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Acompanhe a cobertura completa em português do debate geral da 73ª Assembleia Geral da ONU, bem como os eventos paralelos de alto nível. Outras informações nas páginas oficiais (www.un.org/en/ga e gadebate.un.org), bem como pela hashtag #UNGA. Acompanhe ao vivo em webtv.un.org

Diplomata nigeriano é eleito novo presidente da Assembleia Geral da ONU

O alcance global das Nações Unidas as torna “a melhor esperança do mundo para a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e a promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social”, disse o diplomata nigeriano que será o próximo presidente da Assembleia Geral da ONU.

Tijjani Muhammad-Bande, atual representante-permanente da Nigéria na ONU, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (4) em Nova Iorque para dirigir a Assembleia Geral, sucedendo a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

“Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão constituirão uma grande prioridade da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos do mundo e são importantes impulsionadores do desenvolvimento sustentável. Foto: MDA

Agricultores familiares são essenciais para subsistência global, diz oficial da ONU

Em um mundo onde um terço da comida produzida é perdido ou desperdiçado e um terço da terra é usado para a produção pecuária, os agricultores familiares são atores socioeconômicos vitais para apoiar melhores meios de subsistência, criação de empregos, coesão comunitária e desenvolvimento rural.

A declaração foi feita esta semana pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, durante evento em Roma com mais de 300 participantes, reunidos em um diálogo internacional organizado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) para discutir desafios e oportunidades para a agricultura familiar.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

ONU destaca luta dos movimentos sociais em reunião do Conselho de Direitos Humanos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na segunda-feira (25) ao Conselho de Direitos Humanos que os direitos estão sob ataque em muitas partes do mundo, insistindo que ainda não perdeu esperança graças a poderosos movimentos populares por justiça social.

Em discurso ao fórum sediado em Genebra na abertura de sua 40ª sessão, Guterres destacou o importante papel do Conselho como “epicentro” para diálogo e cooperação em todas as questões de direitos humanos: civis, políticas, econômicas, sociais e culturais.

Graziano (centro) fez o chamado em uma reunião de alto nível co-presidida pela presidente do 73º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, María Fernanda Espinosa (à direita, de verde). Foto: FAO

FAO pede esforços das cidades para garantir alcance dos objetivos globais até 2030

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, pediu na segunda-feira (19) que as cidades do mundo todo redobrem seus esforços para transformar em realidade local os compromissos mundiais sobre segurança alimentar, nutrição e mudanças climáticas.

“Para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o compromisso político dos líderes mundiais não é suficiente. Precisamos também da plena participação das autoridades locais. No fim das contas, é no nível local em que a gente vive, come, usa água ou joga o lixo”, disse.

Para o chefe da FAO, os residentes das cidades não podem ser considerados meros consumidores de alimentos, e as comunidades rurais não devem ser vistas exclusivamente como produtoras. É importante oferecer aos agricultores familiares um melhor acesso a serviços, infraestruturas e mercados, e criar as condições para que os habitantes das cidades consumam alimentos mais frescos e nutritivos, baseados em cadeias alimentares curtas, reduzindo a quantidade de alimentos perdidos ou desperdiçados.

A dinamarquesa Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: ONU Meio Ambiente

Guterres indica economista dinamarquesa como chefe da ONU Meio Ambiente

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, informou no sábado (16) à Assembleia Geral sua intenção de indicar a economista e ambientalista dinamarquesa Inger Andersen como nova diretora-executiva da ONU Meio Ambiente.

Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, um cargo que ocupa desde 2015. Anteriormente, ocupou diversas posições de liderança no Banco Mundial e nas Nações Unidas.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante cerimônia em memória às vítimas do Holocausto na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU alerta para avanço da intolerância em evento para lembrar vítimas do Holocausto

Em meio ao “aumento alarmante” do antissemitismo, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi lembrado na sede da ONU, em Nova Iorque, na segunda-feira (28). Evento homenageou os cerca de 6 milhões de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial, junto a outras vítimas do que o chefe das Nações Unidas chamou de “crueldade e horror calculados, sem precedentes”.

“De um ataque mortal contra uma sinagoga nos Estados Unidos à profanação de cemitérios judeus na Europa, este ódio de séculos não só continua forte – está piorando”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacando a “proliferação de grupos neonazistas e tentativas de reescrever a história e distorcer os fatos do Holocausto”.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa. Foto: ONU

Presidente da Assembleia Geral cita fortalecer multilateralismo e revitalizar ONU como prioridades

Revitalizar as Nações Unidas para “fortalecer uma ordem mundial multilateral com base em regras” lidera uma lista de prioridades que a presidente da Assembleia Geral expôs a Estados-membros da ONU nesta terça-feira (22).

Convencida de que “revitalizar a ONU e avançar o multilateralismo andam lado a lado”, a presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que está se comunicando com líderes mundiais em Nova Iorque e no exterior “para promover este objetivo”.

Cerimônia de transferência da presidência do G77 do Egito para a Palestina. Foto: ONU/Manuel Elias

Palestina assume presidência de grupo de países em desenvolvimento

Reconhecendo um “longo caminho à frente” para a ambiciosa agenda das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, deu boas-vindas na terça-feira (15) à “histórica liderança do Estado da Palestina” na presidência do Grupo dos 77 (G77) de países em desenvolvimento.

“A Palestina e seus cidadãos vivenciaram em primeira mão alguns dos problemas globais mais desafiadores e dramáticos que enfrentamos”, disse Guterres em discurso na cerimônia anual para entrega da presidência rotativa do G77.

“O Grupo dos 77 e a China demonstraram forte liderança ao longo de 2018 e provaram mais uma vez serem uma força central na demonstração de que multilateralismo é a única maneira de responder aos nossos desafios compartilhados”, afirmou Guterres.

Centro de Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

Quênia: Nações Unidas condenam ataque terrorista em Nairóbi

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, condenaram na terça-feira (15) um ataque terrorista mortal em Nairóbi, capital do Quênia, e disseram se solidarizar com o povo queniano.

De acordo com relatos da mídia, o ataque aconteceu em um complexo de hotéis de luxo de Nairóbi, o DusitD2, no bairro de Westlands, onde diversos agressores armados abriram fogo e invadiram o local. Segundo relatos, o ataque foi reivindicado pelo Al-Shabaab, grupo islâmico extremista ligado à Al Qaeda e que realizou muitos ataques na África na última década. De acordo com a mídia internacional, 15 pessoas foram mortas no ataque.

Capacetes-azuis da ONU fazem segurança de comboio do UNICEF em Bambari, na República Centro-Africana, em setembro de 2018. Foto: UNICEF/Ashley Gilbertson

Desarmamento para mundo pacífico define trabalho do Primeiro Comitê da Assembleia Geral

Todos os meses de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas ganha as manchetes conforme líderes mundiais se reúnem na sede da ONU para estabelecer a agenda do próximo ano. Mas para as discussões mais fundamentais sobre como transformar decisões em ações, Estados-membros se dividem em seis “Comitês Principais” especializados. Analisaremos nesta reportagem o primeiro deles, encarregado de assuntos envolvendo desarmamento e segurança internacional.

Como garantir que autores de ataques com armas químicas sejam responsabilizados? Como impedir que tecnologias digitais sejam usadas para propósitos malignos ao redor do mundo? Como criar um mundo livre de armas nucleares, colocando todos os países a bordo, e quais limites devem ser estabelecidos para uso de poderosas novas “armas autônomas”? Como conter as vendas de armas ilegais? Leia a reportagem completa.

O Pacto Global para a Migração foi adotado na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (20), com 152 votos a favor, cinco contra e 12 abstenções. Foto: ONU/Manuel Elias

Assembleia Geral da ONU adota oficialmente Pacto Global para a Migração

A Assembleia Geral das Nações Unidas endossou oficialmente na quarta-feira (19) o Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, um acordo não vinculante adotado em Marrakesh em 20 de dezembro por 164 Estados-membros e descrito pelo chefe da ONU, António Guterres, como um “mapa para prevenir sofrimento e caos”.

O secretário-geral da ONU explicou em comunicado divulgado após a votação que o documento “reafirma os princípios fundamentais de nossa comunidade global, incluindo soberania nacional e direitos humanos universais, enquanto aponta o caminho em direção à ação humana e sensata para beneficiar países de origem, de trânsito e de destino, assim como os próprios migrantes”.

Sessão da Assembleia Geral da ONU sobre a situação no Oriente Médio. Foto: ONU/Loey Felipe

Resolução dos EUA para condenar atividades do Hamas é rejeitada na Assembleia Geral

A Assembleia Geral da ONU rejeitou na quinta-feira (6) uma resolução proposta pelos Estados Unidos que condenava o Hamas e outros grupos militantes da Faixa de Gaza.

Diversos Estados explicaram as razões pelo voto contra a resolução. O representante da Arábia Saudita afirmou que, desde 1967, Israel não respeita quaisquer resoluções do Conselho de Segurança ou da Assembleia Geral. Representantes do Irã e do Kuwait afirmaram que a resolução “ignora” e “tira atenção” das raízes do conflito.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, a equatoriana María Fernanda Espinosa, durante coletiva de imprensa em Nova York. Foto: ONU/Manuel Elias

Presidente da Assembleia Geral da ONU reafirma importância de pacto global para migração

Em resposta a relatos recentes de que alguns países estão se afastado do pacto das Nações Unidas sobre migração global, marcado para ser adotado em dezembro, a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Espinosa, defendeu na quarta-feira (21) o acordo como uma ferramenta que irá permitir que todos os migrantes, de todos os lugares, tenham seus direitos protegidos.

O acordo, que deve ser adotado em conferência em Marrakesh, no Marrocos, estabelece objetivos claros para migração segura, ordenada e regular; responde às preocupações de governos signatários e reforça soberania nacional; e reconhece as vulnerabilidades enfrentadas por migrantes.

Joenia Wapichana e alguns integrantes de sua comunidade. Foto: Mayra Wapichana

Indígena brasileira vence prêmio de direitos humanos das Nações Unidas

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, anunciou na quinta-feira (25) os vencedores de 2018 dos Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos. Entre eles, está a brasileira Joênia Batista de Carvalho, conhecida por Joênia Wapichana. Defensora dos direitos humanos das comunidades indígenas, ela foi a primeira mulher indígena a se tornar advogada no país e, este ano, foi eleita deputada federal.

Em entrevista ao ONU News de Boa Vista, em Roraima, Joênia disse acreditar que o prêmio dará mais visibilidade aos povos indígenas. “Quando eu levo a palavra como primeira mulher indígena formada no Brasil, é justamente para dar um incentivo, para que essa minha imagem possa ser reproduzida, multiplicada dentro dos povos indígenas”, declarou.

Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia. Foto: Vincent van Zeijst

Brasil e mais 34 países declaram apoio ao Tribunal Penal Internacional

À margem da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, assinou no fim de setembro (27), em Nova Iorque, declaração em apoio ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em conjunto com chanceleres de outros 34 países.

Segundo o Itamaraty, o texto reafirma o compromisso dessas nações com o TPI, em defesa de uma ordem internacional baseada no direito e no multilateralismo. Em julho, foi celebrado o 20º aniversário do Estatuto de Roma, tratado que estabeleceu o Tribunal.

“O TPI representa uma conquista central da diplomacia multilateral e um verdadeiro marco no desenvolvimento do direito internacional. Em razão de seu mandato de evocar o direito em relações de poder, já há alguns anos tem sido alvo de ataques políticos. Em tempos de investidas à ordem lastreada no direito, não surpreende que o TPI esteja enfrentando ataques ainda mais fortes. Nós sempre respeitaremos a independência do TPI, algo indispensável para qualquer tribunal”, diz o documento.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Foto: Flickr/Muhammad Yunus (CC)

FAO e vencedor do Nobel da Paz discutem elos entre violência e fome

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, e o vencedor do Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, lembraram na terça-feira (2) em Roma, Itália, o Dia Internacional da Não Violência das Nações Unidas.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais.

“Toda vez que a violência cresce, a democracia e a liberdade diminuem. Esse é um momento muito importante para o povo brasileiro”, enfatizou o diretor-geral da FAO, pedindo que a população vote pela não violência.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Rússia denuncia manobra de países ocidentais para ampliar influência nos Bálcãs

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou países ocidentais de usarem de “chantagem política, pressão econômica e força bruta”, com o intuito de se autoproclamarem “líderes mundiais”. Dirigente denunciou autoridades europeias e norte-americanas por tentarem ampliar sua influência nos Bálcãs por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.

María Fernanda Espinosa Garcés, presidente da Assembleia Geral da ONU, encerra debate geral anual da Organização. Foto: ONU/Cia Pak

Assembleia Geral da ONU encerra debate reafirmado seu papel como organismo multilateral

Os debates gerais da Assembleia Geral da ONU foram encerrados na segunda-feira (1), em Nova Iorque, reafirmando a centralidade das Nações Unidas como único fórum global com capacidade de abordar os múltiplos desafios enfrentados pelo mundo, da resolução de conflitos até a mitigação das mudanças climáticas e a conquista do desenvolvimento sustentável.

Líderes nacionais, embora muitas vezes tenham dedicado muito espaço em seus discursos a interesses específicos, não deixaram de mencionar durante os debates a importância da organização multilateral.

Quase todos os países pediram ações maciças para mitigar o impacto potencialmente catastrófico da mudança climática e do aumento dos oceanos, e enfatizaram a necessidade de cooperação internacional para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam eliminar extrema pobreza e fome e garantir acesso a saúde e educação até 2030.

Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, durante debate da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Na ONU, Alemanha critica posturas nacionalistas e pede mais cooperação entre países

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, criticou ações de outros governos “baseadas tão somente no nacionalismo, com o objetivo de ‘colocar o meu país primeiro'”. O representante do Estado alemão lembrou que problemas globais, como as mudanças climáticas, pedem soluções multilaterais. Dirigente também cobrou reforma do Conselho de Segurança.

Foto: ONU

Evento paralelo à Assembleia Geral da ONU alerta para prisões e assassinatos de jornalistas no mundo

Frequentemente ameaçados, atacados e mortos, jornalistas também estão sendo presos em número recorde em todo o mundo, destacou um evento paralelo da Assembleia Geral da ONU na sexta-feira (28). Essas práticas prejudicam não apenas os direitos humanos fundamentais dos próprios repórteres, mas também o direito do público de receber e transmitir informações, alertaram os especialistas em direitos humanos.

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), no final de 2017, 262 jornalistas foram presos, incluindo mais de 70 na Turquia, 40 na China e 20 no Egito. Cerca de 52% dos presos estavam atrás das grades por causa de reportagens sobre violações de direitos humanos, disse o CPJ.

Paciente mede sua taxa de glicose no sangue. Foto: OPAS

Doenças crônicas não transmissíveis matam 41 milhões de pessoas no mundo

Em encontro com chefes de Estado e ministros em Nova Iorque, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cobrou na quinta-feira (27) ações para combater as doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e pulmonares.

Esse tipo de complicação de saúde causa 41 milhões de mortes por ano no mundo — o que equivale a 70% de todos os falecimentos. De acordo com a agência da ONU, 85% desses óbitos ocorrem em países em desenvolvimento.

O chanceler chinês, Wang Yi, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Kim Haughton

Na ONU, China diz que não será chantageada nem sucumbirá a pressões de comércio

O comércio internacional tem uma natureza de “ganha-ganha” e não deveria ser um jogo cuja soma é zero, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, aos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (28), afirmando que o país “não será chantageado ou sucumbirá a pressões”.

“A China defende um acordo adequado baseado em regras e consenso através de diálogo e de consultas em pé de igualdade”, disse Wang ao debate geral anual da Assembleia, acrescentando que o país também está agindo para “manter o sistema de livre comércio e as regras e ordens internacionais” tendo como objetivo os interesses comuns de todos os países.

Uma família de migrantes olha pela janela e tira fotos enquanto empreendem sua jornada para o reassentamento. Foto: OIM/Musa Mohammed

Migração: governos precisam ‘fazer o trabalho duro’ de transformar palavras em ação

Enquanto líderes mundiais se reuniam na quarta-feira (26) nas Nações Unidas para discutir o primeiro acordo global projetado para gerenciar melhor a migração internacional, uma voz importante sobre os direitos dos migrantes os incitou a “fazer o trabalho duro” de transformar palavras em ação.

Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, previsto para ser formalmente adotado em dezembro, em Marrakech, compreende 23 objetivos abrangendo todos os aspectos da migração – incluindo a melhoria da disponibilidade de vias legais, a promoção de padrões trabalhistas éticos, o combate ao tráfico e a facilitação de retornos dignos.

O presidente espanhol, Pedro Sanchez Perez-Castejon, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Espanha: agora é a hora de liderança cooperativa, não de retórica nacionalista

O mundo está enfrentando enormes desafios globais, disse o presidente espanhol, Pedro Sánchez Pérez-Castejón, à Assembleia Geral da ONU na quinta-feira (27), lembrando que os tempos atuais “não precisam de nacionalismo ou de retórica não inclusiva”.

“Agora é a hora de cultivar uma nova liderança cooperativa, baseada não apenas na vontade de ouvir os outros, mas também na prontidão em entender suas motivações”, disse, observando que “nenhuma pessoa sozinha tem o monopólio da verdade”.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, discursa na 73ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Cia Pak

Ganância do capitalismo fomenta terrorismo e prejudica desenvolvimento sustentável, diz presidente de Cuba

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente de Cuba falou sobre as consequências do capitalismo e teceu críticas aos Estados Unidos.

Miguel Díaz-Canel Bermúdez criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por retirar o país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Segundo Díaz-Canel, os EUA são “um dos maiores poluidores do passado e da atualidade, e isso coloca em risco a vida das futuras gerações, bem como a sobrevivência de todas as espécies – incluindo os humanos”.

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Presidente da França e primeiro-ministro da Índia recebem maior prêmio ambiental da ONU

O presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, receberam nesta semana (26), em Nova Iorque, o Prêmio Campeões da Terra, a mais alta condecoração ambiental das Nações Unidas. Outros cinco ativistas e iniciativas foram reconhecidos com o título. Entre os vencedores, estavam as empresas Beyond Meat e Impossible Foods, que propõem alternativas culinárias ao consumo de carne bovina, usando apenas vegetais.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral, Israel afirma que Irã mantém usina nuclear secreta

Exibindo fotografias no pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou na quinta-feira (27) o Irã de manter um armazém atômico secreto em Teerã, demonstrando intenção de desenvolver armas nucleares apesar do acordo alcançado com as grandes potências em 2015.

Em discurso na terça-feira (25), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, Rouhani, disse que o país honrou seus compromissos junto ao acordo, firmado em 2015 com EUA, China, Rússia, Alemanha, União Europeia e Reino Unido. O tratado impunha mecanismos rigorosos para monitorar o programa atômico iraniano. Todos os 12 relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), lembrou o presidente iraniano, comprovam a conformidade das medidas adotadas pelo Estado após a adoção do texto.

A quilombola Maria do Socorro Silva luta contra a degradação ambiental causada pela maior refinaria de alumínio da Amazônia, no Pará. Foto: Thom Pierce/Guardian/Global Witness/ONU Meio Ambiente

Brasil e 13 países assinam na sede da ONU tratado que prevê proteção de defensores ambientais

Quatorze países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, foram os primeiros a assinar o “Acordo de Escazú” sobre acesso a informação, participação pública e Justiça em assuntos ambientais na região. A assinatura aconteceu na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, durante o debate geral do 73º período de sessões da Assembleia Geral da ONU.

O Acordo de Escazú busca assegurar que todas as pessoas tenham acesso a informação oportuna e confiável, possam participar de maneira efetiva das decisões que afetam suas vidas e seu entorno e acessar a Justiça em assuntos ambientais, contribuindo assim para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, o acordo é inovador e importante para a região, porque possui um artigo que se refere à proteção dos defensores dos direitos humanos em assuntos ambientais.

Presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, durante discurso na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Na ONU, presidente da Ucrânia denuncia expansionismo ‘agressivo’ da Rússia

Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia, usou a maior parte de seu discurso na Assembleia Geral da ONU para condenar a Rússia pela “anexação da Crimeia em 2014”. Em pronunciamento na quarta-feira (26), o chefe de Estado também criticou o apoio russo aos separatistas que lutam no leste da Ucrânia.

Cobrando ação internacional para enfrentar expansionismo, o dirigente ucraniano alertou que a Rússia abusa do poder de veto no Conselho de Segurança — o que permite a continuidade de violações do direito internacional.

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, durante reunião ministerial no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

EUA denunciam quebra de sanções contra Coreia do Norte

Em reunião de ministros no Conselho de Segurança, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira (27) que a paz na Península Coreana só será possível com o fim do programa nuclear da Coreia do Norte. Dirigente alertou para violações de sanções impostas ao país pelas Nações Unidas. Nação asiática teria desrespeitado limitações às importações de petróleo e à venda de carvão para outros Estados.

Mahmoud Abbas, presidente do Estado da Palestina, fala à Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

‘Jerusalém não está à venda’, diz presidente palestino na Assembleia Geral da ONU

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (27), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que “Jerusalém não está à venda” e que os direitos do povo palestino não podem ser alvo de barganhas.

Abbas ressaltou seu compromisso com a paz e a solução de dois Estados, bem como o caminho da negociação para alcançá-los, reiterando que a paz no Oriente Médio não pode ser realizada sem um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Líderes mundiais se comprometem a apoiar luta da ONU contra exploração sexual e abuso

Líderes mundiais se uniram a entidades das Nações Unidas nesta quinta-feira (27) para reafirmar seu compromisso com os esforços de combate à exploração sexual e abuso por toda a Organização.

Em 2017, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou uma nova estratégia para prevenir e acabar com a exploração sexual e o abuso por funcionários da ONU. Um importante elemento dessa nova abordagem foi a criação de um “Círculo de Liderança” de chefes de Estado e de governo para demonstrar, resolver e se comprometer, no nível político mais alto, a erradicar esse flagelo.

Na Cidade do México, uma instalação artística representa mulheres mortas por crimes de feminicídio. Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

ONU elogia coragem política de países latino-americanos para enfrentar e acabar com o feminicídio

Um investimento de 50 milhões de euros destinado a ajudar a acabar com o flagelo do feminicídio — em que mulheres e meninas são mortas devido a seu gênero — foi anunciado na sede das Nações Unidas nesta quinta-feira (27), graças à “coragem política” de um grupo de países latino-americanos, disse a vice-chefe da ONU.

Amina Mohammed falava em um evento de alto nível para lançar a Iniciativa Spotlight em Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e México.

Ela descreveu a iniciativa conjunta ONU-União Europeia como “uma resposta ousada e abrangente às tragédias que vemos em todo o mundo, todos os dias”, visando acabar com a violência contra mulheres e meninas.

Artista Raquel Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

ONU convoca países a ‘vencer o ódio’ contra pessoas LGBTI

Em encontro de ativistas e autoridades sobre violência de cunho LGBTIfóbico, a alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou na terça-feira (25) que assassinatos e agressões ainda são cometidos com impunidade em muitos países, às vezes por agentes do próprio Estado.

Dirigente cobrou mudança de mentalidades, pois a causa dessas violações é o “preconceito e o ódio”. Solução, segundo ela, passa por revisões do currículo escolar para abordar diversidade.