Statistics 2018”, que apresenta as mais recentes estatísticas mundiais de saúde, o país das Américas com maiores índices de homicídios é Honduras, com uma taxa de 55,5 mortes para cada 100 mil habitantes. Em seguida está a Venezuela (49,2), que passou a ficar na segunda posição do ranking, antes ocupada por El Salvador (46), atualmente em terceiro lugar.

Jovens acompanham o lançamento da iniciativa. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

Comitê para prevenção de homicídios no Rio quer valorizar histórias de vida por trás dos números

Desde o ano passado, diversas instituições, entre órgãos de governo, do sistema de Justiça e organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro, têm se reunido com o objetivo de traçar estratégias para enfrentar a violência letal contra adolescentes no estado. Atualmente, 22 organizações participam da iniciativa.

Na quinta-feira (10), mais um passo decisivo foi dado pelo grupo — as entidades firmaram compromisso com a implementação do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes, em cerimônia no Centro Cultural da Justiça Federal, no centro da capital fluminense.

A representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, destacou que a prevenção e redução dos homicídios têm sido um dos principais desafios na efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes no país. “O Brasil teve um avanço em lidar com a mortalidade infantil. Mas agora as mortes acontecem em outra fase, na adolescência. São 29 meninos e meninas assassinados todos os dias no país. Eles são negros, em sua maior parte fora da escola há mais de seis meses e pobres. A prevenção tem de ser assumida como prioridade nacional”, declarou.

Documentário de 33 minutos, da cineasta e antropóloga cultural Dra. Sheila S. Walker, conta como centenas de milhares de africanos foram arrancados de sua terra natal durante anos ao longo da escravidão. As comunidades da diáspora africana que se desenvolveram em todo o mundo usaram os conhecimentos e habilidades trazidos da África para contribuir para a formação de novas sociedades.

DOCUMENTÁRIO: Rostos familiares, lugares inesperados – uma diáspora africana global

Documentário de 33 minutos, da cineasta e antropóloga cultural Dra. Sheila S. Walker, conta como centenas de milhares de africanos foram arrancados de sua terra natal durante anos ao longo da escravidão.

As comunidades da diáspora africana que se desenvolveram em todo o mundo usaram os conhecimentos e habilidades trazidos da África para contribuir para a formação de novas sociedades.

Este filme leva os espectadores a uma viagem das Américas para a Turquia, Índia e outros locais pelo mundo para descobrir a rica cultura e as contribuições de afrodescendentes.

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento humano

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos.

“Desenvolvimento humano é quase um sinônimo de liberdade. Para que haja desenvolvimento humano é imprescindível que as oportunidades e capacidades existentes em uma sociedade sejam amplas, para que as pessoas possam escolher a vida que desejam ter”, disse Vanessa Zanella, integrante da equipe responsável pelo relatório do PNUD. Leia reportagem especial sobre o tema.

Confira o recado de Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil. Ele convida governos, sociedade civil e você a participar da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

Pessoas em maior vulnerabilidade ao homicídio tem idade e cor, diz chefe do UNFPA no Brasil; vídeo

No Brasil, a principal causa de morte entre os jovens é o homicídio. Mas as pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade a esse crime, além de idade, têm cor.

Confira o recado de Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil.

Ele convida governos, sociedade civil e você a participar da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

Rafaela Silva, judoca brasileira, campeã olímpica e mundial. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Judoca Rafaela Silva critica racismo em abordagem policial

“Desce! Desce!”. Foi com essas palavras e com arma em punho que um policial abordou a judoca Rafaela Silva.

Em fevereiro desse ano, a atleta foi parada por agentes de segurança quando estava num táxi indo do aeroporto Tom Jobim para Jacarepaguá, bairro onde mora, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em entrevista à ONU, a campeã olímpica lembra o ocorrido e questiona: se fosse uma pessoa de cor diferente, o tratamento não seria o mesmo. Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo.

Mulheres Negras seguiram em marcha, nas ruas de Salvador, durante o Fórum Social Mundial 2018. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Mulheres negras propõem encontro nacional para lembrar 30 anos de articulação política

Testemunhos históricos, pontos de vista diversos sobre a organização política das mulheres negras nos últimos 30 anos e análises da conjuntura por ativistas de diferentes gerações marcaram o Fórum Permanente de Mulheres Negras ocorrido no Fórum Social Mundial Social 2018, em 14 e 15 de março, em Salvador (BA).

Cerca de 200 ativistas avaliaram a articulação política e as áreas de incidência contra o racismo, o sexismo e outras formas de opressão, protagonizados pelas mulheres negras no Brasil e na América Latina e Caribe. O relato é da ONU Mulheres.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Medo da violência policial e de acusações injustas é maior entre a população negra do Rio

Diferentes estudos e pesquisas recentes têm apontado que, no Brasil, a violência se distribui de forma desigual. Um dos principais marcadores desta desigualdade é o perfil racial das vítimas: de cada dez pessoas assassinadas, sete são negras.

Desde o fim de 2017, a campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem pautado o tema da “filtragem racial” — submeter a abordagem policial, investigar e sentenciar mais pessoas de determinado grupo racial que de outros. Leia a reportagem completa sobre o tema.

Damião Braga alertou que quilombolas ainda não têm direito à terra plenamente efetivado. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

No Rio, pesquisadores apontam que herança da violência colonial contra os negros continua até hoje

Em cine-debate da ONU que reuniu mais de 60 pessoas no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, pesquisadores e ativistas discutiram na terça-feira (10) o legado da diáspora africana no Brasil.

Do século 16 ao 19, o país recebeu cerca de 5 milhões de pessoas da África, trazidas como escravos. Entre os descendentes dessa migração forçada, estão os quilombolas, que até hoje lutam pelo direito à terra para preservar modos de vida tradicionais.

Evento foi organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Abdias Nascimento na Câmara durante pronunciamento, convenção nacional do PDT. Tribuna da Câmara dos Deputados, 1982. Foto: Acervo Abdias Nascimento/IPEAFRO

Há 40 anos, livro de Abdias Nascimento denunciava violência contra população negra do Brasil

Quarenta anos depois, o livro de Abdias Nascimento – uma obra de referência no debate étnico-racial – é relançado para denunciar a violência contra a população negra no Brasil.

Falecido em 2011, aos 97 anos, Abdias deixou um legado de luta contra o racismo na literatura, na política e em muitos aspectos da sociedade brasileira. O ativista – que viveu exilado entre 68 e 81, durante a ditadura militar – foi senador, deputado, escultor, ator e fundador do Teatro Experimental do Negro.

Confira nesse vídeo especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Jesse Jackson (esquerda) conversa com Joseph N. Garba, então representante permanente da Nigéria nas Nações Unidas e presidente do Comitê Especial de Combate ao Apartheid. Foto: ONU/Milton Grant (arquivo)

Reverendo Jesse Jackson fala sobre avanços e retrocessos rumo à igualdade racial nos EUA

Defensor de direitos humanos, o pastor norte-americano Jesse Jackson fazia parte do grupo que acompanhava Martin Luther King no hotel Lorraine, em Memphis, Tennessee, onde o reverendo foi baleado e morto em 4 de abril de 1968.

Em entrevista ao UN News, Jackson falou sobre os avanços dos direitos civis nos Estados Unidos nos últimos 50 anos, lembrando que, no entanto, também estão ocorrendo retrocessos.

Ele destacou as desigualdades sociais nos EUA, onde “poucos têm muito e muitos têm pouco”, e que apesar de haver o princípio da igualdade racial para afro-americanos no país, “não temos igualdade econômica, e a raça foi usada para nos oprimir e nos negar acesso a recursos”.

A vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro há cerca de 20 dias, foi homenageada por seu trabalho exponencial com as populações negras e periféricas. Foto: UNFPA/Thaís Rodrigues

Fundo da ONU discute questões populacionais e presta homenagem a Marielle em Brasília

Com o intuito de discutir os desafios da pauta populacional, o evento “I Diálogos Brasileiros em População e Desenvolvimento – Marielle Franco, presente” iniciou suas atividades na quarta-feira (4) em Brasília (DF). O debate foi aberto pela ex-presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento e conselheira do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Elza Berquó, que falou sobre a atual conjuntura sociopolítica do país e a importância de abordar a situação dos refugiados em âmbito mundial.

O evento também prestou homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada mês passado no Rio de Janeiro. “Marielle foi um marco pela sua participação, renovação e nos lembra as bandeiras da ONU perante o combate ao racismo, ao machismo e a todas as opressões”, disse o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal.

Lisiane Kaastrup é especialista de soluções da Microsoft e membro do Conselho Consultivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: Acervo Pessoal

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

As empresas brasileiras e multinacionais com atuação no Brasil começaram a discutir o tema da diversidade de forma mais intensa nos últimos anos, mas falta adotarem políticas e métricas efetivas para aumentar a participação de profissionais negros, ainda extremamente baixa, especialmente nos cargos de liderança. A situação das mulheres negras é ainda mais preocupante.

A avaliação é de quatro profissionais negras e um negro ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), segundo os quais o racismo permanece no mercado corporativo brasileiro, onde menos de 5% dos executivos são afrodescendentes, segundo dados do Instituto Ethos. Quando se fala de mulher negra, o percentual é de apenas 0,4%.