Arquivo da tag: Assembleia Geral da ONU

Acompanhe a cobertura completa em português do debate geral da 73ª Assembleia Geral da ONU, bem como os eventos paralelos de alto nível. Outras informações nas páginas oficiais (www.un.org/en/ga e gadebate.un.org), bem como pela hashtag #UNGA. Acompanhe ao vivo em webtv.un.org

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pintados na praça da Entrada de Visitantes das Nações Unidas em Nova Iorque (2019) – Foto: Kim Haughton/Foto ONU

Cúpula dos ODS termina com compromisso dos líderes mundiais em implementar Agenda 2030

A primeira Cúpula das Nações Unidas focada no progresso da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi encerrada em clima esperançoso, com a vice secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, declarando que o evento foi um lembrete do “potencial ilimitado da humanidade em criar um futuro melhor para todos”.

Amina disse que extraiu três mensagens concretas da cúpula: o compromisso renovado dos líderes mundiais em implementar a Agenda, o reconhecimento de que os ODS estão longe de serem alcançados e a determinação de intensificar esforços para cumpri-los; e a nitidez do que precisa ser feito daqui em diante.

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

Encontro de Alto Nível marca 30 anos da Convenção dos Direitos da Criança

Desde a adoção da Convenção dos Direitos da Criança, há 30 anos, criou-se solidariedade “internacional sem precedentes”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em evento comemorando o aniversário do documento na sede da ONU em Nova Iorque nesta quarta-feira (25).

A Convenção é o acordo internacional de direitos humanos mais vastamente ratificado em toda a história e uma conquista emblemática.

O encontro de alto nível durante a 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU foi organizado para celebrar o 30º aniversário dos Direitos da Criança, destacando o progresso feito em avançar para vidas saudáveis e sustentáveis e pedindo que os Estados-membros reforcem seus compromissos com a causa, ao mesmo tempo em que reconheçam novos desafios.

Investimentos são necessários para apoio aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Foto: Nattanan Kanchanaprat/Pixabay

Encontro de Alto Nível discute financiamento para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Organização das Nações Unidas reúne nesta quinta-feira (26) líderes de governo, empresários e o setor financeiro para o primeiro Diálogo de Alto Nível para o Financiamento pelo Desenvolvimento desde a adoção da Agenda de Ação de Adis Abeba em 2015.

O objetivo do encontro agora é discutir como as nações podem investir em áreas que apoiem os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A ONU estima que o alcance dos ODS poderia gerar cerca de 12 trilhões de dólares de valor na economia global, criando 380 milhões de novos empregos até 2030.

Totens ilustram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na sede da ONU em Nova Iorque – Foto: Manuel Elias/UM Photo

Cúpula dos ODS: Brasil se compromete em reduzir mortalidade prematura em 1/3 até 2030

Quatro anos depois da adoção da Agenda 2030, líderes mundiais firmaram um acordo para uma década de ação ambiciosa para entregar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e anunciaram ações que estão sendo tomadas para avançar na Agenda.

Entre elas, o Brasil se comprometeu em reduzir a mortalidade prematura causada por doenças não transmissíveis para 1/3 até 2030; a Finlândia alcançará a neutralidade de carbono até 2035 e o México irá garantir acesso à internet para todos, incluindo pessoas em comunidades vulneráveis.

A declaração política foi adotada por unanimidade na apertura da Cúpula da ONU para os ODS.

Embaixador Tijjani Mohammad Bande foi eleito presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Presidente eleito da Assembleia Geral da ONU defende paz e prosperidade para mais vulneráveis

O alcance global da ONU a torna a principal esperança para um mundo de paz e segurança, desenvolvimento sustentável e promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social, disse nesta terça-feira (24) o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, presidente eleito da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante abertura do debate de alto nível, em Nova Iorque.

Na abertura dos debates da 74ª sessão da Assembleia Geral, ele se comprometeu a “promover parcerias necessárias com todos os atores para atingir nossos objetivos, e em última análise garantir que estejamos fazendo o melhor para garantir paz e prosperidade, particularmente, para os mais vulneráveis”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, abre os debates da 74a Assembleia Geralda ONU - Foto: Cia Pak/ONU

Em discurso, António Guterres lembra que diversidade é uma riqueza e não uma ameaça

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, o debate de alto nível da Assembleia Geral afirmando que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça e defendendo o multilateralismo.

Os 193 Estados-membros da ONU participarão em sessões presididas pelo diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande. A 74ª sessão terá como prioridades paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

‘Vocês estão falhando conosco’, diz ativista Greta Thunberg a líderes mundiais

Falando no início da Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas nesta segunda-feira (23), em Nova Iorque, a aclamada ativista Greta Thunberg, de 16 anos, não poupou críticas aos líderes mundiais, dizendo que eles não estão sendo capazes de ver a realidade como ela é no que se refere às mudanças do clima.

Ela acrescentou, sem rodeios: “vocês estão falhando conosco, mas os jovens estão começando a entender sua traição”. “Os olhos de todas as gerações futuras estão em vocês, e se vocês escolherem falhar, eu digo que nunca os perdoaremos.”

Tijjani Muhammad-Bande, presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, discursa na reunião de alto nível sobre Cobertura Universal de Saúde. Foto: ONU/Kim Haughton

Líderes mundiais adotam Declaração Política de Alto Nível sobre cobertura universal de saúde

Líderes mundiais adotaram nesta segunda-feira (23) uma Declaração Política de Alto Nível das Nações Unidas sobre cobertura universal de saúde, o conjunto mais abrangente de compromissos já adotado sobre o tema.

“Esta declaração representa um marco para a saúde e o desenvolvimento global”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O mundo tem 11 anos para cumprir seus objetivos de desenvolvimento sustentável. A cobertura universal de saúde é essencial para garantir que isso aconteça.”

OPAS defende sistemas de saúde baseados numa atenção primária forte. Foto: Flickr/Portal PBH

Relatório da OMS aponta que investimento em saúde universal pode salvar 60 milhões de vidas

Mais de 5 bilhões de pessoas correm o risco de não ter atendimento em saúde em 2030, aponta um relatório divulgado neste domingo (22) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo “Atenção primária em saúde no caminho para a Cobertura Universal em Saúde” estima que 60 milhões de vidas podem ser salvas se os países de baixa e média renda investirem 200 bilhões de dólares por ano em atendimento em saúde primária.

Os países precisam aumentar o investimento em atenção primária em saúde em pelo menos 1% do PIB e intensificar esforços para expandir os serviços em todo o território. O mundo precisará dobrar a cobertura em saúde até 2030 e assim aumentar a expectativa de vida em 3,7 anos até lá. O estudo foi preparado pela OMS com contribuições do Banco Mundial, Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Fundo de População da ONU e UNICEF.

Secretário-geral da ONU, António Guterres (centro) e Greta Thunberg (a segunda à direita), na abertura da Cúpula da Juventude pelo Clima - Foto: Kim Haughton/UN Photo

Cúpula da Juventude pelo Clima da ONU: jovens pedem fim dos combustíveis fósseis

Um dia depois que milhares de pessoas marcharam pelo mundo – de Nova Iorque a Nova Deli, de Santiago a São Francisco – pedindo ações urgentes pelo clima, mais de 600 jovens participaram da Cúpula da Juventude para o Clima, no sábado (21), em Nova Iorque. Para eles, é necessário que os líderes políticos façam mudanças radicais no uso de combustíveis fósseis e rumo a energia limpa, proteção dos oceanos e promoção do consumo sustentável.

Organizada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a Cúpula da Juventude pelo clima reuniu jovens de mais de 140 países e territórios para que eles compartilhem as soluções num palco global e passem um recado claro aos líderes mundiais: é necessário agir agora para as mudanças climáticas.

Sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Líderes de todo mundo se reúnem para cinco grande eventos na sede da ONU

Mais de uma centena de líderes de todo o mundo se reúnem na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque neste mês para sinalizar como irão acelerar ações para responder a temas de preocupação global.

Em cinco grandes eventos ocorrendo entre os dias 23 e 27 de setembro, chefes de Estado e de governo devem se comprometer e mobilizar ações que levarão à transformação necessária para assegurar vidas saudáveis, pacíficas e prósperas para todas e todos.

Os encontros deste ano devem ser o pontapé inicial da ambiciosa década de ação para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Guterres pede ambição e ação nas discussões da Assembleia Geral da ONU

Cinco cúpulas das Nações Unidas serão realizadas na próxima semana para discutir a crise do clima e outras preocupações globais.

Para o secretário-geral da Organização, António Guterres, não há tempo a perder frente às mudanças climáticas, ao aumento da desigualdade, do ódio e da intolerância, entre muitos desafios alarmantes nas áreas de segurança e paz.

Ele pediu ambição e ação durante as discussões dos próximos dias.

Escassez, obra de Ivan Ciro Palomino

Exposição da ONU no Rio traz reflexão sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e o Centro Cultural Correios inauguram nesta quarta-feira (25/9) a exposição Consciência, que traz ao Rio de Janeiro ilustrações do artista peruano Ivan Ciro Palomino.

Os 21 trabalhos refletem as consequências econômicas, sociais e ambientais da ação do homem sobre o planeta e dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados pela Assembleia Geral da ONU há exatamente quatro anos (25 de setembro de 2015). 

A mostra fica em cartaz até 3 de novembro, de terça a domingo, das 12h às 19h, com entrada franca.

Bandeiras dos países-membros da CPLP na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU News/Alexandre Soares

Assembleia Geral aprova resolução sobre cooperação com Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (12), por aclamação, uma resolução sobre cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na resolução, os Estados-membros reconhecem a relevância da língua portuguesa nas relações internacionais, dizendo que esta “unifica mais de 278 milhões de pessoas em nove países e quatro continentes”.

O documento destaca o compromisso da CPLP em resolver questões universais como segurança alimentar, promoção e proteção dos direitos humanos e igualdade de gênero.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres diz que ONU está disponível para realizar encontro sobre Amazônia em setembro

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (26) que as Nações Unidas estão disponíveis para realizar um evento sobre a Amazônia durante o encontro de alto nível da Assembleia Geral, que acontece em Nova Iorque em setembro.

Guterres falou com jornalistas em Biarritz, na França, paralelamente ao encontro anual do G7, que reúne as sete maiores economias mundiais.

O chefe das Nações Unidas explicou que nesse encontro “os países da Amazônia e todos aqueles que quiserem apoiá-los poderiam se comprometer com a vontade coletiva da humanidade de preservar esse patrimônio universal, que é absolutamente essencial para o bem-estar da população mundial e decisivo para evitar as mudanças climáticas”.

Em Tijuana, no México, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, reúne-se em junho de 2019 com uma jovem mãe e sua filha, que fugiram de sua cidade natal no México após ameaças de extorsão. Foto: UNICEF/Balam-ha Carrillo

UNICEF pede que países de origem, trânsito e destino protejam migrantes vulneráveis

A chocante imagem de um migrante da América Central e de sua filha pequena afogados nas margens do rio na fronteira entre México e Estados Unidos continua gerando fortes reações, a mais recente delas da chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“A foto de partir o coração mostrando os corpos sem vida da pequena salvadorenha Valeria e de seu pai, Oscar, na margem do Rio Grande, é um duro lembrete dos perigos enfrentados por migrantes que tentam chegar aos EUA”, disse Henrietta Fore. “É uma imagem dura que deveria perturbar todos nós”.

Em pedido para que países de origem, trânsito e destino aumentem a proteção de migrantes vulneráveis, a diretora-executiva do UNICEF alertou sobre as condições dos abrigos governamentais na fronteira entre EUA e México.

Diplomata nigeriano é eleito novo presidente da Assembleia Geral da ONU

O alcance global das Nações Unidas as torna “a melhor esperança do mundo para a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e a promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social”, disse o diplomata nigeriano que será o próximo presidente da Assembleia Geral da ONU.

Tijjani Muhammad-Bande, atual representante-permanente da Nigéria na ONU, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (4) em Nova Iorque para dirigir a Assembleia Geral, sucedendo a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

“Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão constituirão uma grande prioridade da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos do mundo e são importantes impulsionadores do desenvolvimento sustentável. Foto: MDA

Agricultores familiares são essenciais para subsistência global, diz oficial da ONU

Em um mundo onde um terço da comida produzida é perdido ou desperdiçado e um terço da terra é usado para a produção pecuária, os agricultores familiares são atores socioeconômicos vitais para apoiar melhores meios de subsistência, criação de empregos, coesão comunitária e desenvolvimento rural.

A declaração foi feita esta semana pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, durante evento em Roma com mais de 300 participantes, reunidos em um diálogo internacional organizado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) para discutir desafios e oportunidades para a agricultura familiar.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

ONU destaca luta dos movimentos sociais em reunião do Conselho de Direitos Humanos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na segunda-feira (25) ao Conselho de Direitos Humanos que os direitos estão sob ataque em muitas partes do mundo, insistindo que ainda não perdeu esperança graças a poderosos movimentos populares por justiça social.

Em discurso ao fórum sediado em Genebra na abertura de sua 40ª sessão, Guterres destacou o importante papel do Conselho como “epicentro” para diálogo e cooperação em todas as questões de direitos humanos: civis, políticas, econômicas, sociais e culturais.

Graziano (centro) fez o chamado em uma reunião de alto nível co-presidida pela presidente do 73º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, María Fernanda Espinosa (à direita, de verde). Foto: FAO

FAO pede esforços das cidades para garantir alcance dos objetivos globais até 2030

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, pediu na segunda-feira (19) que as cidades do mundo todo redobrem seus esforços para transformar em realidade local os compromissos mundiais sobre segurança alimentar, nutrição e mudanças climáticas.

“Para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o compromisso político dos líderes mundiais não é suficiente. Precisamos também da plena participação das autoridades locais. No fim das contas, é no nível local em que a gente vive, come, usa água ou joga o lixo”, disse.

Para o chefe da FAO, os residentes das cidades não podem ser considerados meros consumidores de alimentos, e as comunidades rurais não devem ser vistas exclusivamente como produtoras. É importante oferecer aos agricultores familiares um melhor acesso a serviços, infraestruturas e mercados, e criar as condições para que os habitantes das cidades consumam alimentos mais frescos e nutritivos, baseados em cadeias alimentares curtas, reduzindo a quantidade de alimentos perdidos ou desperdiçados.

A dinamarquesa Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: ONU Meio Ambiente

Guterres indica economista dinamarquesa como chefe da ONU Meio Ambiente

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, informou no sábado (16) à Assembleia Geral sua intenção de indicar a economista e ambientalista dinamarquesa Inger Andersen como nova diretora-executiva da ONU Meio Ambiente.

Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, um cargo que ocupa desde 2015. Anteriormente, ocupou diversas posições de liderança no Banco Mundial e nas Nações Unidas.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante cerimônia em memória às vítimas do Holocausto na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU alerta para avanço da intolerância em evento para lembrar vítimas do Holocausto

Em meio ao “aumento alarmante” do antissemitismo, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi lembrado na sede da ONU, em Nova Iorque, na segunda-feira (28). Evento homenageou os cerca de 6 milhões de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial, junto a outras vítimas do que o chefe das Nações Unidas chamou de “crueldade e horror calculados, sem precedentes”.

“De um ataque mortal contra uma sinagoga nos Estados Unidos à profanação de cemitérios judeus na Europa, este ódio de séculos não só continua forte – está piorando”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacando a “proliferação de grupos neonazistas e tentativas de reescrever a história e distorcer os fatos do Holocausto”.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa. Foto: ONU

Presidente da Assembleia Geral cita fortalecer multilateralismo e revitalizar ONU como prioridades

Revitalizar as Nações Unidas para “fortalecer uma ordem mundial multilateral com base em regras” lidera uma lista de prioridades que a presidente da Assembleia Geral expôs a Estados-membros da ONU nesta terça-feira (22).

Convencida de que “revitalizar a ONU e avançar o multilateralismo andam lado a lado”, a presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que está se comunicando com líderes mundiais em Nova Iorque e no exterior “para promover este objetivo”.

Cerimônia de transferência da presidência do G77 do Egito para a Palestina. Foto: ONU/Manuel Elias

Palestina assume presidência de grupo de países em desenvolvimento

Reconhecendo um “longo caminho à frente” para a ambiciosa agenda das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, deu boas-vindas na terça-feira (15) à “histórica liderança do Estado da Palestina” na presidência do Grupo dos 77 (G77) de países em desenvolvimento.

“A Palestina e seus cidadãos vivenciaram em primeira mão alguns dos problemas globais mais desafiadores e dramáticos que enfrentamos”, disse Guterres em discurso na cerimônia anual para entrega da presidência rotativa do G77.

“O Grupo dos 77 e a China demonstraram forte liderança ao longo de 2018 e provaram mais uma vez serem uma força central na demonstração de que multilateralismo é a única maneira de responder aos nossos desafios compartilhados”, afirmou Guterres.

Centro de Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

Quênia: Nações Unidas condenam ataque terrorista em Nairóbi

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, condenaram na terça-feira (15) um ataque terrorista mortal em Nairóbi, capital do Quênia, e disseram se solidarizar com o povo queniano.

De acordo com relatos da mídia, o ataque aconteceu em um complexo de hotéis de luxo de Nairóbi, o DusitD2, no bairro de Westlands, onde diversos agressores armados abriram fogo e invadiram o local. Segundo relatos, o ataque foi reivindicado pelo Al-Shabaab, grupo islâmico extremista ligado à Al Qaeda e que realizou muitos ataques na África na última década. De acordo com a mídia internacional, 15 pessoas foram mortas no ataque.

Capacetes-azuis da ONU fazem segurança de comboio do UNICEF em Bambari, na República Centro-Africana, em setembro de 2018. Foto: UNICEF/Ashley Gilbertson

Desarmamento para mundo pacífico define trabalho do Primeiro Comitê da Assembleia Geral

Todos os meses de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas ganha as manchetes conforme líderes mundiais se reúnem na sede da ONU para estabelecer a agenda do próximo ano. Mas para as discussões mais fundamentais sobre como transformar decisões em ações, Estados-membros se dividem em seis “Comitês Principais” especializados. Analisaremos nesta reportagem o primeiro deles, encarregado de assuntos envolvendo desarmamento e segurança internacional.

Como garantir que autores de ataques com armas químicas sejam responsabilizados? Como impedir que tecnologias digitais sejam usadas para propósitos malignos ao redor do mundo? Como criar um mundo livre de armas nucleares, colocando todos os países a bordo, e quais limites devem ser estabelecidos para uso de poderosas novas “armas autônomas”? Como conter as vendas de armas ilegais? Leia a reportagem completa.

O Pacto Global para a Migração foi adotado na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (20), com 152 votos a favor, cinco contra e 12 abstenções. Foto: ONU/Manuel Elias

Assembleia Geral da ONU adota oficialmente Pacto Global para a Migração

A Assembleia Geral das Nações Unidas endossou oficialmente na quarta-feira (19) o Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, um acordo não vinculante adotado em Marrakesh em 20 de dezembro por 164 Estados-membros e descrito pelo chefe da ONU, António Guterres, como um “mapa para prevenir sofrimento e caos”.

O secretário-geral da ONU explicou em comunicado divulgado após a votação que o documento “reafirma os princípios fundamentais de nossa comunidade global, incluindo soberania nacional e direitos humanos universais, enquanto aponta o caminho em direção à ação humana e sensata para beneficiar países de origem, de trânsito e de destino, assim como os próprios migrantes”.

Sessão da Assembleia Geral da ONU sobre a situação no Oriente Médio. Foto: ONU/Loey Felipe

Resolução dos EUA para condenar atividades do Hamas é rejeitada na Assembleia Geral

A Assembleia Geral da ONU rejeitou na quinta-feira (6) uma resolução proposta pelos Estados Unidos que condenava o Hamas e outros grupos militantes da Faixa de Gaza.

Diversos Estados explicaram as razões pelo voto contra a resolução. O representante da Arábia Saudita afirmou que, desde 1967, Israel não respeita quaisquer resoluções do Conselho de Segurança ou da Assembleia Geral. Representantes do Irã e do Kuwait afirmaram que a resolução “ignora” e “tira atenção” das raízes do conflito.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, a equatoriana María Fernanda Espinosa, durante coletiva de imprensa em Nova York. Foto: ONU/Manuel Elias

Presidente da Assembleia Geral da ONU reafirma importância de pacto global para migração

Em resposta a relatos recentes de que alguns países estão se afastado do pacto das Nações Unidas sobre migração global, marcado para ser adotado em dezembro, a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Espinosa, defendeu na quarta-feira (21) o acordo como uma ferramenta que irá permitir que todos os migrantes, de todos os lugares, tenham seus direitos protegidos.

O acordo, que deve ser adotado em conferência em Marrakesh, no Marrocos, estabelece objetivos claros para migração segura, ordenada e regular; responde às preocupações de governos signatários e reforça soberania nacional; e reconhece as vulnerabilidades enfrentadas por migrantes.

Joenia Wapichana e alguns integrantes de sua comunidade. Foto: Mayra Wapichana

Indígena brasileira vence prêmio de direitos humanos das Nações Unidas

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, anunciou na quinta-feira (25) os vencedores de 2018 dos Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos. Entre eles, está a brasileira Joênia Batista de Carvalho, conhecida por Joênia Wapichana. Defensora dos direitos humanos das comunidades indígenas, ela foi a primeira mulher indígena a se tornar advogada no país e, este ano, foi eleita deputada federal.

Em entrevista ao ONU News de Boa Vista, em Roraima, Joênia disse acreditar que o prêmio dará mais visibilidade aos povos indígenas. “Quando eu levo a palavra como primeira mulher indígena formada no Brasil, é justamente para dar um incentivo, para que essa minha imagem possa ser reproduzida, multiplicada dentro dos povos indígenas”, declarou.

Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia. Foto: Vincent van Zeijst

Brasil e mais 34 países declaram apoio ao Tribunal Penal Internacional

À margem da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, assinou no fim de setembro (27), em Nova Iorque, declaração em apoio ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em conjunto com chanceleres de outros 34 países.

Segundo o Itamaraty, o texto reafirma o compromisso dessas nações com o TPI, em defesa de uma ordem internacional baseada no direito e no multilateralismo. Em julho, foi celebrado o 20º aniversário do Estatuto de Roma, tratado que estabeleceu o Tribunal.

“O TPI representa uma conquista central da diplomacia multilateral e um verdadeiro marco no desenvolvimento do direito internacional. Em razão de seu mandato de evocar o direito em relações de poder, já há alguns anos tem sido alvo de ataques políticos. Em tempos de investidas à ordem lastreada no direito, não surpreende que o TPI esteja enfrentando ataques ainda mais fortes. Nós sempre respeitaremos a independência do TPI, algo indispensável para qualquer tribunal”, diz o documento.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Foto: Flickr/Muhammad Yunus (CC)

FAO e vencedor do Nobel da Paz discutem elos entre violência e fome

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, e o vencedor do Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, lembraram na terça-feira (2) em Roma, Itália, o Dia Internacional da Não Violência das Nações Unidas.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais.

“Toda vez que a violência cresce, a democracia e a liberdade diminuem. Esse é um momento muito importante para o povo brasileiro”, enfatizou o diretor-geral da FAO, pedindo que a população vote pela não violência.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Rússia denuncia manobra de países ocidentais para ampliar influência nos Bálcãs

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou países ocidentais de usarem de “chantagem política, pressão econômica e força bruta”, com o intuito de se autoproclamarem “líderes mundiais”. Dirigente denunciou autoridades europeias e norte-americanas por tentarem ampliar sua influência nos Bálcãs por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.

María Fernanda Espinosa Garcés, presidente da Assembleia Geral da ONU, encerra debate geral anual da Organização. Foto: ONU/Cia Pak

Assembleia Geral da ONU encerra debate reafirmado seu papel como organismo multilateral

Os debates gerais da Assembleia Geral da ONU foram encerrados na segunda-feira (1), em Nova Iorque, reafirmando a centralidade das Nações Unidas como único fórum global com capacidade de abordar os múltiplos desafios enfrentados pelo mundo, da resolução de conflitos até a mitigação das mudanças climáticas e a conquista do desenvolvimento sustentável.

Líderes nacionais, embora muitas vezes tenham dedicado muito espaço em seus discursos a interesses específicos, não deixaram de mencionar durante os debates a importância da organização multilateral.

Quase todos os países pediram ações maciças para mitigar o impacto potencialmente catastrófico da mudança climática e do aumento dos oceanos, e enfatizaram a necessidade de cooperação internacional para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam eliminar extrema pobreza e fome e garantir acesso a saúde e educação até 2030.

Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, durante debate da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Na ONU, Alemanha critica posturas nacionalistas e pede mais cooperação entre países

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, criticou ações de outros governos “baseadas tão somente no nacionalismo, com o objetivo de ‘colocar o meu país primeiro'”. O representante do Estado alemão lembrou que problemas globais, como as mudanças climáticas, pedem soluções multilaterais. Dirigente também cobrou reforma do Conselho de Segurança.

Foto: ONU

Evento paralelo à Assembleia Geral da ONU alerta para prisões e assassinatos de jornalistas no mundo

Frequentemente ameaçados, atacados e mortos, jornalistas também estão sendo presos em número recorde em todo o mundo, destacou um evento paralelo da Assembleia Geral da ONU na sexta-feira (28). Essas práticas prejudicam não apenas os direitos humanos fundamentais dos próprios repórteres, mas também o direito do público de receber e transmitir informações, alertaram os especialistas em direitos humanos.

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), no final de 2017, 262 jornalistas foram presos, incluindo mais de 70 na Turquia, 40 na China e 20 no Egito. Cerca de 52% dos presos estavam atrás das grades por causa de reportagens sobre violações de direitos humanos, disse o CPJ.