Arquivo da tag: Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Valéria Rodrigues, presidenta do Instituto Nice, e Abigaill Santos, coordenadora do Programa Transcidadania, ao centro da foto, apoiam em 2019 a primeira capacitação do ACNUR sobre o atendimento à população refugiada e migrante trans e travesti. Foto: ACNUR

ACNUR e Prefeitura de SP lançam guia de atendimento à população trans e travesti refugiada e migrante

No marco do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, comemorado globalmente no dia 17 de maio, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Prefeitura de São Paulo lançaram virtualmente na segunda-feira (18) um Protocolo Operacional Padrão (POP) que orienta o atendimento humanizado à população refugiada e migrante trans e travesti vivendo na capital paulista.

No atual contexto de pandemia causada pela COVID-19, as dificuldades existentes são agravadas e ocasionam demandas crescentes para o acesso à serviços de assistência social, incluindo acolhimento e recebimento de alimentos.

"Não conseguimos pagar o aluguel e fomos expulsos”, conta Orlando Martinez sobre os impactos econômicos enfrentados por ele e outros indígenas venezuelanos da etnia Warao em Belém (PA) durante a pandemia. ACNUR/Camila França

Coronavírus ameaça indígenas venezuelanos que buscam segurança no Brasil

Enquanto quase metade dos quase 5 mil refugiados indígenas venezuelanos que vivem no Brasil está em abrigos de Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Pacaraima (RR), muitos outros permanecem em situações de insalubridade, vivendo em moradias superlotadas – ou mesmo nas ruas – sem saneamento básico, o que dificulta a prevenção contra a infecção. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Sala de aula no campo de Kutupalong. Foto: UNICEF/Patrick Brown

VÍDEO: Coronavírus chega ao maior campo de refugiados do mundo, em Bangladesh

Agências humanitárias das Nações Unidas confirmaram o primeiro caso de COVID-19 no maior assentamento de refugiados do mundo, Kutapalong, em Bangladesh, que acolhe 860 mil pessoas da minoria rohingya que fugiram da perseguição em Mianmar, país vizinho.

Uma pessoa da comunidade de acolhimento também testou positivo. Os dois pacientes estão isolados, sendo tratados, e todos os seus contatos estão sendo rastreados, testados e colocados em isolamento.

Em entrevista à ONU News, a coordenadora de Gestão e Desenvolvimento de Campo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Kerry McBroom, explicou os três maiores desafios atuais.

Desde o surgimento da COVID-19, refugiados e migrantes da Venezuela agora enfrentam uma miríade de desafios, incluindo a perda de meios de subsistência, despejos e o aumento da estigmatização. Foto: OIM Brasil/Bruno Mancinelle

Organizações buscam apoio urgente a refugiados e migrantes da Venezuela em meio à pandemia

Com a pandemia da COVID-19 ameaçando a segurança e o futuro de milhões de refugiados e migrantes da Venezuela e de suas comunidades anfitriãs, mais de 150 organizações que trabalham em 17 países da América Latina e no Caribe estão apelando à comunidade internacional para um aumento urgente de apoio.

“O coronavírus está pressionando nossas sociedades de maneiras que nunca poderíamos imaginar. Para os refugiados e migrantes venezuelanos, a pandemia os expõe a dificuldades ainda maiores, já que muitos estão lutando para sobreviver fora de casa”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Foto: OIM

OIM e DPU mapeiam rede de assistência jurídica a migrantes no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), apresentou na segunda-feira (11) um mapeamento sobre a rede de assistência jurídica aos migrantes vulneráveis no Brasil.

A ação ocorreu durante oficina online promovida por parceiros, que contou com 27 organizações. Elas comporão uma rede de trabalho conjunto para fortalecer a assistência jurídica aos migrantes.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Without this money, I’d be in the streets”, says Venezuelan supported by UNHCR

Venezuelan manicurists Silany and Francis arrived in Brazil a month ago, in the middle of the new coronavirus pandemic and were unable to get a job because of the social isolation measures.

Thanks to a cash transfer programme of the United Nations Refugee Agency (UNHCR), they will be able to cover their basic living, food and medicine expenses.

Get to know the history of the refugees who currently live in Brasília, in the Federal District, and learn how to help.

António Guterres disse que o mundo precisa agir imediatamente para “fortalecer a imunidade das nossas sociedades contra o vírus do ódio”. Foto: Dimitri Karastelev via Unsplash

ONU: ‘Devemos agir para fortalecer a imunidade das sociedades contra o vírus do ódio’

“Para a COVID-19 não interessa quem somos, onde vivemos, em que acreditamos ou qualquer outra diferença.”

Foi assim que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, iniciou sua mensagem em vídeo em que pede solidariedade para lidar com o que classificou de “tsunami de ódio e de xenofobia, de bodes expiatórios e de disseminação do medo” em meio à pandemia.

No vídeo, divulgado nesta sexta-feira (8), Guterres alertou que o sentimento de xenofobia – a aversão a pessoas de outras nacionalidades, culturas, etnias ou credos – aumentou na internet e nas ruas nos últimos meses.

Guterres disse que o mundo precisa agir imediatamente para “fortalecer a imunidade das nossas sociedades contra o vírus do ódio”. Acesse aqui a mensagem.

Menina no campo de deslocados internos Khair Al-Sham, na Síria. Foto: OCHA

COVID-19: ONU e parceiros lançam apelo de US$6,7 bi para ajudar países mais vulneráveis

O Plano Global de Resposta Humanitária de 6,7 bilhões de dólares exige ações rápidas e determinadas para evitar os efeitos mais debilitantes da pandemia em 63 países de baixa e média renda.

Embora a maioria desses países tenha um baixo número de casos de COVID-19 até agora, sua vigilância, exames laboratoriais e sistemas de saúde são fracos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2019, ocorreram mais de 700 exibições de 32 filmes selecionados em 108 países, com uma audiência global de cerca de 60 mil pessoas. Foto: OIM

OIM abre inscrições para festival internacional de cinema sobre migrações

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) abriu inscrições para o Festival Global de Cinema sobre Migração. O evento de 2020 ocorre de 28 de novembro a 18 de dezembro e é a principal iniciativa cultural do mundo sobre o tema. O prazo para envio dos filmes é dia 21 de junho de 2020.

Em 2019, ocorreram mais de 700 exibições de 32 filmes selecionados em 108 países, com uma audiência global de cerca de 60 mil pessoas.

O objetivo do Festival é preparar o caminho para uma discussão maior sobre um dos maiores fenômenos do nosso tempo: a migração; saiba como enviar sua produção.

Presídio de Águas Lindas, em Goiás, em 2009. Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

ONU alerta para condições precárias nas prisões das Américas em meio à pandemia; cita Brasil

As condições em muitas prisões da região das Américas são profundamente preocupantes. Problemas estruturais preexistentes, como superlotação crônica e péssimas condições de higiene, juntamente com a falta de acesso adequado aos cuidados de saúde, permitiram a rápida disseminação da COVID-19 em muitas instalações.

O alerta foi feito pelo porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, em comunicado publicado na terça-feira (5).

“As condições nos centros de detenção e prisões e o tratamento dos detidos devem ser monitorados regularmente por órgãos independentes, e os prisioneiros que adoecem devem ser colocados em isolamento não punitivo ou quarentena em instalações onde possam receber cuidados médicos adequados.”

Evento de lançamento da cartilha no auditório do Banco Central, em novembro de 2019. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Banco Central lança nova edição de cartilha financeira para refugiados e migrantes

O Banco Central (BC) atualizou a Cartilha de Informações Financeiras para Migrantes e Refugiados. O guia é feito em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Além da versão em português, as cartilhas estão disponíveis em inglês, francês, espanhol e árabe.

Na nova versão, a cartilha atualiza detalhes sobre regras para o cheque especial e agrega informações sobre abertura de conta corrente.

Empreendedores refugiados se beneficiarão de informações sobre microcrédito por meio de acordo firmado entre ACNUR e ABCRED. Foto: Arquivo pessoal/Duchelier Mahonza Kinkani

ACNUR firma acordo para promover informações sobre microcrédito a refugiados empreendedores no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) firmaram em abril (14) um acordo de cooperação que busca prover informações sobre o acesso ao microcrédito e microfinanças a refugiados que já são empreendedores ou que queiram abrir seu próprio negócio no Brasil.

A parceria é firmada em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, na qual pequenos e médios empreendedores estão tendo dificuldades para manter seus negócios em funcionamento.

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cineasta brasileiro espera que pandemia gere mais empatia por situação de refugiados

Em vez de medo e xenofobia, o isolamento e a incerteza em relação ao futuro provocada pela pandemia têm o potencial de gerar mais empatia em relação ao outro, especialmente em relação àqueles que já enfrentavam dificuldades antes mesmo de a COVID-19 emergir, como refugiados, migrantes e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A expectativa é do cineasta brasileiro Karim Aïnouz, que lançou na sexta-feira (24), diretamente nas plataformas de streaming, seu filme “Aeroporto Central”, que trata da situação de solicitantes de refúgio abrigados no extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Leia a entrevista concedida à ONU Brasil.

Crianças e adolescentes têm os mesmos direitos que a condição de refugiado confere a seus pais e mães, podendo tirar a Carteira de Registro Nacional Migratório e pedir a naturalização brasileira em quatro anos. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Em reunião online, Brasil reconhece 772 crianças e adolescentes venezuelanos como refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou o governo brasileiro pelo reconhecimento, na terça-feira (28), da condição de refugiado de 772 crianças e adolescentes venezuelanos.

As crianças e adolescentes beneficiadas pela decisão são filhos ou dependentes de venezuelanos que já haviam sido reconhecidos como refugiados pelo governo brasileiro – e que solicitaram a extensão deste reconhecimento aos seus familiares com menos de 18 anos.

OIM e Cáritas trabalham juntas para apoiar a integração econômica de migrantes no Paraná

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Cáritas Brasileira Regional Paraná assinam acordo para promover a inserção econômica e laboral de migrantes vulneráveis, incluindo venezuelanos, no estado do Paraná. O projeto pretende beneficiar 400 migrantes em três frentes principais de ação: capacitação profissional, empreendedorismo e economia solidária.

Esta iniciativa é realizada no marco do projeto “Oportunidades – Integração no Brasil”, implementado pela OIM e realizado com o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Uma nova campanha liderada por funcionários do Citi ajudará a OIM a fornecer apoio essencial para salvar vidas e suprimentos essenciais para os migrantes e comunidades anfitriãs mais vulneráveis ​​da América Latina. Foto: OIM/Paula Vásquez

OIM e Citi unem-se para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

A instituição financeira Citi anunciou na segunda-feira (20) que selecionou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas como um dos quatro parceiros de uma nova campanha de doação de chamada “Double the Good” (duplique o bem).

Para cada 1 dólar doado por um funcionário do Citi em apoio ao combate à COVID-19, a instituição financeira doará 1 dólar para ajudar na resposta da OIM à pandemia na América Latina.

Um apelo revisado foi lançado nesta sexta-feira (17) por 499 milhões de dólares para apoiar atividades vitais de preparação, resposta e recuperação em mais de 140 países. Foto: OIM

OIM lança plano de US$499 milhões para apoiar países frente a impactos da pandemia

À medida que o número de novos casos de doença por coronavírus (COVID-19) continua aumentando, a Organização Internacional para Migrações (OIM) ampliou o escopo do seu Plano Estratégico Global de Preparação e Resposta (SPRP) para incluir intervenções de longo alcance que visam mitigar os terríveis impactos socioeconômicos e de saúde da pandemia.

Um apelo revisado foi lançado nesta sexta-feira (17) por 499 milhões de dólares para apoiar atividades vitais de preparação, resposta e recuperação em mais de 140 países.

Em Manaus, ACNUR e parceiros realizam realocação de população indígena da etnia warao para abrigos temporários. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

COVID-19: ACNUR e parceiros intensificam resposta emergencial a indígenas venezuelanos

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança em todas as partes do mundo e afeta especialmente as populações mais vulneráveis, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil intensificam a resposta emergencial para prevenir a COVID-19 junto às populações indígenas em situação de refúgio nas regiões Norte e Nordeste do país.

Em conjunto com autoridades estaduais e municipais e com a Operação Acolhida (resposta federal ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil), o ACNUR e parceiros têm implementado ações que garantem abrigamento, segurança alimentar, acesso a serviços de saúde e informação de qualidade nos idiomas das etnias Warao e Eñepa.

OIM apoia implementação de área de proteção e cuidados para venezuelanos em Boa Vista

Para ampliar as estruturas de saúde na prevenção e enfrentamento à pandemia de COVID-19 e reforçar o atendimento aos refugiados e migrantes em Roraima, a Operação Acolhida, com apoio dos governos estadual e municipal, irá inaugurar em Boa Vista a Área de Proteção e Cuidados (APC).

A estrutura, montada por trabalhadores venezuelanos e brasileiros, começa a funcionar em breve na capital e conta com suporte da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

COVID-19: Bachelet pede aos países latino-americanos que autorizem retorno de seus cidadãos

Respondendo a um impasse de uma semana que se desenvolveu na fronteira entre a Bolívia e o Chile, a alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira (15) aos países da América Latina e de outras partes do mundo que abram suas fronteiras aos seus próprios cidadãos presos no exterior, muitos deles com pouco ou nenhum acesso a cuidados de saúde e outras necessidades básicas.

Duas mulheres caminham em uma estação de metrô na Cidade do México durante a crise do novo coronavírus. Foto: ONU México/Alexis Aubin

Especialistas da UNESCO pedem responsabilidade coletiva para proteger mais vulneráveis

Os especialistas apelam aos governos e à comunidade internacional para que tomem medidas urgentes, por meio da cooperação internacional e no espírito da solidariedade, e enfatizam a responsabilidade dos países mais ricos em ajudar os mais pobres na batalha contra a COVID-19.

Além disso, reconhece a situação particular daqueles privados de recursos básicos, como água e sabão, para manter a higiene básica; e chama atenção para a dificuldade de se realizar o distanciamento social em condições de superlotação, predominantes, por exemplo, nas favelas e nos campos de refugiados.

Trabalhadores venezuelanos e brasileiros que atuam com a Operação Acolhida e agências da ONU em Boa Vista Foto: Allana Ferreira/ACNUR

COVID-19: Brazilians and Venezuelans come together to build a temporary hospital in Boa Vista

In Boa Vista (Roraima), Venezuelans and Brazilians construct a temporary hospital for the monitoring and treatment of COVID-19.

The site will have 1,200 hospital beds and a thousand more vacancies for possible cases. Supported by the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) and other UN agencies, it is being built by Operação Acolhida (Operation Welcome), in response to the flow of Venezuelan migrants and refugees.

Meet Diego, Yosley and other Venezuelans who are proud to contribute to the Brazilian efforts against the new coronavirus.

Trabalhadores venezuelanos e brasileiros que atuam com a Operação Acolhida e agências da ONU em Boa Vista Foto: Allana Ferreira/ACNUR

COVID-19: brasileiros e venezuelanos se unem para construir hospital temporário em Boa Vista

Em Boa Vista (Roraima), venezuelanos e brasileiros trabalham na construção de um hospital temporário para o acompanhamento e tratamento contra a COVID-19.

O local terá 1.200 leitos hospitalares e mais mil vagas para observação de casos suspeitos e está sendo construído pela Operação Acolhida, resposta do governo ao fluxo de migrantes e refugiados venezuelanos que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas.

Conheça as trajetórias de Diego, Yasley e outros venezuelanos que conseguiram uma renda e se orgulham de participar dos esforços brasileiros contra o novo coronavírus.

Refugiada do Sudão do Sul coleta galões em campo de refugiados de Kakuma, no Quênia, parte do esforço global para proteger refugiados da pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Allan Kipotrich Cheruiyot

Sony Corporation doa US$3 milhões para fundo de proteção a refugiados frente à COVID-19

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR) comemorou o anúncio da multinacional japonesa Sony Corporation de instituir o Fundo de Ajuda Global da Sony para COVID-19, através do qual uma contribuição de 3 milhões de dólares será feita para ajudar a proteger os refugiados da ameaça dessa pandemia.

Esta é a primeira grande contribuição do setor privado ao apelo lançado pelo ACNUR. Fundos oportunos e irrestritos como estes são essenciais para ajudar as operações de campo da agência a preparar e responder à pandemia da COVID-19 e impedir sua propagação entre refugiados e comunidades anfitriãs.

O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Altinawi

Syrian refugees donate food to the elderly people during the pandemic in Brazil

The couple Talal e Ghazal Al-Tinawi, both Syrian refugees in Brazil, felt in their wallet the decrease of orders at their Arabic food delivery service due to the COVID-19 in Sao Paulo, the state with the highest number of cases in Brazil. Even so, they found a caring alternative to contribute to mitigate the new virus transmission.

They made an effort to increase their production so that 300 packed lunches could be delivered to the elderly, one of the most vulnerable at risk to the COVID-19 disease. Complying with the World Health Organization (WHO) recommendation, the food is safely being delivered to their homes.

O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Altinawi

Refugiados sírios doam marmitas para idosos durante a pandemia em São Paulo

O casal Talal e Ghazal Al-Tinawi, refugiados vindos da Síria com seus filhos, sentiu no bolso a redução dos pedidos de delivery de comida árabe por conta da pandemia da COVID-19 em São Paulo, estado com mais casos da doença no Brasil. Mesmo assim, eles encontraram uma alternativa humana de contribuir para mitigar a transmissão do novo coronavírus.

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

Foto: ACNUR/Martim-Gray-Pereira

Equidade e igualdade racial devem orientar ação dos Estados na resposta à COVID-19

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas disseram em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6) que a discriminação estrutural pode exacerbar a desigualdade no acesso a cuidados de saúde e tratamento para a COVID-19, levando a disparidades raciais nos resultados de saúde e aumento da mortalidade e morbidade entre afrodescendentes.

Um número desproporcional de pessoas de ascendência africana trabalha em indústrias de serviços, vive em comunidades densamente povoadas, enfrenta insegurança alimentar e falta d’água e muitas vezes não tem acesso a moradias seguras.

UNAIDS elogia decisão de Portugal de conceder residência temporária a migrantes

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou a decisão tomada pelo governo português de conceder direitos de residência temporária a todos os migrantes e solicitantes de refúgio que solicitaram residência no país antes de 18 de março de 2020, quando foi anunciado o estado de emergência da COVID-19.

Esses direitos darão aos migrantes e solicitantes de refúgio acesso a benefícios sociais e de saúde, incluindo acesso ao serviço nacional de saúde, contas bancárias e contratos de trabalho e aluguel, até pelo menos 1 de julho de 2020.

União é imprescindível para vencer os desafios da pandemia do novo coronavírus - Foto: Gerd Altmann/Pixabay

ARTIGO: Todos na luta contra uma pandemia sem precedentes

Apenas trabalhando em conjunto o mundo poderá enfrentar as consequências devastadoras da COVID-19, afirma o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em artigo de opinião publicado em jornais de todo o mundo. 

Ele defende testagem e identificação de contatos, quarentenas, tratamentos e medidas de segurança para equipes médicas, combinadas com a restrição de movimento e de contatos até que apareçam terapias e vacinas.

COVID-19: Sanções econômicas devem ser retiradas para evitar crises de fome, diz especialista da ONU

Uma especialista em direitos humanos da ONU pediu o fim imediato de sanções internacionais para evitar crises de fome nos países atingidos pela pandemia de COVID-19.

“A imposição contínua de sanções econômicas prejudiciais a Síria, Venezuela, Irã, Cuba e, em menor grau, ao Zimbábue, para citar os casos mais importantes, prejudica severamente o direito fundamental dos cidadãos comuns a alimentos suficientes e adequados”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU para o direito à alimentação.