Secretário-geral da ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten (arquivo)

O nono secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

De acordo com a Carta das Nações Unidas, o secretário-geral é o “chefe administrativo” da Organização e deve cumprir “outras funções que lhe são confiadas” pelo Conselho de Segurança, Assembleia Geral, Conselho Econômico e Social e outros órgãos das Nações Unidas.

 

A Carta também diz que o secretário-geral tem o dever de “levar à atenção do Conselho de Segurança qualquer assunto que em sua opinião possa ameaçar a manutenção da paz e segurança internacional”. Saiba mais sobre o tema clicando aqui e confira todas as notícias relacionadas abaixo.

Imagem: Pixabay

Impulso da economia global é oportunidade para enfrentar problemas no desenvolvimento, aponta relatório da ONU

Uma recuperação na economia global – agora crescendo cerca de três por cento – pavimenta o caminho para reorientar políticas para enfrentar problemas de longo prazo, como mudanças climáticas e desigualdade, e remover obstáculos institucionais para o desenvolvimento. A conclusão está no relatório das Nações Unidas Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2018 (WESP, na sigla em inglês), lançado nesta segunda-feira (11) em Nova Iorque.

Para o secretário-geral António Guterres, o documento “demonstra que as atuais condições macroeconômicas oferecem aos decisores políticos uma capacidade maior de enfrentar alguns dos problemas mais enraizados que continuam a impedir o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Nickolay Mladenov, coordenador especial para o processo de paz no Oriente Médio, fala ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Manuel Elias

Enviado da ONU alerta para risco de escalada violenta após decisão dos EUA sobre Jerusalém

A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital israelense foi amplamente elogiada por Israel, mas também causou fúria entre palestinos e ansiedade nos países vizinhos e na comunidade internacional, disse o enviado das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio durante reunião do Conselho de Segurança em Nova Iorque nesta sexta-feira (8).

Nesta foto de 2014, um capacete-azul da MONUSCO perto de veículo destruído atacado por milícia na região de Beni. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Chefe da ONU diz que ataque contra forças de paz na RDC constitui crime de guerra

Pelo menos 14 capacetes-azuis das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) foram mortos e muitos ficaram feridos no que o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu como o “pior ataque” contra as forças de paz na história recente.

“Esses ataques deliberados contra as forças de paz da ONU são inaceitáveis e constituem crime de guerra”, disse Guterres, afirmando que condena a hostilidade de forma “inequívoca”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Evan Schneider

Secretário-geral da ONU alerta para hostilidade contra direitos humanos no mundo

Às vésperas do Dia dos Direitos Humanos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que, apesar dos avanços, os princípios fundamentais da Declaração Universal ainda estão sendo testados em todas as regiões do mundo. 

“Vemos o aumento da hostilidade contra direitos humanos e seus defensores por parte de pessoas que querem lucrar com a exploração e a divisão. Vemos ódio, intolerância, atrocidades e outros crimes. Estas ações colocam todos em perigo”, disse Guterres em comunicado para a data.

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

Reunião sobre futuro pacto de migração termina com compromisso em prol da dignidade humana

“O que é certo, acima de tudo, são as exigências legítimas de todos os migrantes de que as palavras da Declaração Universal dos Direitos Humanos se aplicam a eles como a todos os outros: todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, disse a representante especial do secretário-geral da ONU para a Migração Internacional, Louise Arbour.

Encontro de três dias no México preparou caminho para adoção de novo pacto global das Nações Unidas para a migração segura, ordenada e regular.

ONU: status de Jerusalém precisa ser definido por negociação entre Israel e Palestina

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reafirmou nesta quarta-feira (6) sua defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos, pouco depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel e determinar a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade.

“Jerusalém é uma questão de status final que precisa ser resolvida por meio de negociações diretas entre as duas partes, com base em resoluções relevantes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, levando em conta as preocupações legítimas tanto do lado palestino como israelense”, disse Guterres em comunicado.

Um bebê é examinado com suspeita de desnutrição no hospital Al-Jomhouri, apoiado pelo UNICEF em Sa'ada, no Iêmen. Foto: UNICEF / Maad Al-Zekri

ONU pede fim de confrontos e ataques aéreos no Iêmen; bloqueio saudita ameaça milhões de pessoas

“O secretário-geral pede a retomada urgente de todas as importações comerciais. Sem estas, milhões de crianças, mulheres e homens correm o risco de sofrer com fome, doenças e a morte em massa”, afirmou o secretário-geral, António Guterres, e chefes de sete agências das Nações Unidas.

Um número alarmante de 20,7 milhões de pessoas no Iêmen precisa de algum tipo de apoio humanitário ou de proteção, com cerca de 9,8 milhões em necessidade extrema de assistência.

Amina J. Mohammed, vice-secretária-geral da ONU, junto a Tokyo Sexwale, um dos membros da Fundação Nelson Mandela, no local onde Mandela e seus companheiros estiveram encarcerados durante quase duas décadas. Foto: cortesia de Obed Zilwa/Fundação Nelson Mandela

‘Longa caminhada para liberdade’ das mulheres e meninas não acabou, diz vice da ONU na África do Sul

Para Amina Mohammed, debate sobre o tema deve começar em lares e comunidades. “Assim como o mundo se uniu para apoiar o fim da subjugação com base na raça neste grande país, hoje precisamos nos unir para criar um novo movimento que lute pela verdadeira igualdade, em todos os lugares”, disse. Em Joanesburgo, vice-secretária-geral das Nações Unidas também chamou a atenção internacional para necessidade de apoio ao Zimbábue.

Uma das bombas de água manual em torno do leste de Ghouta serve como uma das poucas fontes de água na área sitiada. A água não é testada nem purificada por falta de recursos, devido à insegurança. Foto: UNOCHA

Síria: negociações apoiadas pela ONU seguem até meados de dezembro

Não será “apenas uma rodada normal de negociações”. Esta é a análise de Staffan de Mistura, o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, que insistiu que não deve haver condições prévias para a atual rodada de discussões destinadas a resolver o conflito sírio. A guerra já dura mais de seis anos e resultou em um imenso sofrimento humano. “Estamos falando sobre as regras do jogo e, portanto, reafirmamos: sem pré-condições.”

Cidade de Codrington em Barbuda, durante a visita do secretário-geral da ONU, em outubro de 2017, para avaliar os danos causados pelos furacões Irma e Maria. Foto: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU pede mais recursos para adaptação de países do Caribe às mudanças climáticas

‘Durante minha visita a Dominica, Antígua e Barbuda, testemunhei um nível de devastação que eu nunca tinha visto na minha vida’, afirmou o chefe das Nações Unidas, António Guterres, ao final de novembro em conferência sobre a devastação deixada pelos furações Irma e Maria no Caribe. O secretário-geral das Nações Unidas alertou que, apenas nessas três ilhas, os danos foram estimados em 1,1 bilhão de dólares, e as perdas econômicas em 400 milhões.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

Muito mais precisa ser feito para pôr fim à epidemia de AIDS até 2030, diz secretário-geral da ONU

Em comunicado para o Dia Mundial contra a AIDS, lembrado nesta sexta-feira (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que há esperança de que o mundo possa cumprir sua promessa de acabar com a epidemia da doença até 2030. No entanto, alertou que muito mais precisa ser feito para que esse objetivo seja alcançado, uma vez que a AIDS está crescendo em algumas regiões do mundo.

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para operações de paz, em visita ao Brasil. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

Chefe de operações de paz diz que ONU precisará de contribuições do Brasil

Em visita oficial ao Brasil, o subsecretário-geral da ONU para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou estar convencido de que as Nações Unidas precisarão de contribuições do Brasil em missões do organismo internacional. Dirigente participou no Rio de Janeiro de seminário da ONU e do governo sobre os 13 anos da participação brasileira na MINUSTAH, a Missão de Estabilização no Haiti.

Migrantes detidos na cidade de Zawiya, na Líbia. Foto: IRIN/Mathieu Galtier

Compra e venda de migrantes africanos na Líbia revolta comunidade internacional

Após divulgação de imagens de migrantes africanos sendo vendidos como escravos na Líbia, secretário-geral das Nações Unidas expressou indignação e solicitou às autoridades que investiguem urgentemente a situação – e levem os responsáveis à justiça.

“A escravidão não tem lugar no mundo. O acontecido na Líbia representa um dos abusos aos direitos humanos mais revoltantes e pode ser considerado um crime contra a humanidade”, disse António Guterres.

Segundo o porta-voz do ACNUR, mais de 100 refugiados rohingya morreram afogados em naufrágios e incidentes com embarcações desde o início da crise, em 25 de agosto. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

ONU alerta para mortes no mar em meio a fuga de pessoas rohingya de Mianmar

Refugiados continuam fugindo de Mianmar em direção a Bangladesh, após quase três meses desde o início da violência, no final de agosto. Segundo o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), por desespero, muitos estão usando formas inseguras de transporte para escapar.

ONU aponta para “padrão de atrocidades generalizadas”, citando estupros – incluindo coletivos – “nudez pública forçada e escravidão sexual em cativeiro militar direcionada a mulheres e meninas rohingya”.

Foto de arquivo de 2008 mostra crianças afro-colombianas deslocadas no assentamento ‘Familias en Acción’ no Pacífico, perto do porto de Tumaco. As comunidades afro-colombianas, na costa colombiana do Pacífico, sofreram altos níveis de violência. Foto: ACNUR/Marie-Helene Verney

Colômbia: suspensão do conflito com ELN teve impacto positivo

Missão da ONU estabeleceu equipes de verificação do cessar-fogo entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN) que estão em operação atualmente. Em diversas regiões na Colômbia a situação humanitária da população foi impactada de forma positiva pela suspensão do confronto armado; em outras, desafios graves permanecem.

Em comunicado separado, agência da ONU para refugiados alertou para assassinatos de líderes comunitários. Subsecretário-geral da ONU visitou o país. para avaliar rumos do acordo de paz.

Membro das forças de paz da ONU planta árvore em El Fasher, no Sudão. Foto: ONU/Albert Gonzalez Farran

Meio ambiente também é vítima de guerras e conflitos, diz chefe da ONU

Lembrando o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado, 6 de novembro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ressaltou a necessidade de reconhecer que o meio ambiente também é vítima das guerras.

“Áreas da Europa ainda são afetadas por contaminação por metais pesados de munições utilizadas durante a Primeira Guerra Mundial”, disse Guterres.

Vista aérea de Teerã. Foto: Hansueli Krapf/Wikimedia Commons (CC)

ONU oferece apoio a esforços de recuperação após terremoto em Irã e Iraque

As Nações Unidas estão prontas para apoiar os esforços de recuperação após terremoto que atingiu o Irã e o Iraque no domingo (12), disse secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira (13).

O terremoto de magnitude 7.3 que atingiu o Irã e o Iraque já é considerado o mais letal de 2017. Até o momento, já foram registrados mais de 400 mortos e cerca de 7 mil feridos, em sua maioria iranianos. Além disso, 70 mil pessoas ficaram desabrigadas e precisam urgentemente de abrigo.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Zimbábue: ONU pede que diferenças políticas sejam resolvidas de forma pacífica

Forças armadas do Zimbábue colocaram o presidente Robert Mugabe, que chefia o país desde 1980, sob prisão domiciliar. Secretário-geral da ONU elogiou esforços iniciados pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral “para facilitar uma solução pacífica para a situação” e “permanece em contato com o presidente da Comissão da União Africana e líderes regionais em apoio a tais esforços”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

‘Unidade, solidariedade e colaboração’ podem derrotar terrorismo e reforçar direitos, diz Guterres

No ano passado, mais de 25 mil pessoas morreram e 33 mil ficaram feridas em pelo menos 11 mil ataques terroristas em mais de 100 países; quase três quartos de todas as mortes causadas pelo terrorismo se deram em apenas cinco países: Iraque, Afeganistão, Síria, Nigéria e Somália.

“O terrorismo é fundamentalmente a negação e a destruição dos direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante palestra na Universidade de Londres nessa quinta-feira (16).

Guterres em discurso na COP23. Foto: Reprodução de vídeo

Chefe da ONU pede mais ambição, liderança e parceria na ação pelo clima

Em discurso na conferência climática da ONU (COP23) que ocorre em Bonn, na Alemanha, nesta quarta-feira (15), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu mais ambição, liderança e parcerias para combater as mudanças climáticas.

“Nosso dever — em relação a cada um de nós e às futuras gerações — é aumentar a ambição”, disse Guterres na abertura do evento de alto-nível da COP23, que tem a participação de chefes de Estado e de governo, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Mercado em Gaza. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Enviado da ONU elogia retorno do controle das fronteiras de Gaza à Autoridade Palestina

O enviado especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, elogiou no início de novembro (1) a devolução completa das passagens de fronteira de Gaza ao controle da Autoridade Palestina.

“A devolução das passagens deve facilitar a revogação dos bloqueios fronteiriços ao abordar as preocupações de segurança legítimas de Israel e resultar no aumento do apoio internacional para a reconstrução, crescimento, estabilidade e prosperidade de Gaza”, disse Mladenov.

Civis desalojados no Iêmen. Foto: ACNUR

Iêmen poderá passar por ‘maior fome que mundo já viu em décadas, com milhões de vítimas’

Chefe humanitário da ONU visitou país abalado por conflitos no final de outubro e alertou sobre bloqueio promovido pelo país. Apesar das condições desafiadoras e da falta de financiamento, as Nações Unidas e parceiros humanitários estão prestando assistência direta a mais de 7 milhões de pessoas por mês.

Desde março de 2015, o número de mortos nos combates no Iêmen é de 5.295. Mais de 8,8 mil pessoas ficaram feridas. O país também está passando pela epidemia de cólera de crescimento mais rápido já registrado. Até o dia 1º de novembro, houve cerca de 895 mil casos suspeitos – mais da metade em crianças –, com cerca de 2,2 mil mortes associadas desde 27 de abril.

Destroços e alguns prédios remanescentes na cidade de Mossul, Iraque, após intenso conflito armado entre as forças iraquianas e o ISIL. Foto: OCHA/Themba Linden

Na Síria, governo e ISIL são responsáveis por armas químicas; crimes também ocorreram em Mossul

Chefe de uma investigação encomendada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas informou que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) foi o responsável pelo uso do agente mostarda de enxofre num ataque em Umm Hawsh, em setembro de 2016, e o governo sírio foi responsável pela liberação de gás sarin em Khan Shaykhun, em abril de 2017. Crimes em Mossul, no Iraque, também são alvo de investigação.