Arquivo da tag: Segurança de Jornalistas

Os jornalistas e outros profissionais da mídia do mundo inteiro estão pagando um preço alto ao defenderem um dos direitos humanos fundamentais – o direito à informação e à liberdade expressão. A perseguição a esses profissionais é crescente no mundo inteiro e a tentativa de calá-los é uma ameaça à democracia. Confira informações abaixo e todos os detalhes sobre as ações da ONU, incluindo o Plano de Ação sobre o tema, em nacoesunidas.org/segurancadejornalistas

Jornalistas cobrem debate da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU | Laura Jarriel.

UNESCO: 90% dos autores de assassinatos contra jornalistas continuam impunes

Na véspera do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade de Crimes contra Jornalistas (2 de novembro) deste ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lançou um novo relatório com dados da violência praticada contra esses profissionais em todo o mundo.

Segundo o documento “Ataques intensificados, novas defesas”, número de jornalistas assassinados aumentou 18% em cinco anos, entre 2014 e 2018, e quase 90% dos responsáveis por essas mortes ainda não foram condenados.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirma que a agência “condena todos os que colocam jornalistas em risco, todos os que matam jornalistas e todos os que não fazem nada para impedir essa violência”.

Manifestantes e jornalistas brasileiros correm de ataques no Brasil. Foto: INSI

Com apoio da UNESCO, Ministério Público lança relatório sobre violência contra comunicadores no Brasil

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) promoveram nesta semana (30), em parceria com a UNESCO no Brasil, evento em celebração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3).

No encontro, em Brasília (DF), foi lançado o relatório “Violência contra comunicadores no Brasil: um retrato da apuração nos últimos 20 anos”, com informações sobre o andamento de casos de jornalistas brasileiros assassinados nos últimos 23 anos.

Foi divulgado também, pela primeira vez em português, o resumo executivo do relatório da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, sobre assassinatos de jornalistas em todo o mundo, intitulado “Punir o crime, não a verdade: destaques do relatório de 2018 da diretora-geral da UNESCO sobre segurança dos jornalistas e o perigo da impunidade”.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Responsabilização e exposição da ‘verdade para o poder’ dependem de imprensa livre, diz ONU

Em um momento em que a desinformação e a desconfiança na mídia estão crescendo, a liberdade de imprensa é “essencial para a paz, a justiça, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado nesta sexta-feira (3).

A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, disse em mensagem para o dia que é essencial “garantir liberdade de opinião através da livre troca de ideias e de informações, com base em verdades factuais”. Ela afirmou que sociedades que valorizam a liberdade de expressão precisam ser constantemente vigilantes.

A situação de insegurança em Mianmar para a minoria muçulmana rohingya está gerando uma das maiores crises humanitárias do mundo. Foto: ACNUR

Rejeição de recurso de jornalistas presos em Mianmar é ‘grave injustiça’, alertam relatores da ONU

Especialistas das Nações Unidas em direitos humanos expressaram preocupação com a rejeição da apelação final de dois jornalistas da agência de notícias Reuters pela Suprema Corte de Mianmar. Os relatores especiais definiram a decisão como uma “grave injustiça”, dizendo representar um momento sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia do país.

Na terça-feira (23), a mais alta Corte de Mianmar rejeitou o recurso de Wa Lone e de Kyaw Soe Oo, presos por sete anos por investigarem o massacre de homens e meninos rohingyas no vilarejo de Inn Din, no estado de Rakhine, em 2017. Na semana anterior, eles haviam recebido o Prêmio Pulitzer, um dos mais reconhecidos no jornalismo mundial, pelas reportagens investigativas.

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

Assassinatos de jornalistas são revoltantes e não podem ser ‘novo normal’, diz chefe da ONU

Os assassinatos de jornalistas no mundo todo são “revoltantes” e não deveriam se tornar o “novo normal”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas, 2 de novembro.

Em pouco mais de uma década, 1.010 jornalistas foram mortos por realizar seu trabalho e, em nove a cada 10 casos, os autores dos crimes não foram levados à Justiça. Somente em 2018, ao menos 88 jornalistas foram assassinados, de acordo com a ONU.

Funeral de jornalista da agência Tolo, assassinado após ataque em 5 de setembro de 2018 nos arredores de um centro esportivo de Cabul, no Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

Incentivo político à violência contra jornalistas é ‘tóxico’, dizem especialistas da ONU

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que os líderes mundiais parem de incitar o ódio e a violência contra a mídia, e garantam que os responsáveis por tais ataques sejam responsabilizados, citando as centenas de jornalistas mortos ou presos por causa de seu trabalho.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) afirma que, entre 2006 e 2017, mais de 1 mil jornalistas foram assassinados por reportar notícias e levar informação ao público; uma média de uma morte a cada quatro dias.

Uma jornalista argentina cobre a Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2017. Foto: ONU/Ariana Lindquist

UNESCO alerta para aumento dos casos de ataques contra jornalistas mulheres no mundo

Na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que a data é uma oportunidade de se avaliar as formas de resposta aos problemas de segurança enfrentados por jornalistas no mundo todo quando realizam suas funções de investigação e informação.

Desde 2006, a UNESCO condenou o assassinato de 1.010 jornalistas e profissionais de mídia globalmente. Nove entre dez desses casos não foram levados à Justiça. De acordo com relatório da agência, aumentaram os casos de ataques e assédio contra jornalistas mulheres, especialmente em plataformas online.

Troféu Especial do 40º Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Fernanda Freixosa

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog anuncia vencedores de sua 40ª edição

Comissão julgadora do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos anunciou vencedores de sua 40ª edição, reconhecendo trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos.

A premiação, que conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e de outros parceiros, é considerada uma das mais importantes do jornalismo brasileiro.

Todos os vencedores e homenageados serão premiados em cerimônia no Tucarena, em São Paulo, no dia 25 de outubro. O evento é aberto e gratuito.

Foto: ONU

Evento paralelo à Assembleia Geral da ONU alerta para prisões e assassinatos de jornalistas no mundo

Frequentemente ameaçados, atacados e mortos, jornalistas também estão sendo presos em número recorde em todo o mundo, destacou um evento paralelo da Assembleia Geral da ONU na sexta-feira (28). Essas práticas prejudicam não apenas os direitos humanos fundamentais dos próprios repórteres, mas também o direito do público de receber e transmitir informações, alertaram os especialistas em direitos humanos.

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), no final de 2017, 262 jornalistas foram presos, incluindo mais de 70 na Turquia, 40 na China e 20 no Egito. Cerca de 52% dos presos estavam atrás das grades por causa de reportagens sobre violações de direitos humanos, disse o CPJ.

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até o dia 23 de julho para inscrever suas produções e concorrer ao 40º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos. A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Interior de um estúdio de rádio afegão, onde mulheres reivindicam democracia e direitos humanos. Foto: UNAMA/Fardin Waezi)

No Afeganistão, mulheres jornalistas desafiam a violência – e o machismo

Os perigos do trabalho como jornalista no Afeganistão foram relembrados em um novo ataque na capital Cabul no final de abril. Nove fotógrafos e repórteres afegãos foram mortos. Os profissionais, que estavam na região para reportar um ataque suicida, foram alvejados por um segundo homem-bomba ao chegar ao local.

Fora da capital afegã, os perigos de realizar reportagens, particularmente para mulheres jornalistas, nunca foram tão claros. Confira nessa matéria especial.

Crianças em uma escola da ONU em Gaza. Foto: UNRWA/Rushdi Al Saraj

ONU condena resposta de Israel a protestos de palestinos em Gaza

Forças israelenses usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se reuniram em Gaza por ocasião do Dia da Terra para pedir seu direito de voltar para suas casas. A maioria da população de Gaza – submetida a um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo abrangente por Israel nos últimos 10 anos – é composta por palestinos que foram expulsos à força de suas casas e terras desde 1948.

“Lembramos a Israel de suas obrigações de garantir que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes e que, no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal a armas de fogo por parte da lei, resultando em morte, pode significar um assassinato intencional, uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra”, acrescentou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Crianças no Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU identifica crimes contra a humanidade cometidos por militares no Sudão do Sul

A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul identificou mais de 40 militares de alta patente acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As acusações fazem parte de um relatório lançado nesta semana. O documento deve ser usado para responsabilizar os autores em tribunais e para outros mecanismos previstos no Acordo de Paz assinado em 2015.

Em outro relatório lançado nessa semana, a ONU encontrou mais de 60 incidentes de violação do direito de expressão, atingindo 102 pessoas.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Secretário-geral da ONU pede justiça a casos de assassinatos de jornalistas no mundo

No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas (2 de novembro), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu justiça em memória de todos os profissionais assassinados, e em reconhecimento da importância de uma mídia livre e independente para avançar rumo ao desenvolvimento e à paz.

“Quando os jornalistas são o alvo, a sociedade como um todo paga o preço. O tipo de notícia que é silenciada — corrupção, conflitos de interesse, tráfico ilegal — é exatamente o tipo de informação que o público precisa saber”, completou.

Foto: Al-Jazeera

Imposição de fechar Al-Jazeera é ‘duro golpe para o pluralismo da mídia’, alerta especialista da ONU

O encerramento da Al-Jazeera está incluído em uma lista de 13 exigências apresentadas ao Catar pelos governos da Arábia Saudita, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos, que atualmente estão impondo um bloqueio econômico ao país.

“Essa exigência representa uma séria ameaça à liberdade de imprensa se os governos, sob pretexto de uma crise diplomática, tomem medidas para forçar o desmantelamento da Al-Jazeera”, disse o relator especial da ONU sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Abusos de governos contra os meios de comunicação ‘são uma crise global’, diz relator da ONU

Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, observado na quarta-feira (3), o relator especial da ONU sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, David Kaye, pediu a governos que ponham um fim “à demonização da mídia crítica”. O especialista em direitos humanos alertou que a concentração dos meios de comunicação e a dominação de veículos por autoridades estatais podem pressionar e comprometer o jornalismo independente.

Jornalistas acompanham coletiva de imprensa na ONU, em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

Liberdade de imprensa é ‘crucial’ para combater notícias falsas, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado na quarta-feira (3), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas”. “Precisamos que líderes defendam a imprensa livre”, enfatizou o chefe do organismo internacional.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, reconheceu a crise vivida pelos veículos de comunicação e defendeu um jornalismo ético como solução para preservar credibilidade em meio a notícias falsas.

Uma cobertura jornalística responsável pode contribuir para a prevenção do suicídio, reduzindo o risco de um comportamento imitador, segundo a OMS. Foto: Esther Vargas/Flickr (CC)

UNESCO abre concurso de fotos sobre segurança de jornalistas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) convida fotógrafos profissionais de todo o mundo a enviar suas melhores fotos ilustrando jornalistas em ação e, em particular, mostrando questões de segurança desses profissionais e impunidade por crimes cometidos contra eles.

As fotografias selecionadas ajudarão a chamar atenção sobre as condições de trabalho dos jornalistas, além de ilustrar atividades e programas que contribuem com a segurança de jornalistas e a luta contra a impunidade. As inscrições podem ser feitas até 15 de abril.

Foto: ONU/Violaine Martin

Preocupação com ‘notícias falsas’ pode levar à censura, alertam especialistas

Em comunicado conjunto, especialistas independentes sobre liberdade de expressão alertaram que a desinformação e a propaganda podem destruir reputações e a privacidade, incitar à violência, discriminação e hostilidade contra certos grupos da sociedade.

O comunicado alerta para a possibilidade de autoridades públicas denegrirem, intimidarem ou ameaçarem os meios de comunicação, incluindo declarações colocando a mídia como “a oposição” ou de que esteja “mentindo”, ou ainda, que tenha uma agenda secreta. Documento é assinado por quatro especialistas independentes de organizações internacionais, incluindo o relator especial da ONU para o tema, David Kaye.

Foto: ONU/Violaine Martin

UNESCO recebe inscrições para premiação mundial sobre liberdade de imprensa

Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) já podem indicar candidatos para a edição 2017 do Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO-Guillermo Cano.

Iniciativa reconhece profissionais e instituições que tenham feito contribuição notável para defender e promover liberdade de imprensa, sobretudo em situações de risco. Prazo para envio de candidaturas é 15 de fevereiro.

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe de direitos humanos da ONU manifesta preocupação com repressão a blogueiro no Vietnã

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou forte preocupação com a crescente repressão promovida pelas autoridades do Vietnã contra os defensores de direitos humanos do país. Ele citou a recente prisão da blogueira e crítica do governo Nguyen Ngoc Nhu Quynh, detida na província central de Khanh Hoa nos termos de um artigo do Código Penal do Vietnã que proíbe “a realização de qualquer propaganda contrária ao governo”.

Na imagem a frase em inglês "Parem de assassinar jornalistas". Foto: UNESCO

Conselho de Direitos Humanos aprova nova resolução para proteção de jornalistas

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou no fim de setembro (26) nova resolução, patrocinada pelo Brasil, para promover a segurança de jornalistas.

O Conselho manifestou sua profunda preocupação com a crescente frequência das violações de direitos humanos e abusos contra jornalistas e trabalhadores da imprensa no mundo todo, incluindo assassinatos, torturas, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, expulsões, intimidações, entre outras ameaças.