Segurança de Jornalistas

Os jornalistas e outros profissionais da mídia do mundo inteiro estão pagando um preço alto ao defenderem um dos direitos humanos fundamentais – o direito à informação e à liberdade expressão. A perseguição a esses profissionais é crescente no mundo inteiro e a tentativa de calá-los é uma ameaça à democracia. Confira informações abaixo e todos os detalhes sobre as ações da ONU, incluindo o Plano de Ação sobre o tema, em nacoesunidas.org/segurancadejornalistas

Foto: Al-Jazeera

Imposição de fechar Al-Jazeera é ‘duro golpe para o pluralismo da mídia’, alerta especialista da ONU

O encerramento da Al-Jazeera está incluído em uma lista de 13 exigências apresentadas ao Catar pelos governos da Arábia Saudita, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos, que atualmente estão impondo um bloqueio econômico ao país.

“Essa exigência representa uma séria ameaça à liberdade de imprensa se os governos, sob pretexto de uma crise diplomática, tomem medidas para forçar o desmantelamento da Al-Jazeera”, disse o relator especial da ONU sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Abusos de governos contra os meios de comunicação ‘são uma crise global’, diz relator da ONU

Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, observado na quarta-feira (3), o relator especial da ONU sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, David Kaye, pediu a governos que ponham um fim “à demonização da mídia crítica”. O especialista em direitos humanos alertou que a concentração dos meios de comunicação e a dominação de veículos por autoridades estatais podem pressionar e comprometer o jornalismo independente.

Jornalistas acompanham coletiva de imprensa na ONU, em Genebra. Foto: ONU/Violaine Martin

Liberdade de imprensa é ‘crucial’ para combater notícias falsas, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado na quarta-feira (3), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas”. “Precisamos que líderes defendam a imprensa livre”, enfatizou o chefe do organismo internacional.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, reconheceu a crise vivida pelos veículos de comunicação e defendeu um jornalismo ético como solução para preservar credibilidade em meio a notícias falsas.

Mais de 100 jornalistas foram mortos no mundo em 2016, alertou UNESCO. Foto: Esther Vargas/Flickr (CC)

UNESCO abre concurso de fotos sobre segurança de jornalistas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) convida fotógrafos profissionais de todo o mundo a enviar suas melhores fotos ilustrando jornalistas em ação e, em particular, mostrando questões de segurança desses profissionais e impunidade por crimes cometidos contra eles.

As fotografias selecionadas ajudarão a chamar atenção sobre as condições de trabalho dos jornalistas, além de ilustrar atividades e programas que contribuem com a segurança de jornalistas e a luta contra a impunidade. As inscrições podem ser feitas até 15 de abril.

Foto: ONU/Violaine Martin

Preocupação com ‘notícias falsas’ pode levar à censura, alertam especialistas

Em comunicado conjunto, especialistas independentes sobre liberdade de expressão alertaram que a desinformação e a propaganda podem destruir reputações e a privacidade, incitar à violência, discriminação e hostilidade contra certos grupos da sociedade.

O comunicado alerta para a possibilidade de autoridades públicas denegrirem, intimidarem ou ameaçarem os meios de comunicação, incluindo declarações colocando a mídia como “a oposição” ou de que esteja “mentindo”, ou ainda, que tenha uma agenda secreta. Documento é assinado por quatro especialistas independentes de organizações internacionais, incluindo o relator especial da ONU para o tema, David Kaye.

Foto: ONU/Violaine Martin

UNESCO recebe inscrições para premiação mundial sobre liberdade de imprensa

Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) já podem indicar candidatos para a edição 2017 do Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO-Guillermo Cano.

Iniciativa reconhece profissionais e instituições que tenham feito contribuição notável para defender e promover liberdade de imprensa, sobretudo em situações de risco. Prazo para envio de candidaturas é 15 de fevereiro.

Imagem: Pixabay

ARTIGO: Impunidade gera impunidade. Isso significa injustiça para todos

Mais de 800 jornalistas foram assassinados desde 2006, mas apenas 7% dos crimes foram solucionados.

Em artigo para o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, lembrado em 2 de novembro, Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), afirma que a impunidade é um crime contra o exercício da liberdade de expressão.

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe de direitos humanos da ONU manifesta preocupação com repressão a blogueiro no Vietnã

Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou forte preocupação com a crescente repressão promovida pelas autoridades do Vietnã contra os defensores de direitos humanos do país. Ele citou a recente prisão da blogueira e crítica do governo Nguyen Ngoc Nhu Quynh, detida na província central de Khanh Hoa nos termos de um artigo do Código Penal do Vietnã que proíbe “a realização de qualquer propaganda contrária ao governo”.

Na imagem a frase em inglês "Parem de assassinar jornalistas". Foto: UNESCO

Conselho de Direitos Humanos aprova nova resolução para proteção de jornalistas

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou no fim de setembro (26) nova resolução, patrocinada pelo Brasil, para promover a segurança de jornalistas.

O Conselho manifestou sua profunda preocupação com a crescente frequência das violações de direitos humanos e abusos contra jornalistas e trabalhadores da imprensa no mundo todo, incluindo assassinatos, torturas, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, expulsões, intimidações, entre outras ameaças.

Barcos de pesca no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Especialistas da ONU pedem que México dialogue com afetados por projetos de desenvolvimento

“As consultas devem ocorrer na fase mais precoce de qualquer projeto de desenvolvimento e devem ser livres, informativas e em plena conformidade com as normas internacionais”, disse o presidente do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos, Pavel Sulyandziga, em comunicado à imprensa divulgado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU; especialistas independentes visitaram o México por dez dias.

Imagem: EBC; arte: ONU

UNESCO: Um profissional de mídia é assassinado a cada cinco dias em todo o mundo

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3), ONU alerta para ameaças persistentes e destaca vínculo entre liberdade de imprensa e desenvolvimento sustentável. “Os meios de comunicação – incluindo, cada vez mais, as novas mídias online – servem como nossos olhos e ouvidos. Todos nos beneficiamos da informação que fornecem”, disse Ban Ki-moon. Conferência nesta semana na Finlândia marca a data.

Zainab Al Khawaja, ativista de direitos humanso no Barein, presa pelo governo por sua liderança. Foto: YouTube/reprodução

ONU critica perseguição a ativistas no Barein

No país localizado no Oriente Médio, governo pode revogar a cidadania de qualquer pessoa que “provoque danos aos interesses do Reino”, falhe em seu dever de “lealdade” ou forneça assistência a “um estado hostil”. Além disso, ofender o rei, a bandeira ou o emblema nacional pode resultar em sete anos de prisão e uma multa. No mais recente caso, Zainab Al Khawaja foi detida juntamente com seu filho de um ano e meio – uma situação comum em sua família.

Foto: ONU/Sylvain Liechti

ONU condena mortes de dois comunicadores no Brasil e pede mais proteção para profissionais da mídia

Escritório de direitos humanos da ONU para a América do Sul (ACNUDH) condenou em nota as mortes a tiros do radialista comunitário Israel Gonçalves Silva, em Pernambuco, e do jornalista e blogueiro Ítalo Eduardo Diniz Barros, no Maranhão. “Nos últimos anos, o Brasil vem aparecendo entre os países mais inseguros da região e do mundo para o trabalho dos comunicadores sociais”, disse o representante da ONU.