Assembleia Geral da ONU

Saiba como foi o debate geral da 71ª Assembleia Geral da ONU, bem como os eventos paralelos de alto nível.

Colônia de corais em manguezais em Raja Ampat, na Indonésia. Foto: Alex Lindbloom/USA/Prêmio do Dia Mundial dos Oceanos 2016

ONU realiza Conferência sobre os Oceanos para promover ações contra degradação marinha

De 5 a 9 de junho, a Organização das Nações Unidas reúne em Nova Iorque autoridades do mundo todo para incentivar ações que melhorem a qualidade dos oceanos. As atividades do homem estão afetando o habitat marinho, a qualidade e temperatura da água, a saúde da vida marinha e até a oferta de peixes e frutos do mar.

No Brasil, o evento terá ações educativas no AquaRio, onde o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) conscientizará o público sobre a necessidade de conservação dos oceanos. A principal mensagem é “Menos plástico e mais peixes. Somente juntos conseguiremos salvar os oceanos. Se não mudarmos nossas ações agora, teremos mais plásticos nos oceanos do que peixes em 2050”.

Veículos da ONU percorrem ruas em meio a prédios destruídos pela guerra em Homs, na Síria. Foto: UNICEF

ONU aprova mecanismo para investigar possíveis crimes de guerra na Síria

A Assembleia Geral da ONU aprovou a criação de um painel independente para ajudar na investigação e eventual processo dos responsáveis por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade na Síria.

O mecanismo, que atuará em cooperação com a Comissão Independente Internacional de Investigação na Síria, irá coletar, consolidar, preservar e analisar provas referentes a violações e abusos dos direitos humanos e das leis humanitárias.

O secretário-geral designado, António Guterres, fala à Assembleia Geral na ocasião de sua nomeação como próximo chefe da organização. Foto: ONUAmanda Voisard

Novo secretário-geral diz que dignidade humana será centro de seu trabalho na ONU

O próximo secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (13) que fará a dignidade humana o centro de sua atuação à frente nas Nações Unidas, durante discurso à Assembleia Geral após sua nomeação para o cargo.

“Nos últimos dez anos, testemunhei em primeira mão o sofrimento das pessoas mais vulneráveis do mundo, visitei zonas de guerra e campos de refugiados, onde alguém poderia legitimamente perguntar: o que aconteceu com a dignidade e o valor do ser humano?”, disse.

Rua em Havana, capital de Cuba. Foto: Radmilla Suleymanova

Cuba-EUA: diplomacia gerou ‘algum progresso’, mas embargo continua, diz ministro cubano

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, ministro das relações exteriores de Cuba, Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, observou o progresso nas relações diplomáticas, no diálogo e na cooperação em áreas de interesse mútuo.

No entanto, destacou que o bloqueio econômico ainda em vigor continua causando sérios danos e sofrimentos à população de Cuba, bem como prejudicando o funcionamento da economia cubana e sua relação com outros países.

Michel Temer abriu pronunciamentos de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU / Cia Pak

Temer pede reforma do Conselho de Segurança e defende fim de protecionismo no comércio mundial

Em pronunciamento que abriu os discursos de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU, Michel Temer também reafirmou apoio do Brasil ao Acordo de Paris contra as mudanças climáticas e criticou racismo e xenofobia, que aumentam em meio à atual crise de refugiados. Sobre impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, disse que processo “transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional”.

Presidente dos EUA, Barack Obama, fala na abertura do debate da Assembleia Geral da ONU, em NY. Foto: ONU

Obama critica ‘nacionalismo agressivo’ e ‘populismo grosseiro’ em discurso na ONU

Em seu último discurso como presidente dos Estados Unidos na Assembleia Geral da ONU, Barack Obama fez nesta terça-feira (20) um apelo à integração global frente ao “fundamentalismo religioso, nacionalismo agressivo e populismo grosseiro”, afirmando ser necessário “corrigir rumos”. “Um mundo no qual 1% da humanidade controla riqueza equivalente a dos outros 99% nunca será estável”, disse o presidente norte-americano, pedindo uma economia global que “trabalhe para todos”.

Poder não deve ser visto como propriedade pessoal, diz Ban a líderes mundiais

Em discurso na abertura do debate da Assembleia Geral nesta terça-feira (20), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um chamado em defesa da democracia nos países do mundo, afirmando que o poder deve ser fruto da confiança dos povos, e não encarado como propriedade pessoal de líderes políticos. Em sua fala a representantes dos 193 Estados-membros, Ban chamou de “covarde” o ataque contra comboios humanitários na Síria ocorrido na véspera, e disse que “patrocinadores da máquina de guerra” têm sangues nas mãos.

Alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. Durante a cúpula que debateu a crise global de migrantes e refugiados, a maior da História. Foto: ONU/Cia Pak

Declaração de NY sobre migrantes e refugiados tem ‘força política e ressonância sem precedentes’, diz ACNUR

Diante de níveis sem precedentes de pessoas em movimento, cúpula na sede da ONU em Nova York promoveu o encontro de líderes governamentais e da ONU, assim como representantes da sociedade civil, para resguardar os direitos de refugiados e migrantes, bem como para compartilhar a responsabilidade sobre estas populações em uma escala global. “Hoje, temos a oportunidade extraordinária de mudar de marcha”, disse o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.

Sírios cruzam fronteira para fugir da violência e se tornam refugiados. Foto: ACNUR / S. Rich

Líderes mundiais adotam em NY declaração para defesa dos direitos de migrantes e refugiados

Ao adotar a Declaração de Nova York, os Estados-membros se comprometem a iniciar negociações que levem a uma conferência internacional e à adoção de um pacto global para uma migração segura, ordenada e regular em 2018. O documento prevê ainda o estabelecimento de diretrizes sobre o tratamento de migrantes em situação de vulnerabilidade; assim como uma maior corresponsabilidade no recebimento e no apoio aos refugiados do mundo, adotando um pacto global para refugiados em 2018.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (centro) recebe petição com 1,3 milhão de assinaturas expressando solidariedade aos refugiados. Foto: ONU/Kim Haughton

Ban recebe petição com 1,3 milhão de assinaturas em solidariedade a refugiados

Às vésperas da cúpula sobre refugiados e migrantes que ocorre a partir de segunda-feira (19) em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, recebeu uma petição com 1,3 milhão de assinaturas expressando solidariedade a milhões de refugiados em todo o mundo. “Não podemos deixar pessoas inocentes serem enterradas pela indiferença”, disse Ban durante cerimônia nesta sexta-feira (16). A petição #WithRefugees foi lançada em 19 de junho, na ocasião do Dia Mundial do Refugiado.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com o presidente turco durante cerimônia de encerramento da Cúpula Mundial Humanitária. Foto: ONU

Ban pede que compromissos de Cúpula Mundial Humanitária sejam levados adiante

Secretário-geral da ONU cumprimentou os participantes da cúpula realizada em Istambul, na Turquia, mas lamentou a ausência de importantes líderes mundiais, declarando que a falta no evento “não pode ser uma desculpa para a inação” no que se refere à melhora do sistema global de ajuda humanitária.

A ONU estima que um número recorde de 130 milhões de pessoas precisa atualmente de ajuda humanitária, sendo que o volume de deslocados hoje é o maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Delegados se reúnem na Assembleia Geral. Foto: ONU / Rick Bajornas

ONU inicia conversas informais para selecionar próxima(o) secretária(o)-geral

Candidatos serão informalmente sabatinados por membros da ONU e receberão perguntas da sociedade civil enviadas pelas redes sociais. Entre os oito candidatos, quatro são mulheres indicadas por Bulgária, Croácia, Moldávia e Nova Zelândia.

Até quinta-feira (14), os oito candidatos oficiais responderão perguntas sobre desenvolvimento sustentável, esforços para criação de paz, proteção dos direitos humanos, catástrofes humanitárias e desafios definidos pela Agenda 2030. Os eventos podem ser seguidos ao vivo pela TV da ONU (http://webtv.un.org).