Segurança de Jornalistas

Os jornalistas e outros profissionais da mídia do mundo inteiro estão pagando um preço alto ao defenderem um dos direitos humanos fundamentais – o direito à informação e à liberdade expressão. A perseguição a esses profissionais é crescente no mundo inteiro e a tentativa de calá-los é uma ameaça à democracia. Confira informações abaixo e todos os detalhes sobre as ações da ONU, incluindo o Plano de Ação sobre o tema, em nacoesunidas.org/segurancadejornalistas

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até o dia 23 de julho para inscrever suas produções e concorrer ao 40º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos. A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Interior de um estúdio de rádio afegão, onde mulheres reivindicam democracia e direitos humanos. Foto: UNAMA/Fardin Waezi)

No Afeganistão, mulheres jornalistas desafiam a violência – e o machismo

Os perigos do trabalho como jornalista no Afeganistão foram relembrados em um novo ataque na capital Cabul no final de abril. Nove fotógrafos e repórteres afegãos foram mortos. Os profissionais, que estavam na região para reportar um ataque suicida, foram alvejados por um segundo homem-bomba ao chegar ao local.

Fora da capital afegã, os perigos de realizar reportagens, particularmente para mulheres jornalistas, nunca foram tão claros. Confira nessa matéria especial.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: especialistas da ONU alertam para resposta violenta do governo a protestos pacíficos

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas expressaram consternação pela resposta violenta das forças de segurança na Nicarágua aos protestos contra as reformas da seguridade social e pediram às autoridades que respeitem a liberdades fundamentais de expressão e de reunião pacífica. Pelo menos 40 pessoas morreram durante os últimos protestos no país da América Central.

Crianças em uma escola da ONU em Gaza. Foto: UNRWA/Rushdi Al Saraj

ONU condena resposta de Israel a protestos de palestinos em Gaza

Forças israelenses usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se reuniram em Gaza por ocasião do Dia da Terra para pedir seu direito de voltar para suas casas. A maioria da população de Gaza – submetida a um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo abrangente por Israel nos últimos 10 anos – é composta por palestinos que foram expulsos à força de suas casas e terras desde 1948.

“Lembramos a Israel de suas obrigações de garantir que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes e que, no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal a armas de fogo por parte da lei, resultando em morte, pode significar um assassinato intencional, uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra”, acrescentou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Crianças no Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU identifica crimes contra a humanidade cometidos por militares no Sudão do Sul

A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul identificou mais de 40 militares de alta patente acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As acusações fazem parte de um relatório lançado nesta semana. O documento deve ser usado para responsabilizar os autores em tribunais e para outros mecanismos previstos no Acordo de Paz assinado em 2015.

Em outro relatório lançado nessa semana, a ONU encontrou mais de 60 incidentes de violação do direito de expressão, atingindo 102 pessoas.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Secretário-geral da ONU pede justiça a casos de assassinatos de jornalistas no mundo

No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas (2 de novembro), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu justiça em memória de todos os profissionais assassinados, e em reconhecimento da importância de uma mídia livre e independente para avançar rumo ao desenvolvimento e à paz.

“Quando os jornalistas são o alvo, a sociedade como um todo paga o preço. O tipo de notícia que é silenciada — corrupção, conflitos de interesse, tráfico ilegal — é exatamente o tipo de informação que o público precisa saber”, completou.

Foto: Al-Jazeera

Imposição de fechar Al-Jazeera é ‘duro golpe para o pluralismo da mídia’, alerta especialista da ONU

O encerramento da Al-Jazeera está incluído em uma lista de 13 exigências apresentadas ao Catar pelos governos da Arábia Saudita, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos, que atualmente estão impondo um bloqueio econômico ao país.

“Essa exigência representa uma séria ameaça à liberdade de imprensa se os governos, sob pretexto de uma crise diplomática, tomem medidas para forçar o desmantelamento da Al-Jazeera”, disse o relator especial da ONU sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Abusos de governos contra os meios de comunicação ‘são uma crise global’, diz relator da ONU

Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, observado na quarta-feira (3), o relator especial da ONU sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, David Kaye, pediu a governos que ponham um fim “à demonização da mídia crítica”. O especialista em direitos humanos alertou que a concentração dos meios de comunicação e a dominação de veículos por autoridades estatais podem pressionar e comprometer o jornalismo independente.

Jornalistas acompanham coletiva de imprensa na ONU, em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

Liberdade de imprensa é ‘crucial’ para combater notícias falsas, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado na quarta-feira (3), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas”. “Precisamos que líderes defendam a imprensa livre”, enfatizou o chefe do organismo internacional.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, reconheceu a crise vivida pelos veículos de comunicação e defendeu um jornalismo ético como solução para preservar credibilidade em meio a notícias falsas.

Mais de 100 jornalistas foram mortos no mundo em 2016, alertou UNESCO. Foto: Esther Vargas/Flickr (CC)

UNESCO abre concurso de fotos sobre segurança de jornalistas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) convida fotógrafos profissionais de todo o mundo a enviar suas melhores fotos ilustrando jornalistas em ação e, em particular, mostrando questões de segurança desses profissionais e impunidade por crimes cometidos contra eles.

As fotografias selecionadas ajudarão a chamar atenção sobre as condições de trabalho dos jornalistas, além de ilustrar atividades e programas que contribuem com a segurança de jornalistas e a luta contra a impunidade. As inscrições podem ser feitas até 15 de abril.

Foto: ONU/Violaine Martin

Preocupação com ‘notícias falsas’ pode levar à censura, alertam especialistas

Em comunicado conjunto, especialistas independentes sobre liberdade de expressão alertaram que a desinformação e a propaganda podem destruir reputações e a privacidade, incitar à violência, discriminação e hostilidade contra certos grupos da sociedade.

O comunicado alerta para a possibilidade de autoridades públicas denegrirem, intimidarem ou ameaçarem os meios de comunicação, incluindo declarações colocando a mídia como “a oposição” ou de que esteja “mentindo”, ou ainda, que tenha uma agenda secreta. Documento é assinado por quatro especialistas independentes de organizações internacionais, incluindo o relator especial da ONU para o tema, David Kaye.

Foto: ONU/Violaine Martin

UNESCO recebe inscrições para premiação mundial sobre liberdade de imprensa

Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) já podem indicar candidatos para a edição 2017 do Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO-Guillermo Cano.

Iniciativa reconhece profissionais e instituições que tenham feito contribuição notável para defender e promover liberdade de imprensa, sobretudo em situações de risco. Prazo para envio de candidaturas é 15 de fevereiro.

Imagem: Pixabay

ARTIGO: Impunidade gera impunidade. Isso significa injustiça para todos

Mais de 800 jornalistas foram assassinados desde 2006, mas apenas 7% dos crimes foram solucionados.

Em artigo para o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, lembrado em 2 de novembro, Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), afirma que a impunidade é um crime contra o exercício da liberdade de expressão.

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe de direitos humanos da ONU manifesta preocupação com repressão a blogueiro no Vietnã

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou forte preocupação com a crescente repressão promovida pelas autoridades do Vietnã contra os defensores de direitos humanos do país. Ele citou a recente prisão da blogueira e crítica do governo Nguyen Ngoc Nhu Quynh, detida na província central de Khanh Hoa nos termos de um artigo do Código Penal do Vietnã que proíbe “a realização de qualquer propaganda contrária ao governo”.

Na imagem a frase em inglês "Parem de assassinar jornalistas". Foto: UNESCO

Conselho de Direitos Humanos aprova nova resolução para proteção de jornalistas

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou no fim de setembro (26) nova resolução, patrocinada pelo Brasil, para promover a segurança de jornalistas.

O Conselho manifestou sua profunda preocupação com a crescente frequência das violações de direitos humanos e abusos contra jornalistas e trabalhadores da imprensa no mundo todo, incluindo assassinatos, torturas, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, expulsões, intimidações, entre outras ameaças.

Barcos de pesca no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Especialistas da ONU pedem que México dialogue com afetados por projetos de desenvolvimento

“As consultas devem ocorrer na fase mais precoce de qualquer projeto de desenvolvimento e devem ser livres, informativas e em plena conformidade com as normas internacionais”, disse o presidente do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos, Pavel Sulyandziga, em comunicado à imprensa divulgado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU; especialistas independentes visitaram o México por dez dias.