Arquivo da tag: Secretário-geral da ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten (arquivo)

O nono secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

De acordo com a Carta das Nações Unidas, o secretário-geral é o “chefe administrativo” da Organização e deve cumprir “outras funções que lhe são confiadas” pelo Conselho de Segurança, Assembleia Geral, Conselho Econômico e Social e outros órgãos das Nações Unidas.

 

A Carta também diz que o secretário-geral tem o dever de “levar à atenção do Conselho de Segurança qualquer assunto que em sua opinião possa ameaçar a manutenção da paz e segurança internacional”. Saiba mais sobre o tema clicando aqui e confira todas as notícias relacionadas abaixo.

Jayathma Wickramanayake, enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Juventude. Foto: Lindsay Barnes/UNFPA

Enviada da ONU diz que jovens do mundo estão preocupados com a paz global

Após visitar campos de refugiados na Jordânia, escolas apoiadas pela ONU em Gaza, municípios no Kosovo e Conselhos da Juventude na Dinamarca, a enviada das Nações Unidas para a Juventude foi ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque, na quarta-feira (17) com a mensagem de que os jovens do mundo “se importam com a paz”.

A enviada também destacou a necessidade de proteger jovens ativistas, cujas atividades os colocam sob os holofotes.

“Nos últimos meses, notei com grave preocupação certos incidentes de jovens ativistas pela paz e de jovens defensores dos direitos humanos sendo submetidos a ameaças, intimidações, violências, prisões arbitrárias e retaliações por parte de atores estatais e não estatais”, disse.

Atividades de serviço ao público são realizadas por funcionários da ONU e delegados. As iniciativas são organizadas pela prefeitura de Nova Iorque para o Dia Internacional Nelson Mandela. Foto: ONU/Sergio Gomez

Chefe da ONU celebra Nelson Mandela: ‘um defensor global da dignidade e da igualdade’

Nelson Mandela era um “extraordinário defensor global da dignidade e da igualdade” que qualquer um no serviço público deveria imitar, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, marcando o Dia Internacional que homenageia o icônico combatente anti-apartheid, e o primeiro presidente democraticamente eleito da África do Sul.

Como “um dos líderes mais emblemáticos e inspiradores do nosso tempo, Nelson Mandela foi exemplo de coragem, compaixão e compromisso com liberdade, paz e justiça social”.

Com o discurso do ódio lançando uma sombra crescente em todo o mundo, “os apelos de Nelson Mandela para a coesão social e o fim do racismo são particularmente relevantes hoje”, disse o chefe da ONU.

Funcionária de centro médico do vilarejo Tajikhan, no Afeganistão, conversa com uma mulher e seu bebê de 5 meses em 10 de maio de 2012. Foto: Banco Mundial/Graham Crouch

Mulheres ainda enfrentam desafios de bem-estar e direitos humanos, diz chefe da ONU

Muitas mulheres e meninas “ainda enfrentam enormes desafios aos seus direitos à saúde, bem-estar e aos seus direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas em encontro de alto nível da Assembleia Geral na terça-feira (16), em Nova Iorque. A reunião foi convocada para marcar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), um importante evento em saúde reprodutiva e direitos.

“Estamos vendo um retrocesso global em direitos das mulheres, incluindo direitos reprodutivos e serviços de saúde vitais”, afirmou António Guterres aos participantes do encontro.

Embora progressos alcançados em direitos das mulheres ao longo dos últimos 25 anos tenham contribuído para reduzir a pobreza e a fome e melhorar a educação e a saúde, em torno de 650 milhões de mulheres se casaram quando ainda eram crianças. Todos os dias, mais de 500 mulheres e meninas morrem durante a gravidez e o parto em todo o mundo.

Em Moçambique, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ouve relatos de famílias no campo de Mandruzi, a 40 km de Beira, um reassentamento que abriga 375 pessoas. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Moçambique: Guterres promete apoio contínuo da ONU em visita a áreas atingidas por ciclones

Crianças aprendendo em salas de aula sem teto; mulheres cultivando a terra sem ferramentas — esses são alguns exemplos dos desafios enfrentados por moçambicanos que sobreviveram aos ciclones que destruíram seus meios de subsistência. Em seu último dia de visita, na sexta-feira (12), o chefe da ONU, António Guterres, testemunhou em primeira mão a força interior e a resiliência da população vivendo em um país devastado.

Guterres esteve em Moçambique para fazer um balanço dos esforços de recuperação em áreas afetadas pelos devastadores ciclones Idai e Kenneth, ocorridos em março e abril deste ano.

Mães utilizam creche no distrito de Sire, na Etiópia. Foto: Banco Mundial/Binyam Teshome

No Dia Mundial da População, Guterres defende desenvolvimento equitativo e inclusivo

À medida que a população global continua a aumentar, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou nesta quinta-feira (11), Dia Mundial da População, a estreita ligação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as tendências demográficas — exortando todos a “dar oportunidades para aqueles deixados para trás e ajudar a abrir o caminho para um desenvolvimento sustentável, equitativo e inclusivo para todos”.

“Para muitos dos países menos desenvolvidos do mundo, os desafios para o desenvolvimento sustentável são agravados pelo rápido crescimento populacional e pela vulnerabilidade às mudanças climáticas”, disse ele em comunicado. “Outros países estão enfrentando o desafio do envelhecimento populacional, incluindo a necessidade de promover um envelhecimento ativo saudável e fornecer proteção social adequada”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebe flores na chegada a Maputo, Moçambique, em 11 de julho de 2019. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Em visita a Moçambique, Guterres pede apoio rápido à reconstrução após ciclones

Ao chegar a Moçambique para expressar solidariedade e presenciar os danos causados por dois ciclones no início deste ano, o chefe da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (11) que o povo moçambicano é vítima de um desastre conectado às mudanças climáticas e a um mundo em aquecimento.

Falando em português, o chefe da ONU observou que “Moçambique quase não contribui para o aquecimento global, mas está na vanguarda das vítimas deste aquecimento global”.

“Isso dá o direito de exigir forte solidariedade e forte apoio da comunidade internacional, tanto na resposta aos traumas criados pelas tempestades que assolaram o país quanto na preparação para a reconstrução e para situações futuras”, acrescentou.

Manifestantes reúnem-se na frente da sede do exército sudanês na capital do país, Cartum. Foto: Masarib/Ahmed Bahhar

Chefe das Nações Unidas elogia acordo entre militares e oposição no Sudão

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na sexta-feira (5) estar “encorajado” por relatos de um novo acordo de partilha de poder entre as Forças da Liberdade e da Mudança — uma coligação de oposição e grupos de protesto — e o conselho militar do Sudão.

Os dois lados concordaram em dividir o poder por três anos e depois realizar eleições para o retorno ao governo civil. Guterres elogiou a decisão de se estabelecer órgãos de governo transitórios, e felicitou a União Africana, a Etiópia e a Autoridade Intergovernamental Regional para o Desenvolvimento (IGAD) por seu papel nas negociações.

Chefe da ONU defende cooperação para conter ameaças climáticas em ilhas caribenhas

Para conter desafios globais especialmente ameaçadores para nações insulares vulneráveis, como algumas no Caribe, é essencial “enfrentar os ventos contrários juntos”, disse na quarta-feira (3) o secretário-geral das Nações Unidas na conferência anual da Comunidade Caribenha (CARICOM), em Santa Lúcia.

Guterres relembrou sua visita ao Pacífico Sul em maio, onde viu como “nações insulares do Pacífico estão respondendo à crise climática” ao focarem em investimentos para desenvolvimento. Ele também relembrou suas visitas após os furacões Irma e Maria gerarem caos em 2017, quando “em apenas poucos dias”, anos de “ganhos em desenvolvimento” foram destruídos em Barbuda e Dominica.

Etíopes vivendo como deslocados internos na região de Kercha, na Etiópia. Foto: UNOCHA/Tinago Chikoto

Chefe da ONU condena assassinato de autoridades etíopes em tentativa de golpe

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os assassinatos do chefe do Estado-Maior do Exército da Etiópia, Seare Mekonnen, e do governador da região de Amhara, Ambachew Mekonnen. Ambas as vítimas eram aliados do primeiro-ministro Abiy Ahmed. Homicídios aconteceram na semana passada, em meio ao que as autoridades do país africano descreveram como uma tentativa fracassada de golpe regional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, na Conferência Mundial de Ministros da Juventude e do Fórum da Juventude, Lisboa+21, na capital portuguesa. Foto: Lisboa +21

Chefe da ONU pede que jovens continuem liderando resposta à emergência climática

Gerações mais velhas fracassaram em responder adequadamente à emergência climática, disse no fim de junho (23) o secretário-geral das Nações Unidas, enquanto os jovens estão “se apresentando ao desafio” e assumindo a liderança para diminuir o ritmo destrutivo do aquecimento global.

Em discurso de encerramento da Conferência Mundial de Ministros da Juventude e do Fórum da Juventude, em Lisboa, António Guterres disse que é preciso dar mais poder aos jovens nas tomadas de decisões.

Através das ações inspiradoras de líderes jovens, como a sueca Greta Thunberg, que criou uma greve nas salas de aula para pedir ações climáticas em todo o mundo, Guterres disse que “estudantes compreenderam mais a urgência do que líderes globais”. “Eles sabem que a janela de oportunidade está se fechando; eles estão determinados a combater esta ameaça e já estão fazendo uma grande diferença”.

ONU: ataque contra centro que abrigava refugiados na Líbia pode constituir crime de guerra

Um ataque a míssil contra um centro de detenção em Trípoli, que matou dezenas de refugiados e migrantes, “merece mais do que condenação”, afirmaram agências das Nações Unidas nesta quarta-feira (3). Tanto a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos quanto o chefe da Missão da ONU na Líbia (UNSMIL) insistiram que o ataque pode se constituir um crime de guerra.

De acordo com um relato, uma cela com mais de 120 pessoas foi atingida. No total, mais de 600 homens, mulheres e crianças estavam no centro.

O ataque aconteceu apesar de as coordenadas do local e de a informação de que este abrigava civis terem sido comunicadas às partes do conflito, disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, em referência ao governo reconhecido pela comunidade internacional e às forças de oposição leais ao general Khalifa Haftar.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, encontram-se na Zona Desmilitarizada, que separa a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, em 30 de junho de 2019. Foto: Casa Branca/Shealah Craighead

Guterres elogia possibilidade de EUA e Coreia do Norte retomarem negociações nucleares

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou total apoio na segunda-feira (1º) a uma possível retomada das relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, com o objetivo de promover a desnuclearização da Península Coreana.

No domingo (31), ao se encontrar com o líder Kim Jong-Un na cidade norte-coreana de Panmunjom, Donald Trump se tornou o primeiro presidente em exercício dos EUA a entrar no país asiático.

No último mês de março, milhares de jovens foram às ruas em 123 países para pedir medidas urgentes contra as mudanças climáticas. O Brasil não ficou de fora da paralisação, conhecida pelo nome “Fridays for Future” (Sextas pelo futuro).

ONU recebe inscrições para Cúpula da Juventude para o Clima em Nova Iorque

As Nações Unidas recebem até 19 de julho inscrições de jovens do mundo todo interessados em participar da Cúpula da Juventude para o Clima, que ocorrerá na sede da ONU, em Nova Iorque, no dia 21 de setembro.

Para reconhecer o papel vital dos jovens na ação climática, a ONU anunciou que oferecerá mais de 100 “tíquetes verdes” — oportunidades de financiamento para jovens, particularmente de países menos desenvolvidos, participarem da cúpula. O tíquete incluirá custos de passagem para Nova Iorque, neutros em carbono. Saiba como se inscrever.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU / Rick Bajornas

ARTIGO: As chamas do discurso do ódio

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que uma ameaçadora onda de intolerância e violência baseada no ódio está atingindo seguidores de muitas religiões em todo o planeta.

“Tristemente — e perturbadoramente — estes incidentes cruéis estão se tornando comuns. Nos últimos meses, temos visto judeus assassinados em sinagogas e seus túmulos desfigurados com suásticas; muçulmanos executados dentro de mesquitas e seus locais religiosos vandalizados; cristãos assassinados em oração e suas igrejas destruídas.” Leia o artigo completo.

Ativistas protestam contra a tortura em frente ao presídio central de Mogadíscio, na Somália. Foto: ONU/Tobin Jones

Em dia internacional, chefe da ONU reafirma repúdio à tortura em qualquer circunstância

Enquanto a proibição da tortura é “absoluta, sob quaisquer circunstâncias”, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou na quarta-feira (26) o fato de “esse princípio ser violado todos os dias” em prisões, centros de detenções, delegacias, instituições psiquiátricas e outros lugares no mundo todo.

As Nações Unidas há tempos condenam a tortura como um dos atos mais perversos perpetrados pela humanidade, à medida que busca “aniquilar a personalidade da vítima” e nega sua dignidade inerente. Apesar da proibição absoluta sob a lei internacional, torturas continuam ocorrendo em todas as regiões do mundo e o ato é frequentemente usado sob o argumento da segurança nacional e fronteiriça.

Líderes da cúpula do G20 em Osaka, no Japão. Foto: G20 Osaka Summit 2019

Chefe da ONU pede maior compromisso do G20 com ação climática e cooperação

O encontro anual do G20, grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, começou nesta sexta-feira (28) em Osaka, no Japão, em meio ao que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, descreveu como “um momento de altas tensões políticas”.

“Temos o aquecimento global, mas também temos o aquecimento político global, e isso pode estar relacionado a conflitos comerciais e tecnológicos, a situações em diversas partes do mundo, como no Golfo”, disse Guterres a jornalistas, antes de discursar à cúpula. Ele se referia aos recentes ataques a petroleiros em torno do Estreito de Ormuz e do Golfo do Omã.

A respeito das “incertezas sobre a economia global”, Guterres destacou conflitos comerciais, altos índices de dívidas, mercados financeiros possivelmente instáveis e o risco de desaceleração do crescimento mundial.

ONU pede alternativas à prisão para quem sofre com dependência das drogas

Em mensagem para o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, lembrado nesta quarta-feira (26), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que governos implementem serviços baseados em direitos humanos para prevenir e tratar o uso indevido de drogas. Por ano, mais de 500 mil pessoas morrem em todo o mundo devido ao consumo abusivo de drogas.

Também por ocasião da data, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, pediu respostas que promovam alternativas à prisão de quem sofre com transtornos devido ao uso de drogas.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU

Conselho de Segurança pede contenção em meio a tensões no Golfo entre Irã e EUA

Após as conversas a portas fechadas, o embaixador Mansour al-Otaibi, do Kuwait, que assumiu a presidência do Conselho de Segurança durante o mês de junho, leu uma declaração informal em nome do órgão de 15 membros, condenando os ataques a petroleiros no Golfo.

Segundo a declaração, os ataques representam “uma séria ameaça à navegação marítima e ao fornecimento de energia”, assim como uma ameaça à paz e à segurança internacional. A declaração se referia a uma série de incidentes no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã, atribuídos pelos Estados Unidos ao Irã, que negou envolvimento.

“Os membros do Conselho instam partes envolvidas e todos os países na região a exercerem contenção máxima e adotarem medidas e ações para reduzir agravamentos e encerrar tensões”, disse.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Estudantes no Sudão do Sul montam peça de teatro que discute o tema da violência sexual em conflito. Foto: UNMISS/Isac Billy

Em dia mundial, chefe da ONU denuncia uso da violência sexual como ‘tática de guerra’

Em mensagem para o Dia Internacional para Eliminação da Violência Sexual em Conflito, lembrado nesta quarta-feira (19), o chefe da ONU, António Guterres, alertou que a prática é usada como “tática de guerra para aterrorizar as pessoas e desestabilizar as sociedades”. Descrevendo essas violações como uma “mancha em nossa humanidade comum”, o secretário-geral pediu justiça para as vítimas.

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Relatório independente destaca falhas estruturais e sistêmicas da ONU em Mianmar

Uma análise independente sobre como o Sistema ONU operou em Mianmar nos anos que antecederam o êxodo em massa de rohingya após sérias violações de direitos humanos concluiu que houve “falhas sistêmicas e estruturais” que impediram a implementação de uma estratégia unificada.

O relatório do ex-ministro guatemalteco de Relações Exteriores Gert Rosenthal, ex-embaixador da ONU e oficial da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), disse que o Sistema ONU foi “relativamente impotente para trabalhar efetivamente com as autoridades de Mianmar para reverter as tendências negativas nas áreas de direitos humanos e consolidar as tendências positivas em outras áreas”.

Diversidade social e cultural é ‘enorme riqueza, não uma ameaça’, diz chefe da ONU

Assim como uma orquestra bem ensaiada, sociedades modernas bem sucedidas têm um equilíbrio de diversidade e cultura, que é fonte de uma “enorme riqueza, não de uma ameaça”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no fim de maio (27).

Ao lado do aclamado violoncelista Yo-Yo Ma, mensageiro da ONU para a Paz, Guterres disse aos presentes no evento em Viena que é preciso adotar “uma perspectiva universal para a paz, para a dignidade humana, para os direitos humanos” nos debates atuais da Europa.

Manifestantes tomam as ruas da capital sudanesa, Cartum, em abril de 2019. Foto: Ahmed Bahhar/Masarib

Representante da ONU pede fim de violência e estupros contra manifestantes no Sudão

A representante especial das Nações Unidas sobre violência sexual em conflitos expressou profunda preocupação na semana passada (13) com relatos de ataques e estupros cometidos por forças da segurança e paramilitares contra manifestantes no Sudão. Pramila Patten pediu o fim “imediato e completo” da violência contra os manifestantes, que realizaram protestos do lado de fora da sede do Exército na capital, Cartum.

Lewis Pugh, embaixador da Boa Vontade da ONU Meio Ambiente, percorre a nado o Mar Vermelho. Foto tirada na Reserva Marinha de Aqaba, na Jordânia. Foto: ONU Meio Ambiente

Metade dos corais do mundo desapareceram nos últimos 150 anos, diz chefe da ONU

Em cerimônia para comemorar os 25 anos da entrada em vigor da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou na segunda-feira (17), em Nova Iorque, que os oceanos enfrentam ameaças inéditas devido às mudanças climáticas e outras ações humanas.

Nas últimas quatro décadas, a poluição plástica no mar aumentou dez vezes. Estima-se que um terço dos estoques naturais de peixeis estejam super-explorados. E os ecossistemas marinhos têm sofrido o impacto da acidificação, do aumento do nível dos oceanos e do crescimento de zonas mortas — regiões dos mares com níveis baixíssimos de oxigênio, o que inviabiliza a vida marinha.

Um muçulmano bósnio de luto ao lado do túmulo de seu filho em Vitez, na Bósnia-Herzegovina, em maio de 1994. O discurso de ódio nos Bálcãs foi determinante para a eclosão da guerra e o posterior genocídio. Foto: ONU/John Isaac

ONU lança plano de ação contra discurso de ódio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta terça-feira (18), em Nova Iorque, uma estratégia e um plano de ação sobre o discurso de ódio. O lançamento ocorreu durante um informe aos Estados-membros da organização.

O objetivo da iniciativa é aprofundar a compreensão por parte de todas as entidades das Nações Unidas sobre o impacto insidioso do discurso de ódio e como os organismos podem abordá-lo de maneira mais eficaz em seu trabalho.

“O discurso do ódio é em si mesmo um ataque à tolerância, à inclusão, à diversidade e à própria essência de nossas normas e princípios de direitos humanos. Mais amplamente, isso prejudica a coesão social, corrói os valores compartilhados e pode lançar as bases para a violência, retardando a paz, a estabilidade, o desenvolvimento sustentável e o cumprimento dos direitos humanos para todos”, disse Guterres durante o lançamento.

Mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil. Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano. Foto: Lubo Minar/Unsplash/CC

Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos, alerta ONU

Em uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil.

Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano.

“Desertificação, degradação da terra e seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo” – alertou Guterres – “particularmente mulheres e crianças”. Ele disse que é hora de mudar “urgentemente” essas tendências, acrescentando que proteger e restaurar a terra pode “reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico”, bem como ajudar a resolver a “emergência climática global”.

Martin Griffiths, enviado especial do secretário-geral da ONU para o Iêmen, durante entrevista coletiva na Suécia. Foto: Governo da Suécia/Ninni Andersson

Conselho de Segurança manifesta apoio a enviado para o Iêmen após críticas do governo

Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiram na segunda-feira (10) um comunicado expressando “total apoio” ao enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, após relatos de críticas feitas pelo governo iemenita contra ele.

Um frágil cessar-fogo tem sido amplamente mantido dentro e nos arredores da cidade portuária de Hodeida desde a assinatura do histórico Acordo de Estocolmo em dezembro do ano passado. O acordo foi o primeiro passo crucial para mediar uma paz duradoura entre rebeldes houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo.

Foto: ONU

Crise financeira da ONU está prejudicando mandato e reformas, diz Guterres

A crise financeira das Nações Unidas vem ocorrendo há anos e está prejudicando o mandato e os esforços de reformas da Organização, disse na semana passada (5) o secretário-geral António Guterres ao Quinto Comitê, o órgão responsável pelo orçamento da ONU.

Guterres afirmou que uma eventual incapacidade de a Organização arcar com a folha de pagamentos de funcionários e seus custos com fornecedores seria “catastrófica” para a reputação e para a habilidade das Nações Unidas de realizar suas funções.

“A solução não está apenas em garantir que todos os Estados-membros paguem completamente e no momento correto, mas também em colocar certas ferramentas em vigor”, disse.

Da esquerda para a direita, a ativista do clima, Greta Thunberg; o ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger; o presidente austríaco, Alexander Van der Bellen; e o secretário-geral da ONU, António Guterres; durante cúpula mundial em Viena. em 28 de maio de 2019. Foto: ONU Viena/Nikoleta Haffar

É preciso acabar com subsídios a combustíveis fósseis, diz chefe da ONU

É necessário taxar a poluição, não as pessoas, e acabar com os subsídios para combustíveis fósseis, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no fim de maio (28) durante a Cúpula Mundial da Coalizão R20, uma organização ambiental apoiada pela ONU e fundada por Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia.

A ideia de subsidiar combustíveis fósseis como uma maneira de melhorar a vida das pessoas não poderia estar mais errada, disse o chefe da ONU na capital da Áustria, Viena. Subsidiar combustíveis fósseis significa gastar o dinheiro de contribuintes para “impulsionar furacões, espalhar secas, derreter geleiras, branquear corais: destruir o mundo”, disse Guterres.

É necessário combater poluição do ar para salvar vidas e o planeta, diz chefe da ONU

Em uma mensagem para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a ligação entre o agravamento dos níveis de poluição do ar e a crise climática.

Com o meio ambiente enfrentando “perigos sem precedentes”, causados pela atividade humana, o chefe da ONU disse que a ação para combater a mudança climática é “a batalha de nossas vidas”, que devemos vencer taxando a poluição, pondo fim aos subsídios para combustíveis fósseis e novas usinas de carvão.

Bandeira da União Europeia. Foto: Flickr (CC)/MPD01605

ONU precisa de uma Europa ‘forte e unida’, diz António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou recentemente que uma “Europa forte e unida”, ao lado das Nações Unidas, nunca foi tão essencial, sobretudo tendo em vista a fragilização das instituições internacionais criadas após a Segunda Guerra Mundial. O apelo por coesão no bloco europeu foi feito durante o recebimento por Guterres do Prêmio Carlos Magno, concedido anualmente desde 1950 por serviços prestados à unificação europeia.

A militar brasileira Marcia Andrade Braga alertou para a baixa participação de mulheres na missão da ONU na República Centro-Africana. Foto: Cia Pak

Vencedora de prêmio da ONU participa de comemoração do Dia dos Trabalhadores das Forças de Paz

O Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU será lembrado nesta sexta-feira (31) no Salão de Leitura do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. A cerimônia contará com a participação da militar brasileira Márcia Braga, vencedora do prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero das Nações Unidas, recebido em março deste ano das mãos do secretário-geral António Guterres. 

O evento é parceria do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) com o CCOPAB, o CIASC e a REBRAPAZ.

Delegados se reúnem para o início da primeira Assembleia do ONU-HABITAT. Foto: ONU-HABITAT

Primeira Assembleia do ONU-HABITAT começa em Nairóbi e elege presidente

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, abriu formalmente a primeira Assembleia do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) na segunda-feira (28) no escritório da agência da ONU em Nairóbi, no Quênia.

Na ocasião, Kenyatta enfatizou a necessidade de ação coletiva internacional para enfrentar os desafios de uma rápida urbanização, lembrando que muitas sociedades não estão preparadas para planejá-la adequadamente.

Ele disse que, diante desses desafios, o tema da Assembleia é “Inovação para uma melhor qualidade de vida nas cidades e comunidades”, o que segundo ele era apropriado e oportuno.

As Nações Unidas entregaram pela primeira vez a Medalha Capitão Mbaye Diagne para Coragem Excepcional a título póstumo. O homenageado foi o soldado da paz Chancy Chitete, do Malauí, que foi morto enquanto tentava salvar a vida de um companheiro. O militar seguia numa patrulha que tinha a tarefa de impedir ataques de um grupo armado que vinha travando o acesso ao tratamento do ebola na República Democrática do Congo. Na cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que sentia orgulho por homenagear postumamente o soldado Chitete. Ele expressou gratidão à esposa, à filha bebê e aos familiares do soldado que estavam na sala. Guterres destacou “o heroísmo altruísta do soldado Chitete e seu sacrifício ajudaram os capacetes-azuis a atingir seu objetivo e a expulsar a milícia, em uma ação que era vital para que a resposta ao ebola pudesse continuar”.

Soldado da paz do Malauí recebe homenagem póstuma após salvar colega; vídeo

As Nações Unidas entregaram pela primeira vez a Medalha Capitão Mbaye Diagne para Coragem Excepcional a título póstumo. O homenageado foi o soldado da paz Chancy Chitete, do Malauí, que foi morto enquanto tentava salvar a vida de um companheiro.

O militar seguia numa patrulha que tinha a tarefa de impedir ataques de um grupo armado que vinha travando o acesso ao tratamento do ebola na República Democrática do Congo.

Na cerimônia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que sentia orgulho por homenagear postumamente o soldado Chitete. Ele expressou gratidão à esposa, à filha bebê e aos familiares do soldado que estavam na sala.

Guterres destacou “o heroísmo altruísta do soldado Chitete e seu sacrifício ajudaram os capacetes-azuis a atingir seu objetivo e a expulsar a milícia, em uma ação que era vital para que a resposta ao ebola pudesse continuar”.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

ONU: líderes mundiais precisam adotar políticas ‘esclarecidas’ sobre ações climáticas

Encerrando uma visita de uma semana ao Pacífico Sul, o secretário-geral das Nações Unidas pediu para líderes mundiais adotarem escolhas “esclarecidas” sobre ações climáticas, à medida que “todo o planeta” pode sofrer.

António Guterres lembrou que, para alguns Estados insulares do Pacífico, a “mudança climática é agora uma ameaça existencial”.

Destacando que vilarejos inteiros estão sendo realocados, meios de subsistência estão sendo destruídos e pessoas estão ficando doentes por problemas relacionados ao clima, Guterres lamentou que “os riscos são todos muito reais”.